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23/09/2011 - 14h41

Conflitos na equipe e entre equipes

Constantemente sou questionado por profissionais que atuam em posições de lideranças sobre conflitos em suas equipes ou conflitos entre a sua e outras equipes da empresa.

 

Curiosamente a grande maioria desses líderes sabe do problema com antecedência, conhecem as causas, conhecem até possíveis soluções, mas hesitam na hora de aplica-las.

 

E porque hesitam? São vários os motivos, o principal deles é que ao interferir em um conflito, ao resolver problemas desse tipo, o líder necessariamente tem que se posicionar, as vezes toma partido e aplica uma solução para a questão que consequentemente pode desagradar um ou vários pares (líderes também).

 

Portanto, teoricamente é mais fácil para o líder, principalmente os que ocupam posições elevadas, como os presidentes, os vice-presidentes e os proprietários de médias e pequenas empresas, exigirem esse tipo de atitude de seus subordinados – diretores e gerentes, já que podem justificar essa decisão baseado na acusação de que estes são preparados, remunerados, e, portanto devem ter autonomia para tomar decisões e resolver este tipo de problema.

 

Agindo dessa forma, assistindo ao que acontece de longe, o líder fica em uma zona de conforto, não se indispõe com ninguém, não desagrada nenhum de seus diretores e a vida segue. Segue? Mas até quando?

 

A vida pode seguir normalmente dentro da empresa, mas no “mundinho” das diretorias e gerências, com certeza os reflexos desta atitude são grandes, e o efeito dominó será inevitável nas atividades da empresa e com impacto até em seus clientes, em seus processos, na qualidade e esse desequilíbrio pode sair muito caro para a empresa.

 

Mas se a diretoria está em harmonia, porque isso acontece?  Acontece porque essa é uma “harmonia política”. À medida que cada diretor está focado em sua área, cuidando apenas do seu trabalho, comandando como bem entender, sem entrar em conflito com outros diretores, fica tudo bem, pois ninguém corre riscos.

Também há tipos e tipos de diretores, alguns podem ser mais flexíveis, focam no objetivo da empresa, dividem responsabilidades com seus subordinados e permitem acesso direto ao Presidente e outras áreas. Outros têm estilo e forma de agir completamente oposto, focam em seus próprios objetivos, esquecem o todo, centralizam responsabilidades, proíbem acesso dos subordinados ao Presidente e outras áreas, não tem educação coorporativa com seus subordinados ou com componentes de outras equipes. E ainda outros ficam no meio termo, batem e assopram. O que em um caso desses pode ser a "melhor opção".

 

Mas e o Presidente? Esse está passivo, olhando e sofrendo calado, na pior das hipóteses está tendo qualidade de vida e "dando autonomia" para seus comandados ou simplesmente imagina estar delegando e na verdade esta "delargando".

 

Vendo esse cenário, comum nas empresas, fica fácil explicar problemas também comuns, como as vendas abaixo das expectativas, baixa qualidade de atendimento, produção sem qualidade e a sinergia entre áreas e a produtividade desabando. E a explicação está nas equipes, aquelas pessoas que de fato estão vendendo, atendendo e produzindo, estão perdidas, e sentem que a empresa está sem um comando central, que cada um dos diretores está demonstrando "suas vontades" acima dos valores da empresa como um todo!

 

E isso só se resolve de uma forma, quando o líder tem consciência de que se não tomar as decisões necessárias, se não sair da zona de conforto, ao invés de desagradar um lado, poderá estar desagradando a todos: colaboradores, acionistas e clientes, e nessas condições os danos para as equipes e para a empresa são incalculáveis.

 

Acreditem, seja no trabalho, na rotina social, na família, entre os amigos ou em qualquer lugar que exista convívio entre pessoas, sempre existirão conflitos, pois cada pessoa age de forma distinta e, portanto tem opiniões diferentes sobre o mesmo tema. A arte da liderança está, entre outras coisas, em lidar com essa miscelânea de opiniões, e transformar esses conflitos em algo positivo para a equipe, em uma troca de opiniões saudáveis, de forma que todos adquiram conhecimentos e que os conflitos não se transformem em brigas.

 

Tenho algumas dicas que ajudarão a resolver essa questão para melhorar a vida do líder:

  • Tenha transparência nas ações.As decisões tomadas são de conhecimento “público”, assim, descontentamentos serão evitados, todos saberão o que aconteceu, uma espécie de ação e suas conseqüências.
  • Meritocracia.Quem faz mais, ganha mais, e quem faz menos ganha menos, todos têm as recorrências positivas ou negativas de suas ações e todos devem conhecer essa equação.
  • Educação. Troca de opiniões, divergência e conflitos são normais em ambientes onde existam pessoas, mas educação é fundamental, deve existir sempre.
  • Ouvir as pessoas.Ouvir a opinião das pessoas envolvidas no conflito (de preferência todas juntas), olhando no olho e dando importância ao que estão narrando é fundamental para que as opiniões e os acontecimentos do dia a dia sejam conhecidos por você e consequentemente você possa agir.
  • Respeito.Respeitar as opiniões, mesmo que sejam diferentes das suas.
  • Críticas sempre construtivas.Dicas e críticas devem ser expostas, mas sempre de maneira construtiva, valorizando os pontos positivos, e apontando o que pode ser melhorado ou feito de outra forma, assim as pessoas se sentem valorizadas e realmente refletem sobre o que podem melhorar.
  • Todos devem ganhar.Exija, solicite, cobre, mas valorize sempre, recompense, pois um ambiente só é bom quando todos ganham.
  • Exemplos.Transforme o discurso em prática, aja conforme fala. Seus liderados aprendem mais vendo e analisando suas atitudes do que o que você fala.
  • Reflita antes de agir.Sempre que precisar fazer qualquer interferência, qualquer ação, pense, veja as consequências, planeje, só depois faça.
  • Não deixe de resolver problemas.Pode ser mais trabalhoso, mas não deixe de resolver nenhum problema imediatamente, momentaneamente deixar o problema no cantinho, quieto, pode parecer mais tranquilo, mas com certeza se transformará em algo maior e mais difícil de resolver no futuro. Às vezes, por um descuido ou por falta de ação, o conflito que era pequeno, fica intransponível e só é resolvido com ações radicais, o que na maioria das vezes não é bom para ninguém.
  • Encerrar o assunto.Tenha certeza que o assunto foi completamente resolvido, não deixe arestas.

Se na sua empresa você está tomando a maioria das ações acima, tenha certeza que está no caminho certo e transformará conflitos em conquistas,e isso é fundamental para o sucesso do grupo, pois hoje mais do que as competência técnicas, do que a habilidade em executar tarefas específicas, as empresas valorizam muito os relacionamentos, a forma como as pessoas agem com as outras pessoas, com o grupo. Portanto saber lidar com as opiniões divergentes, com os conflitos é fundamental.

E nunca esqueçam que cabe ao bom líder, mais do que resolver fato consumado, evitar conflitos e problemas antes mesmo deles existirem.  

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