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08/04/2011 - 17h14

Desafio atual: crescer sem perder a satisfação

Especialmente no mundo "pontocom", empresas em fase de start-ups são, por princípio, simples e ágeis como um coelho correndo pela floresta. Tudo se resolve sem grandes burocracias.

 

O crescimento da empresa é sempre a meta de qualquer empreendedor e é sinal de sucesso, mas, em geral, traz junto a “síndrome do paquiderme”, a lentidão processual da qual são vítimas os grandes grupos, em especial os multinacionais, que arquitetam políticas e decisões centralizadas globalmente, confrontando-se muitas vezes com realidades locais.

 

Por esta razão, uma das principais reclamações de empresas menores adquiridas por grandes corporações relaciona-se a processos – antes prontamente resolvidos – que passam a ser submetidos a políticas gerais e a disputar prioridade com inúmeros outros projetos, em detrimento da antiga rapidez. Nada mais desestimulante do que andar numa carroça neste mercado à velocidade da luz que é o da internet. Pode significar a perda de oportunidade de lançar um produto na frente da concorrência.

 

Um dos exemplos mais marcantes deste processo é o que ocorreu com o Google. Símbolo da posição que a indústria da internet assumiu no mercado e uma das marcas mais valorizadas do planeta, a empresa começou com dois nerds numa garagem dos Estados Unidos. Hoje, embora continue a gerar novidades importantes, enfrenta os problemas de seu tamanho e visibilidade. Um dos efeitos colaterais da mudança é a fuga de cérebros: os nerds recrutados para desovar suas ideias são soterrados pela burocracia e, muitas vezes insatisfeitos, buscam em novos start-ups a antiga flexibilidade e inovação. A recente decisão de substituição do CEO do Google, Eric Schmidt, por um dos dois nerds fundadores (Larry Page), bem como a aceitação de trabalho em incubadoras independentes são tentativas de recuperar o espírito da agilidade original.

 

Com as pessoas pode ocorrer o mesmo: no modelo social vigente, a vida adulta pressupõe a assunção de encargos e responsabilidades que muitas vezes fazem a pessoa perder o sono e limitam sua flexibilidade individual. Casamento, filhos, casa para manter e contas para pagar são preocupações comuns. O sucesso profissional – uma meta a ser atingida – também cria atribuições em excesso, que podem pesar sobre os ombros do profissional.

 

Na contramão desse status quo, um movimento internacional a favor do minimalismo, embora seja ainda de nicho, mostra essa contradição: jovens livram-se do que julgam além do necessário para viver, limitando-se ao mínimo, algo como um computador e pertences que caibam em uma mochila. Livres dos pesos e das teias de compromissos e obrigações, têm a flexibilidade e a leveza para estar em qualquer ponto da aldeia global, e para mudar de rumo sempre que quiserem.

 

Não é fácil superar o paradoxo: é preciso crescer, mas a ascensão pode também significar um fardo, ou até a morte da satisfação pessoal e profissional. Em algum momento precisamos descobrir o segredo do Dumbo, o simpático elefantinho do filme da Disney que, apesar de pesado, sabe voar.

 

 

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