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08/04/2011 - 19h10

Assertividade e bom senso: veja como não cair em armadilhas na busca de um novo emprego

*Hugo Liguori

A retomada da economia, após a crise que assolou as finanças mundiais nos últimos anos, despertou os profissionais para a possibilidade de mudar de emprego com melhores salários e, em muitos casos, uma promoção. Surgiu também a necessidade das empresas acelerarem seu ritmo de produção para atender a crescente demanda do mercado.

 

Assim, muitas posições de trabalho vêm surgindo, pois as organizações precisam encontrar os profissionais que sustentarão seu crescimento. A mão de obra bem qualificada torna-se escassa em pouco tempo. Profissionais que sequer estão buscando uma recolocação profissional passam a receber cada vez mais ligações e e-mails com ofertas de emprego. Em sua zona de conforto, esses só aceitam a mudança se as condições oferecidas forem muito boas, inflacionando os salários.

 

Muitos, ainda, aproveitam essa oportunidade para melhorar suas condições de trabalho, o que, na maioria dos casos, resume-se a um aumento salarial. O grande erro aqui é não ter bem claro o panorama atual e futuro na empresa onde trabalham e, pior ainda, não saber onde querem chegar a longo prazo. Agindo de forma precipitada, muitos fazem a mudança esperando que o simples fato da transição ou um aumento salarial resolverão todos os seus problemas. Na verdade, isso pode ser catastrófico para a carreira, afastando o profissional cada vez mais do seu objetivo.

 

Armadilhas
Há profissionais que se inscrevem para qualquer oportunidade que lhe passa à frente. De vagas de estagiário à vaga de presidente, de vaga de médico à vaga de projetista de robôs. O problema é que, em muitos casos, os recrutadores são os mesmos para todas as vagas da empresa. Outro erro comum é enviar e-mails genéricos para todo e qualquer recrutador ou tentar se conectar a todos por meio de ferramentas como LinkedIn e Twitter. Essas atitudes dão ao recrutador a certeza de que o interessado não sabe o que quer, e muito dificilmente irá considerá-lo em um processo seletivo.

 

Para que possam ser efetivos e promover um ritmo de crescimento sólido e sustentável em suas carreiras, os profissionais precisam primeiro conhecer a si próprios, seus pontos fortes e fracos, o que gostam e o que não gostam, além de traçar suas metas baseadas em seus desejos e sonhos. Depois, precisam analisar cuidadosamente a situação em que se encontram, a empresa onde trabalham e demais variáveis externas. A partir dessa análise, será possível observar onde e como podem chegar.

 

É preciso entender que em um processo de crescimento há etapas a serem cumpridas, e que é necessário um esforço extra para ultrapassar cada uma delas. O profissional precisa estar consciente, bem preparado e, com uma boa dose de disciplina, poderá chegar onde quiser.

 

*Hugo Liguori é especialista em recrutamento na Robert Half.

 

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