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12/07/2010 - 16h59

Você deseja um contrato de trabalho diferenciado?

Inúmeros profissionais em processo de transição de carreira, outplacement, têm frequentemente me abordado e questionado sobre a exigência e viabilidade de um contrato de trabalho diferenciado com futuro empregador em potencial que os tornem menos vulneráveis ao mau humor do mercado de trabalho, aos problemas internos das organizações, não observados claramente durante o processo seletivo, entre outros motivos.

Na maioria das vezes, a minha resposta é sempre um sonoro não: você não tem a menor possibilidade de negociar um contrato de trabalho que o proteja das oscilações da economia local e global, e que ao mesmo tempo fuja aos padrões normais de uma contratação.

Explico a minha posição e resposta: a menos que você ocupe posição elevada na alta administração de uma empresa - presidência, vice-presidência, diretoria executiva -, você não tem a menor chance de obtê-lo. A solicitação não é realista e, além do mais, foge dos padrões normais de contratação. Portanto, não insistam. Sigam o caminho normal e previsto na CLT.

As empresas têm bons motivos para se recusarem a fazer esse tipo de contrato:



  • Elas temem os processos trabalhistas, tão comuns em nossos dias;

  • As organizações, na maioria das vezes, não desejam desenvolver relações conflituosas com ex-colaboradores. Afinal, eles não são apenas consumidores de seus produtos, mas durante vários anos carregarão a sua imagem e cultura também. Qualquer sentimento negativo a respeito do ex-empregador poderá manchar a boa imagem da empresa no mercado.

  • Um contrato de trabalho diferenciado não é garantia absoluta de segurança. Muitas vezes, ele pode ser prejudicial ao profissional que se acha impedido de deixar a empresa em razão da multa que terá de pagar ao empregador e vice-versa. Internamente, nas organizações, esse contrato é conhecido como "golden handcuffs" (algemas de ouro) e há um bom motivo para tal apelido. Ele não apenas protege os profissionais envolvidos, mas principalmente a organização.


Caro leitor, há momentos na carreira de um profissional em que se torna necessário e indispensável um contrato diferenciado de trabalho. E quais são esses momentos?



  • Quando você está bem colocado e prestigiado em sua organização e é convidado para trabalhar em empresa familiar em processo de profissionalização. As suas chances de insucesso são enormes, por alguns simples e bons motivos: você não conta com uma estrutura organizacional consolidada e, por mais que lhe tenha sido apresentado o contrário, a influência familiar é real e constante. Muitos profissionais experientes, preparados e inteligentes naufragaram nesse empreendimento.

  • Quando a empresa contratante passa por grandes dificuldades financeiras. Nesse caso, os riscos envolvidos são enormes. Portanto, toda a proteção que puder obter é de vital importância.

  • Quando a empresa deseja enviá-lo para trabalhar em local distante, onde permanecerá afastado de tudo. Isto é, do grande mercado de trabalho.

  • E, por último, entre inúmeras outras circunstâncias, quando a empresa lhe transfere para outro país. Nesse caso, é preciso que você se cubra de todas as garantias, inclusive, de que terá uma posição igual ou superior quando regressar ao seu país.


Esse contrato deve ser elaborado e submetido ao seu advogado, de preferência um especialista na legislação trabalhista e de sua confiança. Mas, lembre-se, mesmo munido de um excepcional contrato diferenciado de trabalho, não existe nenhuma garantia absoluta. A empresa pode demiti-lo, se assim desejar.

A vida interna nas corporações se tornou muito complexa nos últimos anos. Como você bem sabe, nem tudo o que os seus gestores dizem ou prometem, eles fazem e cumprem. São verdadeiramente poucos os profissionais que fazem aquilo que pregam. Portanto, seja sábio. Pondere todas as suas palavras e promessas. Isso, por si só, fará você evitar inúmeros aborrecimentos em nova empresa.

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