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04/10/2010 - 19h20

Equilíbrio é essencial na hora de negociar o pacote de remuneração

Existem perguntas básicas durante o processo seletivo que todo profissional deveria saber responder de maneira honesta, sábia e convincente:



  • Se você é tão bom como diz ser em seu currículo, por que foi demitido da organização?

  • Que qualidades o tornam diferente de todos os outros candidatos que também competem por uma oportunidade em nossa empresa?

  • Por que deveríamos contratá-lo? Apresente cinco motivos para isso.

  • Quais são as suas expectativas em termos salariais e quanto verdadeiramente você acha que vale no mercado de trabalho?


Todas essas perguntas são difíceis, principalmente quando o profissional não se preparou adequadamente para respondê-las de maneira segura e convincente. Aí o motivo pelo qual tantos profissionais não obtêm nenhum logro ou permanecem por muito tempo em sua busca quase que infindável.

Recentemente, assisti um executivo que participou de 32 processos seletivos distintos. De todos eles, ouviu como resposta um sonoro "não".

Avaliando o seu desempenho após as entrevistas, ficaram claros os motivos de tantos insucessos, apesar de suas inegáveis qualificações: hábitos arraigados, inflexibilidade e incompetência na hora de negociar o seu pacote de remuneração.

Em uma das entrevistas, indagado por um vice-presidente sobre suas pretensões salariais, respondeu de maneira enfática: "Prefiro discutir esse assunto com o seu presidente. Ele já sabe qual é a minha remuneração anual."

Em outra empresa de menor porte, ao perceber o interesse do empregador em potencial, inflacionou de tal maneira o salário pretendido que inviabilizou qualquer tipo de negociação.

O resultado de sua insensibilidade provocou um silêncio por parte da empresa contratante. Esse executivo, é bom frisar, continua ainda hoje buscando sem sucesso uma oportunidade no mercado de trabalho.

Quando um profissional, não importa o seu nível hierárquico, está prospectando o mercado de trabalho, ele deve se valorizar, porém nunca se superestimar. Ele precisa ter cuidado para não inflacionar o valor de seu passe. Se o fizer, poderá perder uma grande oportunidade. Vale lembrar que o bom senso é o senso do momento.

Portanto, ao negociar os novos termos de seu contrato de trabalho, observe as seguintes recomendações:

-- Pesquise na internet, revistas e jornais, entre outras fontes, tudo o que puder sobre a remuneração paga pelas empresas para a posição que você deseja conquistar. Seja realista e tenha bom senso.

-- Avalie o seu real valor de mercado e se conduza de maneira prudente e inteligente em todos os instantes. Nem sempre você pode determinar o valor que o mercado lhe deve pagar. As forças do mercado são geralmente mais fortes do as suas.

-- Avalie o empregador em potencial e determine se vale a pena aceitar a sua oferta, mesmo que milionária. Antecipe os riscos, visto que nem toda empresa é o lugar ideal para você empreender a sua carreira. Há empresas que pagam muito além dos salários oferecidos pelo mercado. Mas, lembre-se, ela vai exigir de você duas vezes mais também. Não se iluda apenas com os altos salários.

-- Deixe o empregador em potencial lhe fazer a oferta de trabalho. Em princípio, diga que aceita a oferta feita, mas que necessita pensar sobre ela durante as próximas 48 horas. Então, volte à empresa e apresente uma contra proposta, se for o caso, ou aceite-a em definitivo.

-- Mantenha-se sempre calmo ao longo de toda a negociação. Se você manifestar sentimento de desespero - "preciso desse emprego ou salário" - você fatalmente vai perdê-lo. Ao agir assim, dará a impressão de que você necessita mais da empresa do que ela de você.

-- Não coloque pressão no empregador em potencial a fim de que lhe faça uma oferta de trabalho imediatamente. Tenho visto muitos profissionais usarem de diferentes subterfúgios para pressionarem os futuros empregadores. Essa conduta, além de se constituir em erro primário, é fatal.

Caro leitor, a sua remuneração é de importância vital, mas não tão importante ao ponto de você vender a sua alma ao diabo. Portanto, conduza-se de maneira autêntica e balanceada ao longo de sua negociação e carreira. O melhor momento para você negociar o seu pacote de remuneração é no ato de sua contratação e não depois do contrato de trabalho assinado. Sucesso!

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