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03/06/2010 - 10h26

Diversidade: nova competência a ser desenvolvida

Existe um discurso, já há alguns anos, sobre o crescimento da mulher no mercado de trabalho. Embora recorrente, ele aparece de maneiras e intensidades diferentes, dependendo do país em questão. Envolve aspectos culturais, aspectos voltados ao mercado de trabalho e, é claro, aspectos políticos de cada organização. Meu enfoque aqui será bastante específico e visa sensibilizar o leitor para uma reflexão sobre o profissional brasileiro. Estaria esse executivo brasileiro, ou o homem latino em geral, preparado para a ascensão da mulher a cargos executivos e de comando?

Não é incomum ouvirmos e lermos depoimentos de executivos colocando-se totalmente abertos a ter uma chefe mulher ou subordinar-se na empresa ao - ainda chamado - "sexo frágil". Muitas vezes eu me pergunto se essa afirmação realmente vem do âmago destas pessoas. Ou será que ela não passa de uma afirmação só para que se sintam inseridos no contexto dito moderno?

Uma reflexão importante envolve os motivos para que esse profissional se sinta ameaçado. A conclusão a que chego é que a única ameaça real é o aumento no volume de profissionais qualificados, uma vez que com a entrada da mulher no mercado de trabalho isto é inevitável, aumentando a competitividade por cargos mais elevados. Por outro lado, este executivo poderia sentir-se estimulado a discutir com mulheres assuntos que antes eram restritos à alçada masculina.

Como tudo que é novo na vida, há sempre dois tipos de reação: a daquela pessoa que encara o novo, aceita o risco e enxerga benefícios e ganhos futuros; e a da que, diante de situação semelhante, assume posições mais agressivas ou se omite com receio de uma possível exposição.

A mulher poderá trazer, em cargos elevados, grandes contribuições às organizações, porque na verdade não somos iguais aos homens. Não somos piores ou melhores, apenas somos diferentes.

A estrutura emocional e física da mulher é diferente e agrega valores diferentes. Isso trará à organização o equilíbrio perfeito que ela sempre buscou. Porém, para isso, precisaremos de homens abertos a esta recepção, visualizando o ganho corporativo e não a concorrência individual.

A empresa que tiver em seu quadro de colaboradores homens preparados para este novo cenário, com certeza conseguirá inserir-se no contexto global com mais facilidade.

Vale ressaltar que apenas conviver não é o bastante. Valorizar, aceitar, acatar e buscar a diversidade é um sentimento muito mais complicado. É uma porta que se abre de dentro para fora. Não adianta o mundo nos impor a diversidade, principalmente ligada ao gênero (que é normalmente mais "disfarçada"), se não a desejarmos de fato.
Creio que esta será uma competência dos executivos futuros: "a possibilidade de convívio em ambiente de gênero misto" ou talvez, mais que isso, "a criação de ambientes favoráveis à produção de resultados satisfatórios alavancando-se a diversidade entre as pessoas".

Está aí um belo ponto de reflexão para todas as pessoas: se realmente somos a favor da diversidade ou se estamos apenas "aceitando-a". Nesse último caso, em algum momento, nossa verdadeira opinião aparecerá, de forma direta ou indireta, e revelará uma postura que anda contra a maré de crescimento que o mundo vem adotando.

É muito importante, então, desenvolver-se nessa competência, para a qual muitos profissionais não estão dando muita importância ou - ainda pior - a menor atenção.

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