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15/09/2014 - 11h26

Perfeccionismo nem sempre é bom e pode ser um fator de risco

Da redação Emprego Certo

Já é, faz tempo, um clichê das entrevistas de emprego o candidato dizer que é perfeccionista, quando é pedido um defeito dele. Mas, apesar de pertencer às categorias “defeito” ou “negativo”, o perfeccionismo é muito usado nessas circunstâncias porque ainda existe um mito de que desejar ou precisar que o trabalho saia perfeito pode realmente ser uma coisa boa, que gere bons frutos, um bom trabalho e um ótimo desempenho.

 

No entanto, alguns dados importantes colocam a atitude à prova. Uma pesquisa feita pela Universidade de Brock, no Canadá, sugeriu que o perfeccionismo fosse incluído no rol dos fatores de risco à saúde, junto com tabagismo e obesidade -- isso em 2006, quando foi publicada. O estudo feito com 500 adultos com idades entre 24 e 35 anos revelou, na época, que os perfeccionistas tinham mais problemas de saúde que os outros e iam ao médico com maior frequência.

 

Apesar de ter chamado atenção ao assunto oito anos atrás, a universidade canadense não conseguiu com que perfeccionismo fosse considerado um fator de risco médico. Ainda assim, pesquisas continuam mostrando que a característica afeta sim a saúde.

 

Em 2011, a Universidade do Teerã, no Irã, comparou as respostas corporais entre indivíduos perfeccionistas e outros mais controlados e resilientes diante de situações estressantes. O resultado mostrou que o primeiro grupo, daqueles que precisam que tudo saia perfeito, teve respostas físicas mais intensas ao estresse, com aumento da pressão sanguínea, dos batimentos cardíacos e alterações na respiração. O outro grupo ficou mais calmo diante da tarefa e, consequentemente, seus corpos foram menos afetados que os demais.

 

A reação dos perfeccionistas se enquadra no que é chamado de resposta ao estresse, circunstância em que é reduzida a atividade nas partes do corpo que não são essenciais para lutar ou fugir, como a pele e o sistema imunológico. Isso significa que, se esse modo de defesa for prolongado, ele pode colocar a pessoa em risco.

 

“Essa característica pode vir de cobranças externas excessivas e do incentivo à competição, o que pode virar uma autocobrança desmedida. Como consequência, a pessoa passa a ter uma baixa tolerância à frustração, temendo sempre o erro, o ‘fracasso’”, explica Tatiana Pina, consultora de orientação de carreira da Cia de Talentos.

 

Segundo o psicanalista PhD. Jeff Szymanski, em seu livro The Perfectionist’sHandbook: TakeRisks, InviteCriticism, andMaketheMostofYourMistakes(O Manual do Perfeccionista: Assuma Riscos, Receba Críticas e Aprenda com seus Erros, em tradução livre), existe uma forma saudável de perfeccionismo, objeto de seus estudos por 20 anos. Isso quando os ganhos são maiores que as perdas e a pessoa consegue atingir seus próprios padrões de qualidade.

 

Mas, quando o comportamento e as estratégias são pautados pelo medo do fracasso, por preocupações crônicas com erros, e a pessoa está sempre duvidando de si mesma e tentando viver de acordo com as expectativas dos outros, revela-seum efeito negativo.

 

Szymanski acredita que o problema não é ter o desejo da perfeição, é o que se faz com ele e quais são as estratégias adotadas para satisfazê-lo. Esforçar-se para atingir objetivos não é o percalço, mas sim as estratégias ineficazes como preocupar-se excessivamente e se duvidar constantemente. A chave para tirar o melhor do perfeccionismo é mudar a estratégia.

 

“É importante ter consciência que o erro pode acontecer e que é humano, não somos perfeitos. Também começar a mudar alguns comportamentos: em vez de conferir 10 vezes a mesma atividade, diminuir para cinco, para otimizar o tempo. Tentar se cobrar menos e dar o verdadeiro peso para cada atividade, diminuindo assim o estresse desnecessário”, aconselha Tatiana.

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