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O RH nas redes sociais: sim, eles estão de olho
Com popularidade lá em cima, o Facebook, rede social mais acessada no Brasil atualmente, tornou-se muito mais que um espaço onde, despretensiosamente, se posta fotos e se diz “o que está pensando”. Ele ainda tem essas funções, mas há algum tempo tornou-se uma espécie de vitrine pessoal, onde, dependendo da privacidade solicitada por cada participante, pode deixar perfis expostos para consultores de RH e recrutadores em busca de profissionais.
Pensar que ninguém importante está olhando é subestimar uma rede que tem proporções gigantescas em todo o mundo. “Um aviso para quem está à procura de emprego e ainda acredita que o Facebook serve apenas para fins pessoais: tenha cautela com as publicações. Apesar de existirem redes específicas para contato profissional, como o LinkedIn, os recrutadores estão de olho”, diz Sandra Assis, consultora da Luandre.
E não há como fugir, segundo a consultora, hoje em dia, cerca de 90% das empresas se utilizam de redes sociais nos processos seletivos. Seja para simplesmente buscar profissionais interessados em propostas do mercado, facilmente identificados numa rede como o Linkedin, ou não. A busca, em boa parte dos casos, é para tentar saber mais sobre o candidato, aqueles pontos que ele não vai falar durante a entrevista. “Nós brasileiros podemos aderir à ideia de pensar mais no que compartilhar nas páginas pessoais, porque a moda está chegando por aqui. Ainda que timidamente, a rede social tem sido considerada cada vez mais uma janela aberta para observar o comportamento dos candidatos“, alerta a consultora.
“Você está eliminado”
Sandra conta que conhece história de recrutadores que afirmam ter eliminado candidatos apenas ao ver posts publicados em perfis pessoais. “Como o Linkedin ainda é mais formal, não há como conhecer realmente o perfil do candidato, quando no Facebook, por ser mais pessoal, os gostos e interesses ficam expostos. O Linkedin em minha opinião continua a ser a primeira plataforma de análise das grandes empresas, por conter todas as informações curriculares, profissionais e importantes para um processo seletivo. Contudo, o Facebook vem despontando também”.
Justamente por conta desse atual interesse das empresas em conhecer o profissional de diferentes formas, é importante prestar atenção e ser mais cauteloso ao postar ou fazer comentários que possam ter duplo sentido ou soar mal para um recrutador. “É preciso verificar e tomar cuidado com quem você se relaciona na internet, quais comunidades participa e o que costuma publicar - seu perfil pode estar sendo visualizado por seu chefe ou futuro chefe, e mesmo com as melhores qualificações, você pode estar perdendo seu emprego por uma simples postagem“, finaliza Sandra.
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