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03/08/2012 - 12h38

Por que profissionais preparados e competentes descarrilam

 

“As pessoas normalmente planejam suas férias de modo mais cuidadoso do que suas carreiras. Eu sou um planejador compulsivo, mas houve ocasiões nas quais eu não tinha idéia do que estava fazendo.”

 

Bob Cohn
Ex-CEO da Octel e da Lucent Technologies

 

 

Temos visto nos últimos anos muitos profissionais serem abatidos em pleno vôo. Isto é, quando eles desfrutavam do poder, do prestígio e da fama decorrentes das posições privilegiadas que ocupavam. Muitos agiam como se fossem “superstars,” “deuses” e verdadeiras celebridades hollywoodianas.

 

A bem da verdade era muito comum vê-los aparecer nas capas das principais revistas e jornais – Exame, Forbes, Fortune, Business Week, O Estado de S.Paulo, The New York Times, The Wall Street Journal, entre outras publicações nacionais e internacionais.

 

Sydney Finkelstein em seu consagrado livro, “Why Smart Executives Fail – and What You Can Learn From Their Mistakes,” 2003, ao escrever sobre esses indivíduos, disse: “A maioria dos grandes destruidores de valor é formada por indivíduos de inteligência rara e talento notável. Quase sempre, são irresistivelmente charmosos, exercem grande magnetismo pessoal e servem de inspiração aos outros. [...] A lista de profissionais que fracassaram espetacularmente não é uma lista de pessoas incapazes de desempenhar seu cargo. É uma lista de quem possuía talento especial para transformar em gigantesco o que poderia ter sido um modesto fracasso.”

 

E qual é o segredo do poder destruidor desses profissionais?

 

Segundo o próprio Finkelstein, é possível identificar hábitos que caracterizam esses profissionais.

 

Eis alguns deles:

 

Eles vêem a si mesmos e suas empresas como dominadores do ambiente.

Esse é um grande erro de avaliação, inclusive.  Afinal, eles não controlam todas as coisas. Sabemos que no universo do mercado global é muito comum esses mesmos elementos serem surpreendidos por fatos que não esperavam e que também não podiam controlar. Portanto, por mais rápidos que sejam na tomada de decisões e por mais que pretendam se antecipar aos fatos – pró-ativos – não serão capazes de interrompê-los.

 

Eles identificam-se tanto com a empresa que não há limites claros entre seus interesses pessoais e os da organização a que servem.

Miseráveis profissionais são esses, pois no dia em que são expelidos das organizações não sabem quem eles verdadeiramente são.  Tristes, ainda, são os profissionais que confundem a sua vida pessoal com a sua posição ou organização. Além do mais, quando se comportam como se fossem “imperadores” ou “reis absolutos” começam a agir como se eles fossem o dono da verdade e como se estivesse acima do bem e do mal. Eles pensam que podem tudo.

 

Eles acham que têm todas as respostas para todos os problemas.

Como se consideram superiores em tudo e a todos, eles perdem a capacidade de ouvir. E à medida em que vão perdendo essa capacidade tão valiosa para os gestores, eles se tornam presas fáceis dos erros, dos enganos, dos escândalos e da própria queda.

 

Eles eliminam impiedosamente todos aqueles que não os seguem fielmente.

A lealdade é fator importante para o sucesso de uma carreira. Entretanto, ela não pode ser cega. Costumo dizer para todos os meus clientes que é preciso aprender a pensar com independência, clareza e objetividade. Sugiro que eles façam como as famílias israelitas que costumam incutir em seus filhos o valor do questionamento e da crítica. Nas palavras do presidente do Instituto Weizmann de Ciência: “Sem discussão, não há avanços.” Se alguém põe um sinal vermelho na sua frente, a atitude correta não é parar, conformado. Isso é o que chamamos de chutzpah, a maneira audaciosa, quase insolente, de questionar tudo em nossa sociedade (empresa).

 

Quando um executivo deseja apenas criar “clones” de sua própria figura, eliminando aqueles que pensam e agem de maneira diferente da sua, é o começo do fim de uma organização e de uma carreira. É sabido que quando dois profissionais pensam da mesma maneira sobre o mesmo assunto, um é plenamente dispensável.

 

Caro leitor, você tem mais para aprender com as histórias de insucesso profissional do que com as histórias de sucesso. Portanto, quando tiver tempo em sua agenda, estude-as.

 

É sabido que aqueles que aprendem com os erros cometidos pelos outros não necessitam repetir os mesmos erros que eles cometeram.

 

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