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02/06/2010 - 10h54

Quando ninguém se responsabiliza

Lembro de uma vez que fui almoçar em um restaurante e pedi um filé ao garçom, recomendando que ele fosse "ao ponto", o que significa que ele tem que ter o interior levemente avermelhado. Só que ele veio super bem passado, "estorricado". Quando reclamei, o garçom respondeu com a maior cara de pau:

- É que a casa está sem chefe de cozinha e os ajudantes não estão dando conta do serviço.

Disse isso e foi atender ao aceno de um cliente de outra mesa, deixando-me sem saber se me conformava com a situação, se levantava e ia embora ou se provocava uma cena de indignação. Mas não fiz nada disso. Chamei o maitre e me queixei do bife e do serviço do garçom, que, analisando melhor, tinha sugerido que eu me desse por feliz com aquela sola de sapato. Mas ele se limitou a dar sua versão:

- Eu já falei para o gerente que os fregueses estão reclamando, mas ele ainda não fez nada.

Pasmo, limitei-me a pedir a conta, no que, fui prontamente atendido. O filé não comido estava sendo cobrado. Indignado, pedi para falar com o gerente, mas meu castelo de esperança ruiu por completo quando este me disse:

- Desculpe senhor, mas o dono do restaurante é uma pessoa muito ocupada e eu ainda não consegui falar com ele sobre a contratação de um novo chefe de cozinha. Enquanto isso, nosso serviço está precário mesmo, eu reconheço.

Não pude acreditar no que estava ouvindo. OK, o restaurante não era nenhuma referência em um guia de gastronomia, e seu serviço deixou claro que nunca viria a ser. Mas o que mais me causou espanto não foi o problema em si, e sim a imensa cascata de transferência de responsabilidade, que começou no garçom displicente e terminou no proprietário ausente.

A transferência de responsabilidade é, provavelmente, o maior sinal de que uma empresa não vai bem. É o começo da temporada de caça às bruxas. E essa temporada só acaba quando começa outra, a temporada da procura de um novo emprego porque a firma faliu. Aliás, outro dia passei por lá, e vi que, no lugar do restaurante, agora há um pet shop.

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