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17/01/2011 - 14h16

Os sinais determinantes de um trabalho miserável

 

“ A verdadeira sabedoria não é o conhecimento de tudo, mas o conhecimento do que na vida é necessário, o que é menos necessário e o que é completamente desnecessário. O conhecimento mais necessário é o de como viver bem, isto é, como produzir o menor mal possível e o máximo de bondade em nossa vida. Hoje em dia, as pessoas estudam ciências inúteis, mas se esquecem de estudar isso, que é o conhecimento mais importante.”

Leon Tolstoi, A Calendar of Wisdom, 1828-1910

 

O trabalho miserável é uma realidade presente nos dias atuais na vida de um incontável número de profissionais. Ele pode ser encontrado em todos os lugares – empresas de auditoria, consultoria gerencial, universidades, bancos comerciais e de investimentos, organizações religiosas, instituições governamentais e não governamentais, companhias de alta tecnologia, indústrias tradicionais, etc.

 

É bom frisar que o trabalho miserável é executado por profissionais em todos os níveis hierárquicos – da humilde copeira às suítes executivas. Muitas vezes, ele é  mais real e visível na cúpula da organização. O presidente de uma empresa pode se sentir miserável ao empreender o seu trabalho, mesmo ganhando milhões de dólares anualmente, enquanto sua copeira com dois salários mínimos de remuneração anual apenas, realiza  o seu trabalho com satisfação, bom grado e presteza. Em outras palavras, enquanto o primeiro não encontra mais nenhum prazer no que empreende a segunda se realiza plenamente em seu trabalho diário. Daí porque, ela a todos encanta na empresa onde trabalha. O mesmo, muitas vezes, não ocorre com os membros da alta administração e a média gerência.  

 

Mas o que vem a ser um trabalho miserável? Tudo depende do sentimento individual de cada profissional que o empreende. Porém, uma coisa é certa, todos reconhecem o que é um trabalho miserável.

 

Se conversarmos com pessoas que dizem ter um trabalho miserável, logo se descobre seus sinais:

 

1.     O trabalho miserável é aquele que exige dos indivíduos, longas e exaustivas horas de trabalho -  repetitivo, monótono, previsível, cansativo, entre outras questões – porém, nenhum reconhecimento.

 

2.     O trabalho miserável é aquele que não remunera bem os seus executores, porém exige deles o dobro do trabalho.  

 

3.     O trabalho miserável é aquele que seus executores não encontram nenhuma satisfação ao empreendê-lo mesmo ganhando altos salários. E, por mais incrível que pareça, essa é uma população em expansão nas organizações nacionais e multinacionais em nos dias. Daí porque tantos estão doentes e dependentes de drogas.

 

4.     O trabalho miserável é aquele que o profissional não encontra nenhuma alegria ao sair de casa para realizá-lo e fica torcendo para que o dia termine logo. A sua ida para a empresa é um verdadeiro martírio.

 

5.     O trabalho miserável é aquele que rouba todas as energias de um profissional mesmo quando ele não está ocupado.

 

6.     O trabalho miserável é aquele que deixa o profissional no final do dia de trabalho sem motivação, entusiasmo e alegria. Ele volta para casa como um trapo humano e se isola até mesmo da família.

 

Recentemente, assessorei uma executiva que me disse em forma de desabafo: “Gutemberg, a minha motivação para ir ao trabalho e empreendê-lo como devia é zero. Todos os dias quando acordo, esse é o único lugar do mundo para onde não gostaria de ir. Recebo uma excelente remuneração anual, mas o dinheiro não é tudo. Estou à beira de um colapso nervoso. Sinto-me estressada, cansada e vazia. Por favor, me ajude a sair dessa situação.”

 

Mas como evitar o trabalho miserável?

 

Aqui estão algumas recomendações para a sua reflexão e tomada de decisão:

 

1.     Identifique o trabalho que você verdadeiramente ama e empreenda-o com todo o seu entusiasmo e amor. Se o fizer, nunca necessitará trabalhar.

 

2.     Não avalie o sucesso de sua carreira apenas pela posição que ocupa ou pelo paycheck que recebe ao final de cada mês. Todas essas coisas são importantes, porém passageiras. Hoje, você desfruta de grande poder. Amanhã, poderá viver na obscuridade. Portanto, avalie o seu sucesso pelo número de discípulos que desenvolve e pelo legado que deixará à sociedade.

 

3.     Procure se libertar do trabalho miserável. Se não o fizer rapidamente, você pagará altíssimo preço. Faça as seguintes perguntas a você mesmo: Eu me sinto feliz e realizado no meu atual trabalho? Qual é o retorno do meu investimento de tempo e energia? Que grau de satisfação eu encontro no meu trabalho todos os dias? Eu sou verdadeiramente reconhecido no meu trabalho ou eu estou “matando baratas”? Você está abdicando de seus valores pessoais, de sua família – mulher e filhos – e de seus amigos em troca de algo que o esta destruindo? Que valor você verdadeiramente atribui as coisas mais importantes da vida – você, família, saúde, paz de mente, realização pessoal e profissional?       

 

4.     Compreenda que a sua vida e carreira profissional são os seus “assets” mais importantes. Portanto, ponha-se sempre em primeiro lugar e empreenda apenas aquelas atividades que lhe dão verdadeira satisfação ao longo de sua vida. Mire-se na conduta dos “mavericks”.

 

5.     Não jogue fora os melhores e os mais promissores anos de sua vida e carreira esperando por dias melhores em sua empresa. Eles nunca virão, se você não agir hoje. Lembre-se do provérbio secular que diz:“A esperança demorada enfraquece o coração.”

 

Caro leitor, esse assunto deve merecer sua reflexão mais valiosa. Portanto, aproveite esse início de ano para mudar os rumos de sua vida e carreira. Boa sorte!  

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