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13/12/2010 - 19h21

Como se portar em viagens internacionais a trabalho

 

As empresas multinacionais norte-americanas perdem cerca de 3.5 bilhões de dólares todos os anos, simplesmente porque falham na seleção, preparação e transferência de seus executivos para o exterior. Isto é, elas escolhem e enviam para o exterior os profissionais errados.

 

No Brasil, não temos dados estatísticos sobre o assunto, apesar de nossa presença crescente no exterior – no comércio, indústria, serviços, universidades, política e na diplomacia. Entretanto, acredito que em muitas de nossas organizações as perdas sejam também significativas. Infelizmente, pouco se discute sobre o assunto.

 

François de Callières, diplomata e Secretário de Gabinete de Luís XIV, consciente dos perigos que cercam uma nação quando ela envia homens de mente pequena ao exterior, escreveu: “Os homens de mente pequena devem contentar-se com o emprego em seu próprio país, onde seus enganos podem ser prontamente reparados, já que os erros cometidos no exterior são, com excessiva freqüência, irreversíveis.”

 

Essa advertência serve para todas as nossas organizações, na medida em que elas se internacionalizam e se globalizam. Afinal, se elas estão verdadeiramente comprometidas com a sua expansão no exterior, deveriam enviar apenas os melhores profissionais, unicamente os melhores, para trabalharem em suas operações além mar.

 

Nesse sentido, a seleção, o treinamento e a transferência desses profissionais para países estrangeiros deveriam satisfazer as seguintes exigências:

1- Sólida formação acadêmica e cultura geral.  Fluência incontestável do idioma falado no país em que trabalhará. Alto grau de adaptabilidade, receptividade, maleabilidade e traquejo social. Eles devem também saber se conduzir e se portar em todos os ambientes formais e informais.

 

2- Capacidade para ver o mundo como os outros veem. Isto é, adotar os hábitos e costumes do país em que trabalha sem demonstrar repulsa ou manifestar desprezo por eles, como fazem muitos profissionais que não desperdiçam nenhuma oportunidade para falar mal do país e censurar todos os demais. Tal atitude geralmente coloca esses mesmos profissionais em isolamento.

 

Lembro-me que nos meus dias de estudante em Filadélfia, Pennsylvania, EUA, costumava confraternizar com estudantes do mundo inteiro na Casa Internacional dos Estudantes. Naquelas ocasiões, era muito comum ouví-los falar mal do país – o povo, a comida, os costumes, a maneira como se vestiam etc.

 

O mais incrível dessa história, a expressiva maioria desses estudantes era bolsista do governo norte-americano. Entretanto, eles se compraziam em falar mal do país, apesar de que todos eles desejavam permanecer na América do Norte após a conclusão de seus mestrados e doutorados.

 

3- Capacitar esses mesmos profissionais nas seguintes questões: apresentação pessoal, protocolo de negócios, comportamento a ser adotado por ocasião das negociações, comunicação não verbal, comportamento social, vestimentas mais adequadas, gastronomia, religião, sistema político, educação, costumes locais, crendices e superstições, troca de presentes etc.

 

Eu mesmo, já fui vítima dessa falta de preparo por ocasião de almoço no Dia de Ações de Graças, o celebrado Thanksgiving Day. Convidado por uma família de Filadélfia, paguei o maior mico. Na hora em que me foi oferecido o chá após a refeição, eu simplesmente abri o saquinho de chá e o coloquei na xícara.

 

Imediatamente, meu anfitrião me disse: Mr. Macedo, o senhor não precisa abrir o saco como fez. E me ensinou como fazer corretamente.  Logo a seguir, me indagou se desejava colocar açúcar no chá. Afirmei que desejava sim. Ele, então, me deu uma vasilha cheia de saquinhos. Não tive dúvidas. Peguei um saquinho e joguei-o sobre o chá. Nova censura. Mais vergonha! (Quando deixei a minha pequena cidade em 1968, Assú, Rio Grande do Norte, o chá era feito no coador e o açúcar era servido no açucareiro e não em saquinhos).

 

Acredito que muitos erros e gafes praticados por inúmeros executivos poderiam ser evitados se eles tivessem sido formalmente preparados.

 

Caro leitor, nunca aceite ir a trabalho ao exterior sem ter avaliado antes as suas chances de adaptação e sucesso. Se não o fizer, fatalmente fracassará. Quero lembrá-lo que o calibre dos executivos de seu país será avaliado à luz de sua conduta, preparo, postura, comunicação, flexibilidade, entre outras questões.

      

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