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04/09/2014 - 16h44

Os desafios de pais e filhos que trabalham juntos

Da redação Emprego Certo

É comum encontrar no mercado de trabalho filhos que herdam os negócios do pai. Sem muito esforço, é possível até encontrar empresas que já estão na segunda ou terceira geração. Números provam isso. Estudos internacionais indicam que 75% das empresas familiares ainda estão na primeira geração, 20% nas mãos da segunda geração, enquanto os 5% restante são controladas por herdeiros da terceira geração em diante.

Olhando para o mercado como um todo, as empresas familiares dominam e movimentam a economia global. Só no Brasil, 90% das empresas privadas têm origem familiar. O alto índice também é visto em outros países, como Espanha (70%) e Alemanha (80%).

Contudo, mesmo dominando a economia global, nem tudo são flores para as empresas familiares. Ainda mais quando os herdeiros começam a assumir o controle dos negócios. Apenas 30% das empresas bem sucedidas sobrevivem na transição da primeira para a segunda geração. Desse grupo, metade chega à terceira geração.

Entenda, abaixo, quais são as dificuldades de controlar uma empresa familiar e os motivos que levam filhos a trabalhar com os pais:

Negócios são negócios

O que leva filhos a trabalharem com os pais? O raciocínio é simples. Uma hora ou outra, todos terão que entrar no mercado de trabalho e gastar a maior parte do dia dentro de uma empresa. O processo de conviver com outras pessoas e cumprir ordens de um superior é bem difícil. Começar essa jornada na empresa do pai deixa as coisas um pouco menos complicadas. Só um pouco, porque, na verdade, existe uma série de desafios peculiares, tanto para os pais quanto para os filhos.

Discussões constantes

A discussão entre os sócios faz parte da rotina de qualquer empresa. Mesmo no momento em que os negócios estão em alta. Nesse caso, a briga pode acontecer quando um sócio quer investir em inovações para crescer ainda mais e o outro prefere conter os gastos.

Enfim, as reuniões costumam ser acaloradas. Em uma empresa familiar, muito mais. Isso porque conflitos também fazem parte do dia a dia da família. A partir daí, uma discussão iniciada no escritório se estende para a sala de jantar e vice-versa. Quando há mais de dois herdeiros no meio, os conflitos são intermináveis. E aí, já é tarde demais para recuperar todo o tempo perdido por brigas e desentendimentos.

Fundadores não preparam a sucessão

A maioria dos empresários pensa em entregar o controle dos negócios para os filhos. Mas vontade não basta. É um processo mais complicado do que parece, trata-se da transferência de poder e de capital e uma pequena parcela entende que os filhos não estão preparados para assumirem o cargo. Incertezas, falta de preparo e insegurança atrasam o processo de sucessão.

Primeiros obstáculos

Quando um herdeiro assume o comando de uma empresa, ele já sabe que enfrentará muitas dificuldades no começo. Por mais que ele se prepare e estude nos melhores cursos, ele vai encontrar uma certa resistência dos funcionários por alguns motivos. O primeiro, porque muitos vão pensar que ele só está lá por ser filho do fundador e não porque tem competência. É normal no mundo corporativo muitos olharem torto para os filhos do chefe.

Até mesmo por se formar com princípios e valores diferentes do pai, o herdeiro, ao chegar ao poder, tenta colocar em prática novos conceitos de mercado. E isso pode gerar insatisfação dos funcionários mais antigos.

De fato, não é tão simples ser herdeiro do fundador de uma empresa, por mais gigante ou minúscula que ela seja.

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