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14/03/2011 - 19h20

Trabalhar faz bem, mas o excesso vicia e não é bom

O filósofo Sêneca, no seu trabalho “Ad Paulinum de Brevitate Vitae”, narra a história de um cidadão conhecido por S. Turanio, de comprovada dedicação ao trabalho. Afastado do seu cargo de “praefectus anyonae” por César, após completar 90 anos de idade, ordenou à sua família que o colocasse na cama e o pranteasse, como se já tivesse morrido. O lamento e a tristeza pelo seu ócio não terminou até que foi reconduzido ao cargo.

 

A história de S. Turanio ilustra o comportamento de milhares de profissionais que fazem do trabalho a sua única razão de ser e de viver. São eles conhecidos como os workaholics.

 

O workaholic não deve ser confundido com aquele profissional que trabalha duro e, às vezes, longas horas para realizar o que se propôs a fazer com excelência. Mas representa aquele profissional que, gradualmente, se torna mutilado psicologicamente, obcecado pelo poder e que persegue a aprovação dos que o cercam na forma de sucesso a qualquer custo.

 

O workaholismo é uma realidade em nossas empresas. A sua prática é tão perversa quanto o alcoolismo ou qualquer outra forma de dependência ou vício alimentado social ou profissionalmente. Ele coloca em risco a saúde dos indivíduos, destrói casamento, desestabiliza o ambiente familiar, afeta e compromete a educação de filhos, provoca desconforto generalizado em organizações e, na maioria das vezes, não produz nenhuma satisfação. São homens que correm com medo de si próprios e de seus problemas, quase sempre em nome de eficácia, da urgência das coisas, do poder e do sucesso. O preço que pagam é altíssimo.

 

Mas, o workaholismo tem cura. O melhor caminho é o da renovação pessoal e da mudança de direção.

 

  • Liberte-se de seu trabalho. O colaborador indispensável numa organização é aquele que tem consciência de que a empresa precisa dele, mas ele não depende dela.

 

  • Priorize suas atividades. Muitas das coisas que fazemos em nossa carreira não têm importância alguma. Elas são atos repetitivos e que não exigem nenhuma reflexão mais profunda ou elaborada. Agimos por impulsos e hábitos. Em outras palavras, passamos o dia matando baratas.

 

  • Não seja escravo do relógio. O tempo, apesar de sua importância, jamais deveria nos escravizar. Perseguimos as horas porque não sabemos usá-las bem. Quando o homem administra competentemente o seu tempo, ele sempre encontra espaço para executar outras coisas tão importantes quanto o trabalho. Como escreveu o estadista, inventor e empresário norte-americano bem-sucedido, Benjamin Franklin (1706-1790) ninguém deveria perder uma fração de segundo sequer, pois é do tempo que a vida é feita.     

 

  • Aprenda a dizer não. Quando um profissional coloca em suas mãos mais do que elas são capazes de suportar, o caos se instala. Ninguém é capaz de viver por muito tempo sem um momento para renovação física, intelectual, social e espiritual. Aqui vale lembrar as sábias palavras de André Comte-Sponville, filósofo materialista, racionalista e humanista: “Desconfio dessa ideologia na moda, que só quer consenso e acordo em toda parte. No mais das vezes, isso não passa tapa-sexo para um poder que não ousa se mostrar ou assumir.”    

 

  • Busque a espiritualidade, na forma pela qual consegue entendê-la. O homem que não cultiva a força do espírito é geralmente um indivíduo de caráter frágil, de sensibilidade duvidosa, de raízes sem profundidade e também sujeito as crises constantes de identidade. É alguém que vive mais para o mundo exterior e suas aparências do que para satisfazer a si próprio. É, em geral, um profissional com fachada de catedral e interior de choupana.

 

  • Procure ajuda externa. O workaholic é um homem doente, apesar de não admitir. Sabe-se que o melhor caminho para a cura provém do cuidado de si mesmo; nenhum remédio pode substituir a decisão pessoal de pedir e aceitar ajuda. No início, especialmente, a direção e o aconselhamento de um profissional neutro e que inspire confiança têm importância decisiva.

 

O trabalho é uma virtude. O ócio é um vício. Não obstante, quando os homens perdem a dimensão e a noção de seus limites, eles acabam por se destruirem. Viva a vida saudável e o trabalho construtivo!  

 

 

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