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28/06/2010 - 18h27

Demitido? Saia de cabeça erguida!

A demissão é quase sempre gerada pelo próprio profissional demitido, apesar de atribuída equivocadamente, na maioria das vezes, à empresa.

Contribuem para a própria demissão inúmeros fatores: falta de objetivos claros nos campos pessoal e profissional; ausência de comprometimento com o que empreende; obsolescência técnica, gerencial e humanística; falta de disciplina e determinação; inabilidade política e falta de visibilidade; insatisfação com o trabalho que executa, entre incontáveis outros fatores.

Estevão, nome fictício, ilustra com propriedade a história de milhares de profissionais que são dispensados todos os anos das organizações. Formado em engenharia em faculdade de primeira linha, fluente em inglês, carreira empreendida em empresa multinacional de grande porte, foi demitido após 15 anos de trabalho ininterruptos.

Assessorado pela Gutemberg Consultores em seu processo de transição de carreira, ao ser questionado sobre os motivos de sua demissão, declarou: "Apesar de estar insatisfeito com o meu trabalho há bastante tempo, não fiz nada para mudar. Optei por permanecer na zona de conforto. Além disso, estava desatualizado em minha área de trabalho."

A demissão é um evento traumático, não importa qual foi a sua circunstância, se gerada pelo próprio profissional ou por eventos que fugiam ao seu controle - crise econômica, reestruturação, mudança de superior imediato, fechamento de fábrica ou transferência para outro estado ou país.

Infelizmente, muitos profissionais confundem os papéis que exercem com a própria vida. Consequentemente, quando demitidos, eles se sentem como verdadeiros órfãos. O sentimento comumente observado é de alguém que viu o chão se abrir - "o mundo desabou".

Nesse momento, muitas vezes, os profissionais perdem o autocontrole e ficam tomados por sentimentos negativos. Caro leitor, se você for demitido, não importa a causa, procure a todo preço manter a sua dignidade - mantenha a sua cabeça erguida. Comporte-se de maneira altiva, autoconfiante e seguro de si mesmo.

É de vital importância essa postura, visto que terá de negociar o seu pacote financeiro, o que será dito ao mercado sobre sua demissão - referências pessoais - e encarar a acirrada competição no mercado de trabalho. Sem "peace of mind" será extremamente difícil se conduzir em sua nova fase de vida.

Aqui estão algumas recomendações para esse momento delicado:

1- Agradeça ao seu superior imediato e a sua organização pelo privilégio de ter feito parte da equipe ao longo dos últimos anos. Com essa atitude, você demonstrará superioridade em seu comportamento e maturidade. Evite o rancor, pois ele é destrutivo.

2- Se você não foi demitido por justa causa, mau desempenho ou violação das políticas internas de sua organização, solicite uma carta de recomendação. Este é um valioso documento. Certifique-se de tê-lo sempre à mão.

3- Converse aberta e honestamente com seu superior imediato sobre o que ele dirá sobre você, se ele for solicitado a fornecer informações a seu respeito por um empregador em potencial ou headhunter. Essa é uma questão vital. Portanto, lembre-se que mais vale o bom nome - a sua reputação - do que as muitas riquezas.

4- Negocie com tranquilidade o seu pacote financeiro por ocasião de sua saída. Informe-se sobre as principais práticas do mercado. Não seja intransigente.

5- Fuja dos tribunais trabalhistas. Negocie, negocie e negocie com seu ex-empregador antes de entrar na justiça. Você tem mais a perder do que a ganhar. Cuidado com os "olhos grandes".

6- Passe o trabalho para o seu substituto sem mágoa. Não deixe nada pendente e não esconda absolutamente nada dele, pois você nunca sabe o que poderá acontecer amanhã. Seja prudente e sábio até mesmo na hora da perda.

7- Nunca fale mal de sua empresa ou do seu ex-superior por mais injustiçado que se sinta. Nunca diga, como ele fez a mim, assim farei a ele. "Quem é grande por posição não deve ser pequeno no proceder. Toda mesquinhez é desagradável e, conforme as circunstâncias, impertinentes", afirmou Baltasar Gracián.

8- Caso seja solicitado a assinar contrato de exclusividade (acordo de cavalheiros) que o impeça de trabalhar para um concorrente, consulte um bom advogado antes. Lembramos que você deverá ser compensado financeiramente por este período de carência. Essa recomendação se justifica: você poderá ser tentado a quebrar o acordo assinado e poderá ser acionado judicialmente. Prudência, portanto!

9- Mantenha sempre elevada a sua auto-estima. A. P. Tchekhov, escritor russo, 1860-1904, Apontamentos, instruía: "Valoriza-te para mais: os outros se ocuparão em abaixar o preço."

10- Mantenha a sua cabeça erguida. Não se torne um prisioneiro do passado. Lembre-se que "Ninguém conhece as próprias capacidades enquanto não as colocar em prática," como afirmou Públio Siro, poeta latino, I século a.C., Sentenças.

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