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19/06/2012 - 09h41

Retenção de profissionais: O que você está fazendo para cuidar dos seus?

Com a nossa economia aquecida e mantendo um ritmo de crescimento, falar sobre retenção de profissionais virou assunto obrigatório em todas as rodas de conversas. Independente do tema principal, invariavelmente em algum momento fala-se sobre a dificuldade em contratar, manter e reter funcionários nas empresas.  

Você já passou por isso? Sabe como reter seus profissionais? 

Se é empregado, imagina o que a sua empresa precisa fazer para reter você? 

Além do cenário de aquecimento que remete a este tema, resolvi escrever sobre ele nesta coluna por 3 razões:  

1)    A quantidade de e-mails que recebo com esse tipo de assunto cresceu muito este ano. 

2)    Apesar de existirem dúvidas muito variadas, todos mencionam não saber como lidar com retenção de funcionários. O que se justifica pelo fato de no Brasil ser uma assunto novo, uma vez que nunca foi necessário praticar. 

3)    Este assunto afeta todo o mercado, e faz parte da realidade das grandes, médias, pequenas e micro empresas, e até mesmo nos lares de cada um de nós, onde se pratica  a retenção dos profissionais da área doméstica. 

Portanto, a má notícia já é conhecida pela maioria das pessoas, seja por ouvir falar sobre o assunto ou por estar inserido nele. O problema, de fato, existe, e está em todos os níveis e em todos os segmentos do mercado, e se você ainda não passou por ele como empresário ou funcionário, certamente em algum momento lidará com esta situação, pois o chamado “apagão de mão de obra”, que influencia diretamente a retenção de pessoas está apenas começando. Isso mesmo, apenas começando! 

A boa notícia é que existem alternativas para minimizar a questão, e mesmo que você não seja uma empresa de grande porte, encontrará formas de reter seus talentos e oportunidades de rever seu cotidiano e se reinventar.   

No entanto, antes de falar em soluções é necessário entender o que está acontecendo, e uma maneira simples é relembrar do passado. Há alguns anos, as profissões eram passadas de pais para filhos, por exemplo, a costureira da família, era chamada assim, pois cuidava das vestimentas de toda a família, sabia o manequim de cada um, as cores preferidas, etc, e, além disso, transmitiam os conhecimentos sobre a profissão para suas filhas, que por sua vez continuavam na carreira e seguiam atendendo aos familiares.

Hoje, uma família ficaria literalmente nua, se dependesse de uma costureira de família!

E como era buscar um emprego no passado? Há uma década, quando se anunciava uma vaga de emprego, formavam-se filas de candidatos interessados, o empregador escolhia a dedo quem desejava contratar, exigia várias qualificações e ditava o salário e os benefícios que daria em troca, restava aos candidatos concordarem com o que era proposto. E os que já estavam nas empresas, rezavam para não existir uma crise, um corte, e correrem o risco de ser demitidos.  

A conclusão óbvia é que não era necessário nenhum tipo de ação para reter pessoas, a retenção era natural, uma necessidade do funcionário para sobreviver! 

E hoje? A realidade é oposta. Com o aquecimento da economia e a grande geração de empregos, quando uma empresa anuncia uma vaga, existem outras empresas divulgando propostas com perfis muito parecidos. Ou seja, os candidatos escolhem em quais empresas querem trabalhar. 

Assim, teve início a dança das cadeiras, onde as gigantes “roubam” bons funcionários das empresas menores, o varejo por abrirem nos finais de semana enfrentam dificuldades para reter e contratar, a indústria absorveu grande parte dos trabalhadores domésticos, etc.  

E com o cenário atual de Copa do Mundo em 2014, Olimpíadas em 2016 e Pré Sal, a "briga" ficará ainda mais voraz, pois a mão-de-obra que está escassa sumirá em poucos anos, e o pleno emprego que já é realidade em várias cidades do Brasil, estará presente na maioria delas. 

Mas então, existe solução para este caos? Sim, sempre existe!

Mas não existe uma "cura única", existem remédios diferentes para cada tipo de dor.  

Sabendo que existem dificuldades, temos que identificar as "dores" e buscar possíveis remédios para curá-las. Tenho algumas sugestões, mas antes, é importante destacar que os candidatos têm metas distintas, a saber:

1)      Buscam vagas que oferecem melhores salários, que tenham mais benefícios, etc.

2)      Melhores planos de carreira e ascensão rápida.

3)      Querem aprender, ter oportunidades de viajar, fazer intercâmbios em outras regiões.

4)      Preferem ensinar, atuar em posições mais consultivas, etc.

5)      Desejam ficar mais próximos de sua casa e ter mais flexibilidade de horários.

6)      Procuram expediente de segunda a sexta, em horário comercial.

Ou seja, existem diversos tipos de interesses dos candidatos, e claro, existem aqueles que querem tudo junto! 

Agora, com a regra do jogo mais clara e sabendo as diferentes preferências entre os candidatos, vamos a algumas sugestões e cuidados:

Saiba bem os diferencias que sua empresa tem para oferecer.

Como citei, existem preferências variadas que fazem com que um candidato opte por uma ou outra empresa, e vão desde salário até flexibilidade de horários ou proximidade da residência, etc. Portanto, é preciso saber claramente qual é seu "diferencial" para criar estratégias para atrair e manter profissionais em sua empresa.

 

Venda os diferencias para os candidatos e funcionários.

Conhecendo bem seus diferenciais é hora de vendê-los aos funcionários e candidatos. Neste momento, seja extremamente realista, não exagere (pois se não cumprir o que promete, a retenção irá por água abaixo), mas também não seja modesto, se tem algo bom, fale, divulgue e ressalte as qualidades da empresa.

 

Pratique a meritocracia.

A primeira comparação do funcionário é sempre com quem "está na cadeira ao lado", portanto, deixe claro todas as metas, e recompense quem tiver melhor desempenho e maior dedicação. Seja justo, valorize quem supera as expectativas, premie, elogie!

 

Não pague mais do que pode, mas também não pague menos

Pague valores possíveis e compatíveis com a função, se tiver fôlego e puder dar os aumentos necessários para ser competitivo, não economize, pois propor aumento no momento em que o funcionário pediu demissão é o pior dos mundos.

 

Se o tamanho de sua empresa permitir, crie um plano de carreira

Se sua empresa tiver como crescer, crie planos de carreira, com metas e objetivos claros e formalizados. E acima de tudo, quando surgir novas oportunidades de contratações ou promoções, olhe primeiro para dentro de "casa".

 

Tenha um ambiente agradável

Manter um bom ambiente de trabalho no dia a dia é essencial, regras são necessárias, porém, é preciso cuidado com a educação corporativa entre líderes e funcionários no sentido de saber como dizer não a um pedido ou solicitação, dar broncas, etc.. Saiba que um dos pontos mais impactantes para retenção de pessoas é justamente o ambiente na empresa.

 

Mantenha as pessoas informadas

Comunicados, e-mails, reuniões, mesmo que informais (durante o café, por exemplo), são importantes para manter as pessoas informadas sobre as novidades, novas conquistas, possíveis barreiras e soluções, etc. Sabendo onde está e o que está acontecendo o funcionário tem mais segurança.

 

Se puder, ofereça horários flexíveis

Se sua empresa trabalha por projetos ou não existir a extrema necessidade de horários fixos, ofereça a flexibilidade de horários, cobre por metas. Seja razoável sempre e coíba abusos.

 

Seja honesto

Fale sempre a verdade, quando questionado sobre desempenho, salários, crescimentos, situação da empresa, etc., assuntos que de certa forma são “um tabu”, não minta e não omita, nunca! Ser honesto faz total diferença e pode ser decisivo para um funcionário ficar ou sair da empresa. 

 

Reflita sobre estas questões e lembrem-se que estas são apenas algumas dicas para você empregador praticar. Se você for empregado, influencie seu empregador a praticá-las. Tenho certeza que cada um de vocês, conhecendo suas realidades, pode criar "medicamentos" eficazes para cada tipo de "dor".

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