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19/09/2011 - 11h07

Fazer perguntas durante a entrevista é sinal de inteligência

Rem tene verba sequentur

(Domina o assunto, as palavras virão em seguida)
Marco Pórcio Catão
Político romano, 234-149 a.C.

 

Inúmeras perguntas dominam a mente de profissionais durante processos de transição de carreira, outplacement.

 

Aqui estão algumas das indagações mais comuns:

 

  • Que resposta devo dar ao entrevistador quando ele questionar sobre os motivos de minha demissão?

 

  • Em que momento da entrevista devo falar sobre o pacote de remuneração oferecido?

 

  • Devo fazer anotações durante a entrevista?

 

  • Que postura devo adotar se percebo logo no início da entrevista que a posição oferecida não é compatível com os meus objetivos pessoais e profissionais?

 

  • Qual é o momento ideal para abordar o entrevistador se passados vários dias após a entrevista ele não deu nenhum feedback?

 

  • Devo fazer perguntas ao entrevistador? Qual é a melhor hora de fazê-las?

 

Todas essas perguntas são importantes e devem merecer a atenção de profissionais que competem por uma posição no mercado de trabalho. Entretanto, mais importante do que ter respostas afiadas às indagações de entrevistadores é ter um arsenal de perguntas inteligentes e oportunas.

 

Fazer perguntas bem elaboradas ao entrevistador é a oportunidade que todo profissional tem para realçar seu nível de inteligência, cultura, curiosidade, competência, interesse, nível de preparo, sofisticação, qualificações, imagem, entre outras questões de extrema relevância.

 

John Kandor, consultor norte-americano, diz: “As perguntas que você fizer e como você as fizer vão diferenciá-lo dos concorrentes tanto quanto as perguntas feitas pelo entrevistador. Quando você estiver se preparando para a entrevista de emprego, suas perguntas precisam ser coordenadas de maneira tão cuidadosa quanto sua aparência. Se você perder a oportunidade de deixar seu entrevistador com qualquer uma dessas impressões, correrá o risco de perder o prêmio principal.”

 

 

É claro que existem outros objetivos ao fazer perguntas, como por exemplos: O profissional deseja saber sobre a empresa e a sua cultura organizacional, a posição e os seus desafios atuais e futuros, as oportunidades de crescimento, os critérios de avaliação e de promoção, etc.

 

Todo candidato deve ter em mente que o processo seletivo é uma via de mão dupla. Portanto, assim como a empresa deseja fazer perguntas a seu respeito a fim de determinar se ele ou ela é o candidato ideal para a organização, assim também o candidato deseja agir da mesma maneira. Quanto mais perguntas inteligentes tiver estruturado melhor para o seu processo. Afinal, ele ou ela poderá tomar uma decisão consciente, responsável e madura.

 

É sabido que muitos acidentes de percurso ocorrem ao longo do processo seletivo simplesmente porque muitos candidatos não sabem questionar. E, quando questionam, fazem perguntas inadequadas, medíocres e que não impressionam o entrevistador.

 

Caro leitor, aqui estão algumas recomendações que poderão ajudá-lo na construção de uma imagem positiva e que deixe os entrevistadores impressionados com a sua inteligência e desenvoltura:

 

  • Antes de sair de casa para uma entrevista, faça a lição de casa. Formule perguntas inteligentes e que o ajudem a se projetar e se diferenciar de outros candidatos.

 

  • Todas as suas perguntas devem ser escritas em seu bloco de anotações ou IPad. Existem inúmeras razões que justificam tal comportamento: você demonstra ser um profissional que se preparou devidamente para a entrevista  – “você fez o seu home work”; ajudar-lhe-á a articular seus pensamentos, idéias e argumentos; enriquecerá tremendamente seu desempenho durante a entrevista, além de exibir clareza, objetividade e domínio sobre suas indagações. 

 

  • Evite perguntas que deixem os entrevistadores de saia justa. Seja educado e lembre-se que nem tudo o que se deseja perguntar deve ser perguntado. Cuidado com a sua língua, pois poderá vir à morde-la.

 

  • Não faça perguntas irrelevantes e que não agregam nenhum valor ao processo de entrevistas. Lembro-me que no passado assessorei importante executivo do mercado da tecnologia da informação. Naquela ocasião, ele foi convidado para uma entrevista com importante banqueiro nacional. No final da entrevista, quando o banqueiro perguntou se ele tinha alguma pergunta a fazer, ele disse: “eu gostaria de saber um pouco sobre a sua vida pessoal.” Ao que o banqueiro respondeu: “Sobre a minha vida pessoal eu não falo, principalmente para uma pessoa que converso pela primeira vez. Se o senhor quiser saber  algo sobre a minha pessoa, procure no mercado.”

 

Acho que não preciso dizer qual foi o final desse processo.

 

  • Evite fazer qualquer tipo de pressão sobre o entrevistador ou a respeito da empresa. É muito comum candidatos em processos seletivos se valerem desse expediente deselegante e conhecido pelas organizações. Não raro, encontramos profissionais que abordam os entrevistadores e afirmam ter recebido oferta formal de emprego de uma empresa quando na verdade é puro blefe.

 

Nesse ato de malandragem, eles  sempre saem perdendo.

 

Caro leitor, o processo seletivo é algo sério. Ele determina quem será o candidato escolhido ou o preterido. Portanto, não seja  displicente e nunca vá para uma entrevista sem o preparo devido. Planeje suas perguntas e só as faça se a situação for favorável e receptiva.

 

É muito importante transmitir uma imagem agradável, causar interesse por parte do empregador em deixar as portas abertas para futuras oportunidades.        

 

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