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01/07/2010 - 18h05

Saindo na frente por meio das pessoas

É impressionante como somos ingênuos no início de nossas carreiras com relação a um dos aspectos que mais movem, modificam, mobilizam e por vezes atrapalham as organizações: as relações entre as pessoas.

Nenhuma faculdade, curso de especialização e nem mesmo muitos livros ensinam algo a esse respeito. Pior que isso, as pessoas demoram muito tempo para se dar conta de que cada um funciona de forma diferente e demoramos ainda mais para entender a forma de agir e pensar de uma pessoa diferente de nós.

As organizações são como um emaranhado de relações: relações internas e relações externas que, de alguma forma, acabam impactando em nosso dia a dia. Problemas da vida pessoal que acabam refletindo sobre nossos relacionamentos com os colegas de trabalho.

Mas esse artigo não é para abordar isso, mas para chamar a atenção para o que acontece dentro das empresas. Não estou me referindo aos jogos políticos e estratégicos para ganhar espaço ou uma posição melhor dentro da companhia. Estou falando do nosso jeito de ser e de pensar - que muitas vezes não nos damos conta - e de como ele impacta os outros. Estou falando de como as pessoas nos veem e tomam decisões a partir do que acham que estamos tentando fazer. Refiro-me à falta de clareza em relação ao outro e de empatia para poder ver os fatos sob a perspectiva do outro.

Isso me conduziu a uma segunda reflexão, sobre liderança e sobre o papel do líder. Como gerenciar essa teia, em curto prazo, para que ela não paralise a cadeia produtiva? Será que todos os líderes têm consciência desses movimentos? O primeiro passo para se promover uma mudança é ter consciência do comportamento que precisa ser mudado.

Quantos líderes, ao depararem com um problema de relacionamento em sua equipe, param para pensar nas variáveis desse problema, ou seja, nos fatos que o geraram? Quantos param para pensar nos estilos, crenças e modos pessoais de ser de cada um?

Essa seria uma reflexão que levaria o líder a entender, de fato, os fatores motivacionais geradores do problema. Após a consciência vem a mudança de pequenas atitudes. Como líder, seria o momento de chamar as pessoas envolvidas e tentar entender a perspectiva de cada uma, o que ela acha da situação e como a vivenciou. Questioná-la em relação às atitudes que geraram a forma como os outros a perceberam e finalmente obter das pessoas o comprometimento de, pelo menos, entender que o outro não é igual a ele e, mais que isso, não tem a menor obrigação de ser.

O líder que conseguir agir assim estará orquestrando pessoas e não somente gerenciando-as. Estará contribuindo para que os ambientes e climas organizacionais melhorem.

Em algumas empresas a teia é mais explícita, falada, debatida; em outras ela é de certa forma escondida, sublimada, não explicitada. Mas ela existe em todas as organizações, pois onde há pessoas, há relações. Relações muitas vezes complexas e de difícil percepção e acesso. Saber lidar com elas é uma grande competência, um diferencial nesse mercado já tão competitivo. Essa administração, se conduzida com sucesso, levará à harmonia e à paz ou, pelo menos, a sensações próximas disso, objetivo que, tenho certeza, todos nós buscamos no nosso dia a dia de trabalho.

É uma pena que essa situação ainda não receba a atenção e o cuidado que merece, até porque hoje as empresas têm seu maior foco em sua própria sobrevivência, no lucro, nos resultados, etc. No entanto, é importante ressaltar que a atenção às relações não é uma forma romântica de achar que as coisas serão solucionadas. Ao contrário, é perceber que o lucro do futuro virá por meio do melhor gerenciamento de pessoas e de suas relações, da mesma forma que num passado recente vinha da tecnologia. As organizações que tiverem líderes atentos a isso sairão na frente, sem nenhuma sombra de dúvida.

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