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25/11/2010 - 19h20

Seu e-mail anda cheio demais? Que tal convidar o colega para um cafezinho?

 Tenho conversado com muitos profissionais sobre a enxurrada de e-mails que todos recebemos em nossas caixas de entrada diariamente. Que tal resgatarmos as boas conversas ao telefone ou mesmo um papo “olho no olho”?

 

É impressionante também como as pessoas têm se queixado deste volume diário de mensagens e principalmente da falta de tempo de responder a todas elas. O dia continua tendo apenas 24 horas, sendo que dentre essas horas, teoricamente, precisamos ainda dormir, comer e também se divertir, além de conviver com amigos e com a família.

 

Nos últimos anos esta ferramenta, que é uma invenção tecnológica fantástica, tornou-se um instrumento de desabafos pessoais, competição, registro de competências, incompetências e, se sobrar tempo, um pouco de elogios.

 

Pesquisando a origem dos softwares de e-mail, constatei que estes não foram criados para suportar o volume de mensagens que temos e muito menos para servir de arquivo pessoal e profissional para futuras defesas e ataques aos colegas de trabalho, chefes e subordinados. Eles foram inventados simplesmente para substituir as cartas impressas, os bilhetes e os memorandos que usávamos há alguns anos.

 

Minha reflexão diante do assunto é sobre que sentimentos encontram-se por trás dessa ferramenta de trabalho. Parece que muitos profissionais estão trocando as conversas olho no olho, as pausas do café, a reunião de discussões e feedbacks e a integração com colegas de trabalho, simplesmente por mensagens que muitas vezes não refletem exatamente o tom, o sentido e a intenção daquilo que queriam retransmitir.

 

Muitos estão trocando uma simples e rápida conversa esclarecedora ao telefone pela infinidade de e-mails sobre um mesmo assunto, onde ao invés da privacidade de um bate-papo, têm-se uma quantidade enorme de pessoas copiadas, atuando como que expectadores dos conflitos alheios. Tudo isso acaba virando conversa de bastidor, fofoca da “rádio peão”, ou aquela famosa frase: “Você já viu?” ou “Você já leu?”. O que gera a típica corrida aos postos de trabalho ou aos smartphones para se manter “atualizadíssimo” sobre o fato.

 

E-mails não possuem tom e por isso, muitas vezes, são lidos de acordo com o humor em que o receptor está naquele momento, e não necessariamente no humor em que ele foi escrito.

 

Já na nossa complexa tarefa de lidar com seres humanos, tentando compreender a cada dia pessoas tão diferentes de nós, essa vira mais uma tarefa desgastante e chata, que pode gerar sentimentos ruins -- evitados numa conversa pessoal.

 

Será que não está na hora de lembrarmos um pouco de algumas coisas simples do passado, passado até recente para muitos de nós? Coisas como levantar e conversar pessoalmente com o chefe ou com o subordinado, de pegar o telefone e ligar esclarecendo a intenção do e-mail e, por fim, encontrar em conjunto uma solução para o problema. Ou de convidar o colega para um cafezinho. Muitas pessoas podem achar que a princípio perderão tempo com isso, mas acredito veementemente que, de fato, ganhamos tempo e mais do que isso, evitamos a dor que se causa ao outro num processo assim.

 

A tecnologia veio para nos ajudar, mas não veio para substituir o relacionamento humano. As emoções, os sentimentos, os desejos e as expectativas são as coisas que nos diferenciam das máquinas. Acho importante a tarefa de cada um de nós em preservar tudo que nos torna seres humanos.

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