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02/12/2014 - 11h46

O que você pode aprender com a Política

Da redação Emprego Certo

Vivemos numa época em que a política ganhou espaço nas rodas de conversas e nos protestos cotidianos. Acabamos de presenciar uma eleição histórica e acirrada que provocou embates em todo o país. O brasileiro está se tornando mais crítico e reivindicador de seus direitos, buscando embasamentos históricos e saindo às ruas. O que se pode afirmar é que algo já mudou em todos e a sede por informação e poder é cada vez mais visível.

 

Mas o que será que podemos aprender com a política? Muito! O coach Silvio Celestino, sócio-fundador da Alliance Coaching, ajuda a elucidar quais são os pontos positivos que podemos levar para dentro de nossa vida profissional e como isso pode modificar o nosso dia a dia. “Em geral, podemos aprender que as pessoas não pensam somente com a razão. O executivo precisa levar em conta a emoção delas – e também as suas - para ser um bom líder. Isso tem de estar expresso em sua maneira de falar e de se comportar, ou suas chances de influenciar pessoas e desenvolvê-las na direção que deseja será diminuta”, comenta.

 

Se pararmos para avaliar o mundo corporativo, podemos facilmente relacionar situações que ocorrem normalmente em campanhas eleitorais ou projetos de plano de governo. Algum líder que promete uma promoção, projetos que não saem da gaveta ou profissionais mal intencionados, que tiram vantagem dos outros. Tudo isso acontece também dentro das empresas.

 

“Infelizmente não é possível escolher 100% das pessoas com quem você vai se relacionar em sua vida. E você terá de se relacionar, por vezes, com pessoas de má índole”, explica.  É provável que essas pessoas tenham atitudes questionáveis para assumir postos cada vez maiores: mentir, falar mal dos colegas, colocar medo nas pessoas que podem escolhê-lo, ou naquelas que influenciam quem poderia promovê-lo, por exemplo. “Não basta o executivo se preparar intelectualmente para seu cargo, ele precisa desejar competir com todos e vencer inclusive as pessoas de má índole”.

 

 

“Se eu for eleito, eu prometo que...”

 

Um cargo de liderança surgiu e você quer promover alguém da sua equipe, oferecendo assim uma oportunidade interna de desenvolvimento e também de meritocracia. Mas qual dos ‘candidatos’ fez a melhor campanha para ganhar a posição? Silvio responde: “Ignore a subjetividade e reflita com base na razão. Esqueça as afirmações daquele que deseja liderar e concentre-se na lógica que ele apresenta para tomar decisões e para esclarecer seus pontos de vista.”

 

Silvio ainda lista uma série de perguntas que devem ser consideradas nesta situação:  Quais critérios ele usa para tomar as decisões? Está preparado para liderar? Ele se mantém atualizado e aprendendo constantemente? Suas ideias funcionaram em algum outro lugar? Quem ele tem como modelo de líder? Sabe influenciar pessoas positivamente? Possui propósitos elevados?

 

Ele é ‘político’? Este tipo de profissional é aquele que consegue se posicionar bem dentro da corporação e sabe exercer influência nos líderes que estão dois ou até três níveis hierárquicos acima dele. “É claro que o chefe imediato pode ser um influenciador, mas você tem de ser capaz de chegar aos níveis de cima. Isso é ser político”, exemplifica.

 

E se você está pensando em uma promoção tenha em mente que a ‘politicagem empresarial’ é um fator relevante para que suba de cargo. Você não consegue se promover dentro da empresa, você precisa que alguém o promova. “Ninguém consegue subir por conta própria e ninguém aprova a promoção de alguém que não conhece”, complementa.

 

E o que o voto tem a ensinar aos profissionais? As empresas e as profissões são regidas por leis. E quem faz as leis sãos os políticos. Logo, a pessoa em quem você vota é responsável por criar as condições para que os investidores coloquem seu dinheiro na empresa e gerem oportunidade de emprego e carreira para o executivo. Silvio alerta: “Antes de colocar seu voto na urna, pense nas ideias do candidato: elas são favoráveis ou contrárias à sua carreira? São favoráveis ou contrárias aos investimentos que podem gerar oportunidades duradouras para você?”. Vale a pena refletir.

 

 

Time ou panelinha?

 

Você faz parte da panelinha ou do time dentro de sua empresa? Para Silvio, existe uma diferença grande entre os dois e isso vai influenciar o seu crescimento ou a sua derrota dentro da organização. Segundo ele a primeira tem como objetivo destruir relacionamentos, pessoas e ideias e a segunda fomenta um propósito de evolução. “Para construir uma empresa, ou um País, você precisa de um time!”.

 

Os líderes que são de destruição fomentam as panelas, ou seja, grupos de pessoas cujo propósito é se auto ajudarem sem se importar com os propósitos mais elevados da empresa. E há os líderes de construção que acrescentam soluções no mercado e auxiliam seus clientes. Esses líderes fomentam “times”, ou seja, grupo de pessoas que jogam juntas e compreendem os propósitos mais elevados da organização. Saber se juntar ao time certo é fundamental para este profissional.

 

 

“Os políticos e as fraldas devem ser trocados regularmente. E pelas mesmas razões”

 

Citando o famoso ditado de Mark Twain, Silvio aponta que nas empresas, as ideias devem ser revistas e trocadas regularmente, pois o mundo se transforma constantemente. “Penso que a democracia no Brasil está consolidada, as instituições funcionando e, apesar dos imensos problemas estruturais que enfrentamos, é por meio do processo democrático no longo prazo que faremos o País melhorar. Na empresa é o mesmo: o processo constante de definir o resultado, refletir profundamente em quais ações tomar para atingi-lo e agir são os fatores que fazem o resultado de fato acontecer.”

 

Para ele, o aprimoramento empresarial e de um País é a escalada de uma montanha sem topo. “Nunca termina e não se pode cansar em nenhum momento, temos sempre de seguir em frente! Desejo que todos os façam para o bem do País, das empresas, e da vida das próprias pessoas”, finaliza Silvio.

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