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22/05/2012 - 16h31

Assunto de trabalho e redes sociais não combinam; veja como evitar problemas na empresa

Por Emprego Certo

Com a popularização das redes sociais e o acesso cada vez mais fácil a elas, relação de chefe x subordinado e mesmo profissionais pares, que antes tendia a ser estritamente profissional, ou mais focada em trabalho, mudou muito. Hoje é comum ter o gerente adicionado ao Facebook, e mais comum ainda ter os colegas da firma. Em qualquer área ou setor do mercado.

 

O que inicialmente não parece apresentar problema algum, pode sim ter um caráter sério e requerer mais cuidado e atenção de profissionais conectados e atuantes nas redes. Levar assuntos do trabalho para o perfil é algo que deve ser totalmente descartado. “Comentários eventuais e pontuais sobre o trabalho, dependendo do tom, podem significar um risco, ainda mais se há também outros fatores, como mau desempenho e postura. Tudo isso somado pode abreviar um eventual desligamento”, afirma Rogério Sepa, consultor de Carreiras da LHH/DBM.

 

Parece até extremo, mas demissões causadas por má postura nas redes é cada vez mais comum no mercado. Com o aumento do uso e a falta de crivo para saber o que é publicável e o que não é, muitos profissionais estão pagando um preço muito alto por falarem além do que devem numa página da internet. “Reclamações constantes e frequentes sobre a empresa, chefes, colegas de trabalho, ou que denotem isso, podem significar um alto risco para qualquer profissional, independente do nível”, comenta o consultor. 

 

Rogério conta que algumas companhias no exterior têm adotado atitudes até mais drásticas do que as aplicadas aqui. “Algumas empresas nos Estados Unidos estão solicitando as senhas do Facebook de funcionários para ajudar no monitoramento das atividades. Pode ser radical do ponto de vista de liberdade e autonomia de uma pessoa, por outro lado, representa uma genuína preocupação com a marca da empresa junto ao mercado”.

 

ADICIONAR OU NÃO, EIS A QUESTÃO

 

 Não aceitar um convite do chefe ou mesmo de um colega de trabalho pode não ser a atitude mais aconselhável, até porque isso pode causar algum desconforto, principalmente, se o profissional utiliza a rede social na empresa. Mas, se for uma postura seguida sempre e, sem exceções para colegas mais próximos, caso não aceite, é necessário dar algum feedback para a pessoa que solicitou a amizade, explicando essa política pessoal, aconselha Rogério.

 

No entanto, o consultor explica que “aspectos pessoais e profissionais tendem a se misturar com cada vez maior intensidade, acompanhando o ritmo de crescimento da utilização das redes sociais. Aceitar convites de colegas de trabalho ou chefes pode eventualmente ser necessário para manter sua própria empregabilidade na empresa atual”.

 

Uma alternativa, aconselhada por ele é utilizar as listas (possíveis no Facebook) como meio de falar apenas para os amigos. “Pode dar um pouco de trabalho na configuração, mas permite um uso mais intenso e livre das redes sociais”, aconselha.

 

 

TAMBÉM NÃO SE ESQUEÇA:

 

- Evite qualquer tipo de crítica ou comentário que tenha um potencial impacto negativo na credibilidade e imagem de outra pessoa, produtos ou da empresa

 

- Qualquer fanatismo sobre futebol, religião, política também pode representar um mau uso da rede social.

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