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07/03/2013 - 17h14

Corporate Bullying

A tecnologia com certeza veio para nos ajudar com a vida moderna e traz consigo assuntos nunca antes sequer considerados no ambiente corporativo, como o Corporate Bullying.

 

Este tipo de bullying ocorre quando imagens ou informações de profissionais de uma companhia são divulgadas na internet sem autorização das pessoas envolvidas. Esse assédio aumentou muito nos últimos meses, tenho recebido consultas frequentes sobre essa temática.

 

Até o ano passado, praticamente não havia registros desse tipo de crime. Tenho recebido inclusive alguns relatos de profissionais que me escrevem dizendo ter uma “carta na manga” para chantagearem as chefias caso sejam demitidos.

 

O Corporate Bullying pode ocorrer entre funcionários ou entre chefes e subordinados. Quando um funcionário constata que houve uso indevido de imagens ou informações na rede de computadores, ele deve comunicar a empresa e, se ela não exigir a retirada desse material da internet, ela poderá ser considerada conivente com a situação, segundo a lei.

 

Corporate bullying não pode ser confundido com SAC – serviço de atendimento a cliente, em que o consumidor pode reclamar e até mesmo falar mal do serviço prestado pela empresa.

 

Trata-se daquele erro de interpretação de sua frase, uma foto tirada num momento inadequado e que se torna comprometedora e até mesmo aquele vídeo contendo cenas que podem arranhar sua imagem profissional.

 

Quem não se lembra da famosa propaganda de cigarros que deu origem na cultura brasileirasobre a Lei de Gérson?

A expressão originou-se em uma propaganda de cigarros associando a imagem do atleta Gerson (campeão do mundo da Copa do mundo de 70) com as vantagens de fumar certa marca de cigarros.

O público fez uma interpretação errônea do seu vídeo, as pessoas entenderam o fato de tirar vantagem como ser malandro.

 

O Corporate Bullying também esta relacionado a interpretação errada sobre um fato. A situação começou a se agravar nos últimos anos porque em situações onde as chefias precisam conversar de uma maneira mais dura com os subordinados, há o risco de a conversa ser gravada e ser usada como prova de assédio moral. Neste caso, a empresa pode ser processada.

 

Enquanto não há uma legislação específica, aqui vão algumas dicas para você não ser pego numa confusão profissional:

 

1 – Se sua imagem, texto, vídeo for divulgada sem sua autorização, algo que seja prejudicial a você ou a sua carreira e que esteja relacionada com sua empresa, comunique imediatamente a companhia para que providências sejam tomadas e faça denúncia a Justiça. As empresas não querem correr riscos prejudiciais para reputação da companhia, dos executivos e da marca.

 

2 – As empresas precisam incluir nos Códigos de Conduta como os funcionários devem proceder nessas situações e prever punições. Assim as regras do jogo ficam mais claras em cada organização.

 

3 – Ajuste as configurações de privacidade em suas redes sociais imediatamente para não se colocar em situações constrangedoras. Afinal de contas a lei brasileira não prevê punição a todos os crimes digitais, então não vale denunciar imagem em que você foi marcado numa foto no facebook. Fique esperto!

 

3 – Tenha conduta exemplar! Isso mesmo, tenha consciência do papel que você exerce na empresa e perante a sociedade e tenha comportamentos adequados ao cargo exercido. Muitas pessoas não gostam quando digo isso e criticam o fato de terem que se “policiar” em alguns momentos. A verdade é que infelizmente nem todas as pessoas que estão próximas a você querem o seu bem e desejam te ajudar. A medida que crescemos na hierarquia da empresa, mais responsabilidade assumimos e acumulamos mais peso para nossas ações, lidar com Corporate Bullying é um grande desafio.

 

4 – Aquela regra de ouro que funciona há mais de 2 mil anos e que prevalece ainda nos dias de hoje: "Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles. Isto é a lei e os Profetas" (Mt7:12), ou seja, o que eu não quero que façam comigo eu não devo fazer para o próximo. Se cada ser humano usasse essa regra máxima em suas ações, tudo seria bem mais fácil.

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