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28/12/2011 - 09h26

Que erros devem ser evitados na redação do curriculum vitae

A verdade é que a pena, na mão de um excelente escritor, resulta por si só numa arma muito mais potente e terrível, e de efeito muito mais prolongado, do que jamais poderia ser qualquer outro cetro ou espada nas mãos de um príncipe.

V. Alfieri, 1749-1803
Escritor italiano
Del príncipe e delle lettere, II, 13, 2

 

Escrever é uma atividade intelectual solitária e individual. Quanto mais um indivíduo escreve, mais ele se desenvolve e aperfeiçoa o seu talento e arte.

 

Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, 1788-1860, escreveu que só quem tira diretamente da própria cabeça a matéria do que escreve é digno de ser lido.

 

Quando falamos sobre a elaboração do curriculum vitae, o comentário feito pelo filósofo Schopenhauer deve merecer a mais profunda reflexão por parte daqueles profissionais que estão pensando em mudar de empresa e de tantos outros que já estão no mercado em busca de novas oportunidades de trabalho. Afinal, ninguém melhor do que o próprio profissional para escrever sobre a sua própria história de maneira viva, interessante e convincente.

 

Durante período relativamente longo de minha vida debrucei-me sobre a leitura e o estudo de conferências, sermões, encíclicas papais e discursos proferidos por figuras lendárias como São Jerônimo, Santo Agostinho, Santo Tomas de Aquino, os reformadores João Calvino e Martinho Lutero, os papas Leão XIII, João XXIII, Paulo VI e João Paulo II, os pregadores protestantes John Winthrop, Charles Spurgeon, George Whitefield, Martyn Lloyd-Jones, os estadistas Winston Churchill, Barack Obama, o reformador social Martin Luther King, o economista Adam Smith, entre centenas de outras pessoas.

 

Com a leitura desse vasto material aprendi que os princípios que norteiam a comunicação oral excepcional são os mesmos que orientam a comunicação escrita:   

 

  • Precisão, coerência, atenção para com o leitor, evitar ambigüidade;

 

  • Brevidade ou concisão, expressividade, fluência;

 

  • Correção (de estilo e de gramática), clareza e consistência;

 

  • Convicção, energia e alma;

 

  • Estilo.

 

Quando um profissional se prontifica a redigir o seu próprio currículo, ele precisa levar em consideração todos os princípios acima citados. Além disso, ele necessita compreender que um simples erro pode levá-lo a desperdiçar uma excelente oportunidade de trabalho. Como escrevi em artigo anterior, o homem que não escreve bem é porque ele não pensa bem.

 

E quais são os erros a serem evitados por ocasião da preparação de curriculum vitae?

 

  • Uso excessivo de palavras estrangeiras. É bom frisar que vocábulos ou expressões estrangeiras, ainda que signifiquem a mesma coisa, nunca transmitem a idéia com a força das que nos são familiares e cuja origem sabemos determinar. Reconheço que muitas palavras e expressões estrangeiras com o tempo podem se naturalizar. Mas enquanto isso não acontece o melhor mesmo é usar o belo e velho bom português.

 

 

  • Uso de jargões. Esses são comumente proferidos por profissionais desprovidos de conhecimento humanístico. Eles são superficiais e por serem rasos em seus pensamentos se utilizam de jargões. Observe-os no dia-a-dia de sua organização. Aqui vale a pena parafrasear a observação de Adam Smith em uma de suas conferências: É preciso que nossas palavras sejam não apenas portuguesas e adequadas aos costumes de nosso país, mas igualmente apropriadas aos costumes de uma parte especifica da nação. Essa camada da população é, sem dúvida, formada por homens distintos e bem-educados.

 

  • Mentir ou inflar suas qualificações acadêmicas, histórico profissional, competências gerenciais, datas, realizações, etc. O bom profissional jamais mente por ocasião da elaboração de seu curriculum vitae. Ele sabe e tem perfeita consciência que mais cedo ou mais tarde sua mentira será descoberta. E ao ser revelada a sua mentira, ele poderá cair em desgraça – perde a credibilidade e a reputação.

 

Imagine qual não é a decepção de um entrevistador que recebe um CV e nele lê que o profissional é dinâmico, tem alto nível de energia, entre outras virtudes. Entretanto, ao recebê-lo para uma entrevista, parece que ele está morto. Não tem nem energia e muito menos luminosidade.

 

  • Não corrigir os erros de gramática. Recentemente, recebi uma carta – mala direta de um profissional – preparada por empresa de recolocação que tinha 38 erros de português. Ao lê-la, fiquei imaginando o nível dos consultores dessa organização e também do executivo que comprou os seus serviços.

 

É muito triste quando um profissional não cuida de sua imagem propagada em peça publicitária tão importante.

 

 Nesse caso, quando o profissional não domina o próprio idioma, o melhor a fazer é procurar alguém que saiba escrever bem.

 

Caro leitor, o seu Curriculum Vitae deve refletir o que existe de melhor em você – seus conhecimentos, inclusive de português, suas aptidões, habilidades, conquistas, etc.

 

Portanto, evite errar, pois os seus erros de português podem eliminá-lo de um processo seletivo ou até mesmo ser preterido à nova promoção. Todo profissional necessitar se comunicar com excelência – oralmente e por escrito.     

 

 

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