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20/12/2010 - 19h11

Todos nós podemos ajudar uns aos outros

O individualismo exacerbado é uma realidade em nossos dias. Ele é inspirado no princípio materialista que diz: “Conquiste e obtenha tudo o que puder, não importam os métodos utilizados. O importante é ganhar.” Essa premissa é ainda muitas vezes expressa nos seguintes termos: “Se eu e você estamos bem, danem-se os outros. Por acaso, somos guardiões das outras pessoas?”

 

O egoísmo humano se manifesta em todos os lugares – escolas, clubes sociais, igrejas, instituições governamentais, ruas e avenidas, teatros, cinemas, empresas e, até mesmo, nos lares.

 

Os efeitos deste individualismo doentio, que não conhece limites e cujo apetite é insaciável são catastróficos para todos. Todos saem perdendo sob qualquer ângulo que avaliemos a situação. Vale lembrar as palavras de G. Leopardi, poeta italiano, 1798-1837, Zibaldone, II, 124, “O egoísmo sempre foi a peste da sociedade, e quanto maior, tanto pior foi a condição dela.”

 

Nesse ambiente, a sociedade se vê privada de homens e mulheres que exibam comportamentos altruístas e com espírito de solidariedade em relação aos problemas alheios. Cada um pensa apenas em si mesmo – sua carreira, seu negócio e o seu sucesso.

 

Assistimos o país ser saqueado todos os dias por políticos corruptos e parcela significativa da sociedade não esboça qualquer tipo de reação – faz de conta que não é atingida por ela. Vemos o triunfo da mediocridade, da ignorância e do jeitinho brasileiro em todos os recantos do país, mas nos comportamos como se esses males não fossem prejudiciais a todos nós e ao futuro do país.

 

Vemos, ainda, a falência do ensino que condena milhões de jovens à ignorância, priva-os de um futuro melhor e os arrasta velozmente para a criminalidade, porém nos conduzimos como se amanhã eles não nos cobrassem tal atitude de maneira violenta.

 

O individualismo cego e arrogante também está presente em nossas organizações. Ele é responsável pelo alto índice de estresse que condena as empresas a gastarem bilhões de dólares anualmente com planos de saúde, afastamento de colaboradores etc.

 

Além disso, o egoísmo cego é responsável pelo envenenamento do tecido corporativo que produz ineficiência, improdutividade, intrigas políticas, falta de competitividade, insegurança, falta de comprometimento, uso indevido dos recursos financeiros pelos colaboradores em benefício próprio, entre tantos outros malefícios.

 

Caro leitor, acredito que podemos mudar essa realidade radicalmente. É bem verdade que esse é um processo longo e demorado. Afinal, não se cultiva o espírito de cidadania solidária da noite para o dia. Entretanto, acredito que vale a pena lutar por ambientes mais sadios. Toda grande jornada, afirma a civilização chinesa, começa com o primeiro passo.

 

Portanto, que tal se eu e você dermos o primeiro passo em prol de uma sociedade mais humana, solidária e justa? Nesse sentido, gostaria de recomendar ao meu leitor, as seguintes ações:

 

1- Deixe o conforto de sua posição, privilégio, status, poder e faça um gesto de grandeza. Dê um pouco de você mesmo à sociedade que lhe proporcionou tantas oportunidades e privilégios. Compartilhe os seus conhecimentos com as outras pessoas. Discorra sobre sua experiência e aprendizado. Inspire aquelas pessoas que o cercam para que todas elas se inflamem com o mesmo sentimento – doar – sem esperar nada em troca.

 

2- Ajude o seu semelhante em seu ambiente de trabalho ou fora dele, sempre que o encontrar em dificuldades. Isso significa dizer: transmita-lhe uma palavra de encorajamento e de sabedoria. Fale sobre como você resolveu problemas semelhantes. Ofereça-lhe apoio para encarar as dificuldades com otimismo, resiliência e determinação. Essa ajuda deve atingir tão profundamente àqueles que receberam a sua ajuda a ponto de causar-lhe espanto, como frisou W. Benjamin, filósofo alemão.

 

3- Dê feedback sempre. Não há nada que substitua uma conversa aberta e franca.

 

4- Seja você mesmo o exemplo de desprendimento em tudo o que realiza. A sua missão como líder de pessoas é formar homens e mulheres que sejam melhores do que você. Se você olhar para o seu passado – o caminho que empreendeu - e não encontrar um colaborador que se tornou melhor do que você em alguma coisa, por meio de sua ajuda, não importa a sua forma, você fracassou terrivelmente em sua missão.

 

Caro leitor, estamos nos aproximando do Natal, período de grande importância para toda a cristandade. Portanto, vamos refletir sobre a importância da doação e do espírito de filantropia, tomando, por exemplo, aquele que deu a sua própria vida por todos nós, Cristo, o homem de Nazaré.

 

Lembre-se que muitas vezes, um simples gesto produz grandes efeitos. Como escreveu M. de Cervantes, escritor espanhol, 1547-1616, Los trabajos de Persiles y Sigismunda, “Onde intervêm o favor e as doações, abatem-se os obstáculos e desfazem-se as dificuldades.”

 

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