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01/08/2012 - 16h24

Objetivos de vida e valores devem ser a base da escolha profissional, diz especialista

Da redação Emprego Certo

 

Ingressar no último ano do ensino médio é sinônimo de dor de cabeça para a maioria dos jovens, afinal, são poucos os que já têm total certeza sobre a profissão que pretendem escolher. Que curso fazer na universidade? Pressão dos pais, da sociedade e até mesmo do mercado – muitos são os impasses que pairam na cabeça dos jovens neste momento, e a grande quantidade de opções deixa a escolha ainda vez mais difícil. “Já ouvi a frase: mais fácil me perguntar o curso que eu não quero fazer do que o que eu quero”, conta Tatiana Pina, consultora da Cia de Talentos Carreira.

 

Segundo a consultora, especialista em orientação profissional, frases como essa são comuns nos atendimentos a jovens, que geralmente estão mais preocupados com fatores externos – como posição da profissão no mercado e salários oferecidos do que com o que realmente importa, as suas competências, habilidades e verdadeira aptidão. “O mercado muda todo dia e escolher sua profissão de acordo com a situação atual é um erro – afinal, amanhã tudo pode estar diferente. Uma profissão que está super em alta hoje, não é necessariamente a que estava alguns anos atrás”, diz Tatiana. “Por outro lado, os pais têm sonhos, idealizam muitas coisas para a carreira dos filhos e isso de certa forma atrapalha e angustia o jovem na hora de decidir”.

 

 

O que você gosta?

Para a consultora, o caminho mais indicado é a reflexão profunda, o que ela chama de olhar para dentro. “A pessoa tem de se questionar: o que eu quero para mim, o que eu gosto? Pode parecer clichê, mas precisamos fazer uma escolha que esteja dentro dos nossos valores, para que sair ao trabalho todos os dias não seja um sacrifício mais tarde”, diz a especialista.

 

“Vamos supor que a pessoa chegue à conclusão de que quer ser comissário de bordo. Neste momento, as perguntas mudam. O que se deve pensar agora é no que implica ter essa profissão. Um comissário viaja praticamente todos os dias, tem pouco tempo livre. Isso condiz com o que eu quero para minha vida?”, explica a consultora. São questionamentos como este, segundo ela, que fazem a diferença em profissionais que pararam para refletir e aqueles que escolheram porque simplesmente acharam que era uma área aquecida.

 

 

Programa de orientação

 

A Cia de Talentos tem um programa de orientação voltado para esse momento de decisão da carreira. Em encontros semanais, jovens são orientados por especialistas com a função de ajudá-los a enxergar aspectos importantes antes da escolha de um curso superior. “Nosso principal objetivo com este programa é que a pessoa deixe um pouco de lado esse olhar para o mercado e olhe para os próprios objetivos e competências antes”, explica Tatiana.

 

“O jovem chega aqui com um quebra-cabeça completamente bagunçado, e nosso papel é ajudá-lo a juntar essas peças e com isso entender o que pode criar com as competências que possui. Trabalhamos com uma tríade. A base são os objetivos de vida e as competências individuais. Na ponta dessa tríade vem o mercado, que também é importante, mas só é sustentado quando há uma base sólida”.

 

Com objetivos e valores traçados, a escolha se torna menos custosa e preocupante. “Prioridades e valores são motivadores, por isso busque sempre opções que espelhem esses valores, as suas chances de errar serão bem menores”, finaliza Tatiana.

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