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Foi demitido? Seja transparente ao conversar sobre isso na entrevista
“Você está demitido”. Apesar de muitas vezes saber que a empresa passa por uma crise, que você não está rendendo o que esperavam ou, até mesmo, que o chefe não vai com a sua cara, ser dispensado do trabalho é sempre uma situação delicada para o profissional. No entanto, da mesma forma como grandes empresas contratam todos os dias, também recebem pedidos de demissão e demitem. É o ciclo da rotatividade nas organizações.
Encarar este momento numa boa ajuda nas buscas de um próximo emprego onde, possivelmente, o profissional será questionado sobre os motivos pelos quais saiu da última empresa. Apesar da vontade de não contar sobre a demissão, quando questionado, o melhor é sempre dizer a verdade. “Muitas empresas costumam ligar no empregador anterior em busca de referências. Por isso mesmo, nunca minta sobre demissões. Seja o mais transparente possível”, aconselha o coach Guilherme Rego.
O profissional que prefere resolver a situação com mentira, além de correr o risco de se contradizer, pode ser facilmente percebido por um selecionador um pouco mais experiente. “O recrutador percebe quando precisa investigar melhor algum assunto. Se não sente firmeza, ele vê que há algo de errado no discurso”, aponta o coach.
Transparência e objetividade
Quando questionado sobre a demissão, o melhor a fazer é ser objetivo, mas sempre atento à forma como expõe a situação. O especialista explica que o profissional pode, por exemplo, contar sobre um corte que houve na empresa ou mesmo falar sobre alguma situação de desavença com o chefe que resultou em sua saída da organização. O mais relevante não é o fato, mas sim, a maneira como ele é colocado para o recrutador. “O mais importante é colocar a questão de forma polida, clara e direta”, aconselha Guilherme.
“A maioria dos profissionais brasileiros já passou por uma situação de demissão. E isso não foi necessariamente causado por problemas de performance. Aliás, na maior parte das vezes não é o caso”, aponta.
A falta de compatibilidade com os objetivos e valores da companhia e os anseios do profissional é um dos fatores que levam a esse desencontro. Por isso, o coach aconselha que o momento da entrevista, além de ser usado para agir com transparência com relação ao histórico profissional, seja o de saber mais sobre a organização para a qual está sendo recrutado. “O profissional também tem que analisar se a posição e a empresa realmente interessam para o momento de sua carreira”.
Para o coach, tanta transparência só tende a contribuir para um futuro relacionamento de sucesso entre empresa e funcionário – o que ele compara a um casamento. “As regras básicas de um casamento duradouro são transparência, diálogo, honestidade e lealdade. Se conseguirmos respeitar essas regras desde o processo de entrevista, aumentamos as chances de um relacionamento profissional saudável e duradouro com a empresa”, finaliza.
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