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30/08/2010 - 19h12

Carreira profissional: tudo muda o tempo todo... e você?

O mundo se transforma a cada instante. Mesmo assim, existem profissionais que insistem em viver e trabalhar em um mundo que não existe mais. Eles sofrem da síndrome da Gabriela - "Eu nasci assim, eu vou ser sempre assim".

A magnitude dessas transformações é vista e sentida facilmente:



  • Há sessenta anos, aproximadamente, a China fechou suas principais universidades e enviou seus alunos e professores para os campos de plantação de arroz, sem falarmos sobre outras barbaridades. Atualmente, ela forma mais de 650 mil engenheiros por ano. O Brasil forma cerca de 40 mil.

  • Há alguns anos, não tínhamos a internet, as redes de relacionamentos e a democratização da informatização. Todas as vezes que necessitávamos fazer uma pesquisa sobre determinado assunto, tínhamos de nos dirigir a uma biblioteca. Hoje, ao simples toque de algumas letras, temos todo o conhecimento humano à disposição.

  • O telefone celular e a televisão são invenções que tornaram o globo uma aldeia global, pois além de conectar as pessoas, viabiliza que acompanhem as notícias em nível também global - a guerra no Iraque, o terremoto do Chile, a violência no Rio de Janeiro, a Copa do Mundo, escândalos amorosos dos famosos, entre tantos outros acontecimentos.

  • Passamos de um ambiente empresarial onde as empresas planejavam a carreira e o desenvolvimento de seus subordinados para um outro totalmente distinto, onde os profissionais têm de assumir agora o controle da gestão de sua carreira e desenvolvimento.

  • Assistimos com satisfação a preocupação de nossas organizações com a governança corporativa, a saúde de seus colaboradores em todas as suas formas e a do planeta - a sustentabilidade da Mãe Terra.


Sim, inúmeras outras mudanças ocorreram ao longo das últimas décadas que nos deixaram perplexos e confusos, porém muitos profissionais insistem em continuar a trabalhar com as mesmas armas e conceitos aprendidos em um passado que não existe mais.

As resistências às mudanças são notórias e visíveis no universo corporativo. Recentemente, assessorei um executivo da área financeira que encarnava de maneira categórica o medo às muitas transformações. Durante período de avaliação de sua vida e carreira, ele me disse: "Eu não quero mudar nada".

Inicialmente, estranhei a sua colocação e reação. No entanto, à medida que tratei sobre assuntos importantes e pertinentes para seu desenvolvimento, descobri algumas "preciosidades" que impediam o seu progresso profissional - estagnação - e que culminou com a sua demissão:



  • Política - "Odeio a política das pessoas na minha empresa. Não tenho o menor interesse em participar desse clube".

  • Marketing - "Não acredito em marketing pessoal. Isso é coisa para carreiristas".

  • Cultural - "Não preciso mais estudar, ler e me manter informado. Tudo o que precisava ser dito já o foi. Eu só preciso trabalhar duro e mostrar os resultados".

  • Relacionamento - "Não tenho nenhum interesse em conviver com os profissionais de minha empresa fora do ambiente de trabalho. Separo formalmente essas duas esferas".

  • Presença e postura - "Não valorizo essas questões. Elas são discussões superficiais e não agregam valor às empresas".


Meu caro leitor, é bem provável que você conheça alguém com esse perfil. Se o tem por perto ou se trabalha sob sua orientação, sugiro que tome as seguintes providências com urgência, antes mesmo de ser contaminado pela sua "Síndrome da Gabriela".

1- Assuma que a água estagnada apodrece e que "nenhuma opinião, verdadeira ou falsa, mas contrária à opinião dominante e geral", como disse G. Leopardi, poeta italiano, 1798-1837, "estabeleceu-se no mundo instantaneamente e com base numa demonstração lúcida e palpável, mas à força de repetições e, portanto, de hábito".

2- Experimente fazer algo que o deixe confortável pelo menos uma vez por dia. Fale bom dia para um desconhecido. Leia um livro sobre assunto fora de seu universo de trabalho - poesia, por exemplo. Vá de ônibus para o trabalho. Converse com a sua empregada doméstica sobre que tipo de vida ela cultiva. Visite um asilo ou hospital. Exercite a sua criatividade. Escreva uma carta de amor para esposo (a) ou filho. Faça um desenho que expresse o seu sentimento em determinado momento. Brinque com uma criança. Conte uma história para seu filho. Escreva um artigo para o jornal. Seja você mesmo com suas fraquezas e inseguranças - "Tire a máscara".

3- Procure se renovar em tudo a cada novo amanhecer. Reavalie seus valores e objetivos de vida. Defina quais são os verdadeiramente fundamentais e imutáveis. Determine quais são as suas reais necessidades de treinamento e desenvolvimento. Fortaleça e enriqueça a vida de seus amigos e colegas. Persiga sempre um novo ideal. Aqui, vale lembrar as palavras de Baltasar Gracian, "Cuidemos, pois, de renascer em tudo: na coragem, na inteligência, na sorte; apresentemos novidades maravilhosas, amanhecendo, tal qual o sol, muitas vezes, alternando os locais de nossa atuação para que de um lado a falta desperte saudades e do outro a renovação aplausos".

Caro leitor, nunca resista às mudanças. Abrace-as. Respalde-as. Acelere-as. Viva-as intensamente.

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