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04/10/2013 - 10h14

Você quer ser o meu Mentor?

Esta questão de orientar e se responsabilizar por alguém tem sido um tema recorrente em qualquer seminário sobre carreira que participo. É tema central de blogs, artigos de jornal e relatórios de pesquisa. Muitos jovens estão seguindo o conselho tão repetido de que, se quiserem subir na empresa, precisam encontrar “mentores” (pessoas que lhes deem conselhos e orientação) e “patrocinadores” (pessoas que utilizarão sua influência para recomenda-las).

 

Para deixar claro, a questão não é se a orientação é ou não importante. É importante. A orientação e a recomendação são fundamentais para avanço profissional. Homens e mulheres que tenham quem os recomende tem mais chance de conseguir tarefas além de suas atribuições e aumentos salariais do que seus colegas que não tenham o mesmo patrocínio.

 

Infelizmente para as mulheres, os homens tem mais facilidade em adquirir e manter esses contatos. Um estudo recente mostra que os homens tem uma tendência significativamente maior do que as mulheres de serem recomendados, e os que tem patrocinadores estão mais satisfeitos com seu ritmo de avanço profissional.

 

Será que procurar um mentor se tornou o equivalente profissional de esperar o “príncipe encantado”? Todas crescemos ouvindo histórias da bela adormecida que ensina as moças que, se simplesmente esperarem o príncipe chegar, receberão um beijo e serão levadas num cavalo branco para viverem felizes para sempre. Agora, as moças aprendem que, se simplesmente esperarem o mentor certo receberão um empurrão na carreira e serão levadas para escritório com janela onde viverão felizes para sempre. Mais uma vez, estão ensinando as mulheres a depender demais dos outros.

 

Em contrapartida alguns jovens estão tomando mais iniciativa em procurar um mentor. E embora eu aplauda este comportamento ativo, essa energia as vezes é mal dirigida. Por mais fundamentais que sejam essas ligações, provavelmente não se desenvolverão perguntando a alguém que mal conhece: “você quer ser meu mentor?” ou o que é pior: “você pode me indicar pra aquela vaga?”.

 

As relações mais sólidas nascem de uma ligação concreta de ambos os lados, muitas vezes conquistada com esforço.

Se pedir a um desconhecido para ser seu mentor raramente ou nunca funciona, abordar um desconhecido com uma consulta específica e bem elaborada pode render resultados. Os estudos mostram que os mentores escolhem seus protegidos pelo desempenho e pelo potencial. Por onde passo vejo isso acontecer na prática também. As pessoas investem intuitivamente naqueles que se destacam pelo talento ou naqueles que realmente são capazes de aproveitar a ajuda.

 

Os grandes gurus da administração precisam parar de dizer: “Consiga um mentor e você se destacará”. Em vez disso, seria mais proveitoso lhes dizer: “Destaque-se e você conseguirá um mentor”.

A dinâmica é muito simples: foque primeiro nos seus resultados para conseguir um mentor, depois como consequência terá o patrocinador. Nunca o contrário.

Mas como conseguir ter acesso a um grande executivo que admiro para tentar que seja meu mentor? Aqui vão algumas dicas:

 

É possível prender atenção ou interesse de alguém num minuto, mas apenas quando a abordagem é planejada e construída para aquela pessoa. Chegar com perguntas vagas do tipo: ”Como posso arrumar novo trabalho?”; “Será que estou no caminho certo da minha carreira?” mostra mais ignorância do que interesse.

 

Obter atenção de alguém de alta posição com excelente desempenho funciona, mas não é a única maneira de conseguir um orientador. Tenho visto profissionais agarrarem agilmente brecha depois de uma reunião ou alcançarem no corredor um superior respeitado e muito ocupado, para pedir conselho. O contato é rápido e informal. Depois de adotar aquele conselho, o aspirante reaparece para agradecer e então aproveita a oportunidade para pedir mais orientação. Sem nem mesmo perceber, o mais graduado acaba se envolvendo e investindo na carreira do subordinado. A palavra “mentor” nunca precisa aflorar. A relação é mais importante que o nome.

 

Vale a ressalva de que o nome em si está aberto a várias interpretações. Tem pessoas que acham que um mentor é aquele que realmente acompanha o trabalho, alguém que com quem conversar pelo menos 1 hora por semana. Isso não é um mentor e sim um terapeuta!

Poucos mentores tem tempo para ficar paparicando demais. Em sua maioria estão ocupados com o próprio trabalho, altamente estressante.

 

Portanto, mãos a obra para maximizar ainda mais suas oportunidades de carreira!

 

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