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07/06/2011 - 19h13

Mentoring, a arte de modelar pessoas

 

Durante os últimos cinco anos, muito se tem falado sobre a importância e o papel de programas de Mentoring nas organizações como instrumento de criação e desenvolvimento de novas lideranças. 
 
A palavra “mentor” nos chegou por meio da obra de Homero, lendário poeta épico da Grécia antiga, “Odisséia”, século IX a. C..
 
Odisseu (Ulisses) preparava-se para lutar na Guerra de Tróia, quando se lembrou que estava deixando seu único filho Telêmaco. Nesse caso, confiou a educação de seu filho a Mentor, homem íntegro, sensível e sábio. 
 
A história da palavra “mentor” é instrutiva por vários motivos, segundo Chip R. Bell, autor do best seller Customers As Partners:
 
1. Sublinha o legado da natureza do Mentoring. À semelhança de Odisseu, grandes líderes se esforçam para deixar um legado – a formação de grandes homens ou substitutos. Isso se dá por meio da influência que exerce sobre as outras pessoas. Eu pessoalmente creio que influenciar significa fazer a diferença na vida de outra pessoa. Esse é um processo longo e demorado. Portanto, não ocorre com um simples curso ou mesmo a leitura de um livro sobre o assunto.
 
2. Mentor, homem maduro e experiente, combinava a sabedoria de sua experiência com alto nível de sensibilidade humana a fim de preparar Telêmaco para o exercício do poder. Afinal seu pai deveria ficar ausente do centro do Poder por sete anos aproximadamente. 
 
3. Mentores eficazes são como amigos. Seu propósito é criar e fomentar um contexto de crescimento e enriquecimento. Eles sabem que “mentoring” não significa discurso eloquente, comentário pretensioso ou julgamento de valor. É o exemplo que interessa
 
4. Mentores não têm a pretensão de ensinar, mas de aprender. Daí a observação de Winston Churchill, “Em geral, as palavras curtas são as melhores e as palavras antigas as melhores de todas”. 
 
Mentoring pode ser um poderoso instrumento para compartilhamento de novos saberes, experiências valiosas e de sabedoria. Mas é bom frisar que quando o mentoring é mal utilizado pode se constituir em verdadeiro pesadelo para os “mentorees” pois em vez de serem libertados, eles se tornam escravos de maus mentores.
 
 
Aqui estão algumas dicas para identificar o mau mentor:
 
1. Ele diz saber mais do que todas as outras pessoas. Nesse sentido, Confúcio, filósofo chinês, recomendava: “Que ninguém seja chamado de sábio sem antes provar que é capaz de julgar uma questão por, no mínimo, oito lados”.
 
2. Ele promete ao mentoree sucesso rápido em sua carreira. Novamente, permita-me chamar em meu socorro o filósofo chinês quando ensinou: “Não investir toda a energia no sucesso rápido nem ver apenas as pequenas vantagens. Quem visa somente ao sucesso imediato não alcança a meta. E quem enxerga apenas as pequenas vantagens deixa de aproveitar as grandes”. A virtude mais importante de um mentor é a paciência.   
 
3. Ele é pobre culturalmente e tem medo da crítica. O mentor ideal desenvolve a si mesmo em primeiro lugar - ele estuda e pesquisa continuamente. Sim, ele sabe que o conhecimento se renova todas as manhãs e que a história da humanidade é escrita a cada segundo. 
 
4. Ele não tem princípios éticos. O seu discurso muda sempre que os seus honorários profissionais estão em jogo. Portanto, ele não encara o mentoring como um processo de transformação individual, mas vê os seus clientes (mentorees) como oportunidades de ganhar mais dinheiro.
 
Para ser um bom mentor é necessário ter mais do que uma posição elevada na organização, teoria ou simplesmente boas intenções. Competência vem da experiência. Experiência vem dos erros e dos acertos. Credibilidade vem do exemplo que se dá.
 
Caro leitor, qualquer pessoa de seu relacionamento pode se transformar em seu mentor. Portanto, saiba escolhê-lo, ou melhor, deixe que ele lhe escolha. Esse é o melhor mentor.
         
 

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