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30/08/2013 - 10h11

Quanto vale sua palavra?

Negócio fechado, eu te dou minha palavra! Bastava uma pessoa dizer esta frase e pronto, a confiança estava estabelecida. Hoje esta frase parece piada, afinal a palavra não vale mais nada!

 

Sei bem que evoluímos e a sociedade mudou, mas o que isso tem a ver com valores? Mas espere ai, é isso mesmo? Desde quando a nossa palavra não vale mais? Somos uma sociedade que não se pode confiar em ninguém?

 

Os brasileiros são os povos menos confiáveis do mundo! Que infelicidade ler esse resultado desta recente pesquisa americana. É triste afirmar que falamos por falar. Parece que é mais fácil do que simplesmente dizer não quero, não posso ou não vou.

 

Temos o péssimo hábito de prometer e não cumprir. Uma sociedade doente em que é normal dizer “sim, quero comprar este produto” e não volta na loja; “marcado nosso encontro sábado à noite” e simplesmente não aparece; “te ligo amanhã” e nunca mais fala com a pessoa.

 

No mundo corporativo não é diferente. É um tal de dizer: “em 5 minutos te entrego o relatório” e nada acontece; “nossa reunião começara pontualmente as 9h” e quem organiza a reunião chega atrasado; “vou falar com RH sobre seu aumento salarial” e esquece desta conversa;  “deixe comigo que vou encaminhar seu currículo” e deleta e-mail na sequência.

 

Já virou hábito. Ninguém se compromete com ninguém. Tenho ouvido muitas queixas de profissionais que se sentem desrespeitados e até traídos por confiarem na palavra de outra pessoa.

 

Qual é a dificuldade em dizer a verdade? Qual é a dificuldade em dizer “não”?

O que esta por trás da dificuldade em dizer “não”? Talvez uma necessidade de agradar e ser aceito? Não sei ao certo, mas o fato é que vivemos numa constante falta de compromisso, confiança e desrespeito.

 

Como se não bastasse presenciarmos esse descompromisso na empresa, quando falamos de outras áreas como relacionamentos, paquera ou situações amorosas a situação se repete e surge o “A gente vai se falando...”.

 

O “A gente vai se falando…” pode ser tanto falado quanto escrito.  Nenhuma outra expressão carrega a falta de objetividade com tanta sutileza. O “A gente vai se falando…” é uma ideia de que alguém, talvez em algum momento da vida, não se sabe quando, tente falar com você.

 

Quem nunca disse isso? Eu me incluo neste grupo e me policio para não mais repetir este péssimo hábito tão enraizado em nossa cultura.

Ninguém gosta da falta de compromisso, palavras jogadas ao vento, desrespeito com ser humano. Por que será que fazemos com as outras pessoas?

 

E então te pergunto: quanto vale sua palavra? Aposto que muitos responderiam, vale muito, na verdade não tem preço. Mas quando observamos as atitudes das pessoas nas situações acima descritas as coisas não são bem assim.

 

Antes de cobrarmos atitudes do outro, do chefe, da empresa e dos governantes, vamos parar um pouco para cuidar e avaliar nossas ações. Quer ter credibilidade? Então comece a cumprir sua palavra, não é o que você diz e sim o que você faz que vai contar no final das contas.

 

Eu proponho um exercício simples para que faça durante a próxima semana, depois se gostar do resultado, continue por toda vida. O exercício é o seguinte:  só se comprometa com aquilo que realmente poderá cumprir e não permita que ninguém deixe algo em aberto contigo. Se tanto você quanto a outra pessoa não puderem marcar um compromisso, então está desmarcado.

 

Diga a verdade, pense bem, o que poderia dar errado?

 

Como disse Lee Iacocca: “Quem você é fala tão alto que não consigo ouvir o que você diz”.

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