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25/06/2012 - 17h15

Fofoca no trabalho: seja ético e fique fora dela

Da redação Emprego Certo

Só quem já foi vítima de fofocas no trabalho sabe o quanto isso pode ser prejudicial em diversos aspectos do dia a dia, até mesmo na produtividade. Mas, na opinião de Guilherme Rego, coach e diretor da Elevartis, empresa de desenvolvimento profissional e pessoal, a rádio-peão – perigosa rede de comunicação dos corredores das empresas – é absolutamente comum, e para não ter seu nome circulando por aí, o conselho é um só: preserve-se. “Não comente assuntos pessoais que não gostaria que determinadas pessoas ficassem sabendo. Um segredo de mais de uma pessoa já não é mais um segredo. Além disso, evite ter comportamentos que possam gerar comentários maldosos”, aconselha o coach.

 

Segundo ele, ficar totalmente alheio às informações que circulam também não é o caminho. “Fique afastado das fofocas nocivas.  Mas esteja sempre de olho, às vezes, ela [a rádio-peão] pode ser fonte de informações importantes”, explica Guilherme.

 

O problema começa quando os assuntos deixam de ser simples comentários ou especulações sobre a empresa e passam a ser sobre pessoas. “Acredito que a ética profissional começa a ser ferida quando o colaborador passa a falar mal de alguém ou a semear informações falsas para prejudicar esse alguém”, diz. Há também o que ele chama de profissionais “maçãs-podres”, aqueles que vivem para falar mal da empresa e de seus funcionários – o melhor é ficar longe deles. “Geralmente esses profissionais são rapidamente descobertos. Inevitavelmente eles são rotulados, evitados e, na maior parte das vezes, demitidos”, afirma o especialista.

 

 

Fugindo da fofoca

O fofoqueiro sempre tem algo novo para contar. O melhor a fazer é sair discretamente do assunto e evitar ficar sozinho na companhia dessa pessoa. “Saia da situação de forma neutra. Eles perceberão e evitarão falar para você.  Fofoqueiros sabem que se ficam falando mal para pessoas que não apreciam, acabarão sendo denunciados mais rapidamente”, diz Guilherme.

 

E quando o assunto for sobre você? O especialista explica que ao ficar sabendo que está envolvido em alguma fofoca, o melhor é tentar não dar importância, mas caso queira, a abordagem deve ser sutil. “Se você tem certeza do fato e se acha que será prejudicado por isso, o melhor a fazer é conversar diretamente com a pessoa que está originando a fofoca para solicitar a interrupção”, aconselha. “Mas, no geral, se há fofocas sobre você, o mais importante é não ligar. Quando damos importância e atenção, aí mesmo que a coisa se avoluma”, alerta o coach.

 

Você longe dela

Veja alguns conselhos do especialista para ficar fora e longe da fofoca:

 

- Nunca fale mal de outro colaborador pelas costas. Se quer fazê-lo, faça cara a cara e de forma polida e construtiva.  Ele provavelmente lhe agradecerá por isso.

 

- Evite falar mal da empresa. É ela quem paga o seu salário. Se você estiver insatisfeito, busque alternativas e parta para outra. Lembre-se que o RH ou colaboradores dessa empresa podem ser consultados em uma contratação futura.

 

- Evite situações onde há disseminação de fofocas. Se estiver em uma, não dê tanta atenção, não demonstre que está gostando (ou desgostando) e saia o mais rápido possível.  Se o assunto for grave, converse com o disseminador e alerte sobre o perigo.  Em última instância, reporte para o seu diretor ou RH.

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