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16/07/2012 - 19h00

Demissões à vista. Prepare-se!

“Só aquele que no verão providência com afinco aquilo de que carecerá no inverno eu chamo de sábio; quem transpõe o verão a dormir e descansar ao sol há de passar por maus bocados no inverno; terá que chupar os próprios dedos e suportar o sofrimento da fome. Aprende, insensato, e torna-te como uma formiga que se prepara no verão para o inverno!”

 

Sebastian Brant, 1457-1521
Professor catedrático de direito, advogado e juiz
A Nau dos Insensatos

 

 

A crise econômica se alastra por todas as partes do mundo, inclusive no Brasil. A indústria voltou ao nível de cinco anos atrás, e as projeções para 2012 são de queda na produção das fábricas brasileiras. Em maio de 2012, a produção da indústria medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi idêntica a de agosto de 2007, e inferior a de outubro de 2007. Será que estamos caminhando para trás?

 

Segundo Fernando Rocha, sócio e economista-chefe da JGP, gestora de recursos no Rio de Janeiro, “Esse é um indicador chocante, há alguma coisa de muito errado na nossa indústria.”

 

Nesse ambiente incerto e tremendamente volúvel, todos nós conhecemos as suas consequências. Nós já a vivenciamos em diferentes períodos de nossa história industrial mais recente.  Fábricas são fechadas. Colaboradores fiéis e dedicados são demitidos aos milhares. Profissionais com salários mais elevados são substituídos por outros de menor nível salarial. O discurso dominante internamente nas organizações é: “Cortem os custos imediatamente. Fechem as torneiras. Cancelem os projetos. Adiem as promoções, contratações e os aumentos salariais.”

 

Em nível pessoal e familiar, o estresse se avoluma. Recursos financeiros poupados ao longo de vários anos de trabalho se evaporam em grande velocidade. Filhos são arrancados de escolas privadas e colocados em escolas públicas. O segundo carro é vendido. A viagem de férias tão esperada com a família é adiada, entre outras providências.

 

Acrescente-se a tudo isso a perda da identidade profissional, a vergonha do desemprego, a incerteza relacionada ao futuro pessoal e profissional e o sentimento de fracasso que o acompanha durante seu ciclo de transição, entre outros sentimentos com potencial realmente devastadores.

 

Lembro-me que em crises econômicas anteriores assessorei muitos profissionais que nunca chegaram a comunicar a notícia de sua demissão à seus familiares.

 

Suas justificativas: “não quero que a minha família sofra a vergonha da minha demissão;” “Não sei como minha esposa e filhos reagirão. Portanto, prefiro me conduzir como se nada tivesse ocorrido.”

 

Caro leitor, à luz dessas considerações, desejo recomendar para sua leitura, o livro “Get the Job You Want Even When No One’s Hiring – Take Charge of Your Career, Find a Job You Love, and Earn What You Deserve!” do consultor norte-americano Ford R. Myers, presidente da Career Potential, empresa de consultoria nas áreas de executivo coaching e aconselhamento de carreira.

 

Neste trabalho, o autor trata de assuntos vitais para a conquista de novo emprego quando todas as portas parecem estar fechadas:

 

 

  • A psicologia de Job Hunting em mercado deprimido – “down market.”
  • Do desespero a estratégias de carreira para tempos difíceis.
  • Alavanque seu material de procura de novo emprego.
  • Táticas de job search para serem usadas quando nenhuma empresa está contratando.
  • Torne sua carreira à prova de bala uma vez por todas.

 

 

Caro leitor, lembre-se que a melhor hora para se preparar para a busca de nova oportunidade de trabalho é quando se está trabalhando – “preparar-se no verão para o inverno.”

 

Tenho trinta e três anos de experiência consultiva na condução de projetos de recolocação profissional, “outplacement” (patrocínio pessoa jurídica), porém, tenho de confessar que encontrei poucos profissionais que se prepararam adequadamente para esse momento ao longo desse período – a transição de carreira. É uma pena, visto que quando eles são demitidos, não têm a menor noção do que fazer.

 

Comumente, eles se desesperam e se tornam vítimas de empresas inescrupulosas de recolocação profissional que drenam suas escassas economias com a falsa promessa de emprego fácil – “Nossa empresa vai prospectar o mercado para você. Nós temos acesso às principais empresas do país e sabemos onde estão as oportunidades,” entre inúmeras outras promessas enganosas.

 

Caro leitor, abra os livros. Estude tudo o que puder sobre o mercado de trabalho e como ele opera. Prepare-se para conquistar novo emprego em período de economia retraída. Garanto-lhe que se o fizer, sua transição será rápida. Boa sorte!

 

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