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30/04/2010 - 11h55

Intercâmbio: as vantagens de viver essa experiência

Por Viviane Macedo
Em São Paulo

Ao sair da faculdade, jovens profissionais encontram um mercado cada vez mais competitivo e exigente. Requisitos que hoje vão além da formação superior, proatividade e comprometimento com a empresa. Fluência numa segunda língua, cursos extracurriculares, maturidade, empreendedorismo - enfim, o que não faltam são requisitos que conseguem eliminar boa parte da concorrência - o que só é vantagem quando você não é a parte eliminada.

Pensando não apenas no lado profissional, mas também no desenvolvimento pessoal, muitos pais estão mandando os filhos ainda adolescentes para essa experiência fora do país, outros esperam a maioridade para juntos tomarem a decisão. Mas, quando a família não tem condições de manter um gasto assim, fazer as próprias economias é a saída encontrada por jovens que sonham com o intercâmbio.

Esse é o caso de Thiago Bernardo Santos, de 23 anos. Após concluir seu curso superior na área de informática, não teve dúvidas, queria aprimorar seu inglês o quanto antes, e para isso faria um intercâmbio. Como começou os planos? Economizando. Um ano e meio após muito planejamento e poupando tudo o que podia, Thiago embarcou para Perth, uma pequena cidade na costa oeste da Austrália. "Fiquei estudando durante 4 meses com direito a mais 1 mês de férias. Por lá as leis são muito rigorosas e você precisa estar estudando para ficar por um longo período - o que foi o meu caso".

Thiago Bernardo, no pátio da escolaMas nem tudo foi tão simples e tranquilo assim. Thiago estava num bom emprego há dois anos e, como ele conta, tinha certa estabilidade. Mesmo assim não hesitou para pedir demissão. "Tive de escolher entre crescer na empresa ou ser visto de uma forma diferente pelo mercado, foi então que pedi para ser dispensado. Conversei algumas vezes com o gerente e o diretor da área, mas não conseguimos entrar num acordo, então tive de pedir demissão", conta. Segundo Thiago, apesar de não ter sido uma decisão fácil, ele não deu espaço para os medos. "Sabia que o intercâmbio me agregaria muito conhecimento e conseguiria um bom emprego quando voltasse".

Ele acreditou e realmente aconteceu. Ao voltar para o Brasil, fez um curso de especialização e dois meses depois foi contratado. "Após analisar muitas propostas e receber algumas que ofereciam salário até duas vezes maior do que eu ganhava antes do intercâmbio, consegui uma boa oportunidade, dentro das minhas expectativas", conta o analista de sistemas.


Valorizado mesmo?
Irene AzevedoSegundo Irene Azevedo, consultora da DBM, fazer um intercâmbio no início da carreira só agrega pontos ao profissional. "O mercado valoriza e muito uma experiência como essa. Além da questão de ganhar fluência numa segunda língua, o que já é requisito há muito tempo, tem a questão cultural, de conhecer um 'mundo' novo, costumes diferentes", afirma Irene. Além disso, o que ela aponta como um diferencial para o mercado é saber que esse jovem tem coragem, se arrisca, não se deixa acomodar. "Essas características são necessárias todos os dias dentro das empresas e contratar um jovem que já se mostrou preparado para viver num país estranho e com a responsabilidade total sobre sua vida é algo extremamente valorizado e avaliado pelo mercado", alerta.

Renata Schmidt, gerente da Foco Talentos - repartição voltada à seleção de estagiários e trainees do Grupo Foco, tem a mesma opinião de Irene, e acrescenta, hoje há empresas que colocam o intercâmbio como um diferencial desejado no candidato. "Não há como negar que um intercâmbio enriquece o currículo de forma grandiosa. E nos processos seletivos percebemos muito claramente a diferença entre jovens que já trazem essa experiência na bagagem e os que não tiveram essa oportunidade", conta.


Melhor idade, melhor momento
Renata SchmidtConhecer novas culturas, aprimorar o idioma, se relacionar com gente do mundo inteiro, "se virar" sozinho - tudo isso é importante para qualquer profissional, independente do estágio de sua carreira. Agora, deixar tudo aqui, largar emprego e responsabilidades, infelizmente, não é tão simples em todas as idades. "Temos de arriscar enquanto somos jovens, enquanto podemos. Um recém-formado pode se afastar do mercado sem problema algum e isso ainda é visto muito positivamente. Agora, um profissional com mais idade pode já não ter tanta facilidade assim quando voltar, para ele é mais complicado", aponta Irene.

"Não há dúvidas de que uma experiência como essa traria melhorias em diversos aspectos para qualquer pessoa, mas com a idade e conforme o desenvolvimento da carreira, torna-se cada vez mais difícil tomar uma decisão dessa e partir para uma viagem longa", lembra Renata.

As especialistas aconselham que essa experiência aconteça no início da carreira.


Elas também viveram a experiência
Coincidentemente, as duas consultoras ouvidas pelo PROFISSIONAL EM FOCO já fizeram intercâmbio. Renata, aos 21, trancou a faculdade e passou um ano fora do país. Irene conta que foi uma das primeiras mulheres no Brasil a fazer intercâmbio. Ainda muito jovem, aos 18 anos, ela passou seis meses na Califórnia; segundo ela, uma experiência excelente. "Eu gosto de desafios, do novo, então foi poder conquistar o mundo, mostrar para os meus pais que eu conseguia. Foi uma aventura e uma vitória pra mim", conta Irene.

"Ter consciência de que eu conseguia me adaptar num lugar estranho, estar sozinha e me bastar foi extremamente importante para minha vida profissional. Precisamos muito dessa autonomia dentro das organizações hoje", completa.

Pensando no assunto?
Thiago faz questão de deixar um recado para aqueles que pensam em passar por essa experiência. "Digo, sem sombra de dúvidas, que essa é uma das melhores experiências que se pode ter na vida. Além de crescer profissionalmente, amadureci e passei a ver o mundo com outro olhar. Indico e aconselho".


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