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31/05/2010 - 17h02

Os 7 pecados capitais: resistir às mudanças impostas pelo mundo em constante evolução (parte 7)

"Nunca se deve perder tempo lamentando inutilmente o passado ou queixando-se das mudanças que nos causam aborrecimentos, pois a mudança é a essência da vida".
Jacques-Anatole François Thibault, 1884-1924
Romancista e crítico.

Resistência a mudanças é o sétimo pecado capital na carreira profissional. Viver da memória de sucessos passados é o caminho mais curto e rápido para o insucesso. Não são poucas as carreiras profissionais que sucumbem diante da força de mudanças bruscas. Essas transformações são trazidas:

>> Pelo avanço tecnológico;
>> Novos valores organizacionais;
>> Incorporações e fusões;
>> Desmantelamento das pesadas, militarizadas estruturas hierárquicas, pela velocidade da economia global, etc.

À semelhança do fenômeno do sapo cozido, muitos profissionais não são sensíveis às transformações pelas quais passa a sociedade. Se as percebem, preferem o conhecido, o certo, o "seguro", o "status quo".

O caso de Ricardo (nome fictício) é um espelho dessa realidade. Contava-me ele que ao longo de sua carreira, em conhecida empresa multinacional, sentiu-se sempre muito seguro, a ponto de pensar que era indispensável. Mas, numa sexta-feira à tarde, foi surpreendido com a notícia de que seu estilo gerencial já não era adequado à nova filosofia corporativa.

Nos primeiros contatos com o mundo além das fronteiras de sua ex-organização, Ricardo descobriu que o tempo passara, que as coisas realmente haviam mudado. E ele não tinha sido capaz de absorver as transformações. Agora, aos 54 anos, reconhecia que não tinha mais tempo para recuperar as oportunidades perdidas e que também se tornava difícil mudar toda uma filosofia e estilo de vida.

As mensagens que vêm do exemplo de Ricardo são claras:

- Aqueles que julgam que serão capazes de sobreviver à onda de modernidade sem questionar suas atitudes habituais acabarão fatalmente no cemitério dos recursos humanos;
- Não existe na presente conjuntura econômica espaço para profissionais que resistem a mudanças, por menor que seja o espaço que cada profissional julga ocupar;
- A mudança precisa ser feita não apenas no nível das aparências, mas deve modificar o homem por inteiro.

Erich Fromm, filósofo, psicanalista e sociólogo alemão, 1920-1980, escreveu: "Hoje em dia, nos deparamos com indivíduos que se comportam como autômatos, que não conhecem ou compreendem a si mesmos. A única pessoa que conhecem é a que pensam ser, alguém cuja conversa vazia substituiu a comunicação real, alguém em quem o sorriso sintético tomou o lugar do sorriso genuíno. Neles, a sensação de desespero total ocupou o vazio deixado pela dor autêntica. Duas coisas podem ser ditas de tais indivíduos. A primeira é que sofrem de defeitos aparentemente incuráveis, como a falta de espontaneidade e personalidade. Ao mesmo tempo, podemos dizer que eles não diferem de milhões de pessoas que, como nós, caminham pela face da terra".

Ninguém consegue se fingir "moderno" por muito tempo, pois logo seus conceitos envelhecidos e atitudes ultrapassadas se manifestarão.

Quando a mente de um profissional está alquebrada e doente, seus atos fatalmente também estarão. O medo de mudanças e transformações é geralmente fruto dessas almas enfermas. Estudos científicos demonstram que um grande número de nossos melhores empreendedores foi educado por pais que esperavam que eles superassem todas as dificuldades. E a chave é procurar, acima de qualquer coisa, as oportunidades que essas situações de dificuldades costumam encerrar e que raramente são vistas.

É simplesmente impossível deter a marcha inexorável das mudanças. Pretender ignorá-las, subestimá-las ou mesmo procurar detê-las resultará em desapontamentos e muitas frustrações. O melhor mesmo é abraçá-las, transformando-as em trampolim para saltos ainda mais altos.

A nossa realidade cultural-gerencial representa um grande desafio. Estamos muito atrás de nossos concorrentes internacionais em termos de qualidade, tecnologia, parque industrial, produtividade. E também de recursos humanos. É inadmissível continuar assim, julgando-nos ser os melhores e os mais vivos, quando na verdade somos dos mais atrasados. Podemos no máximo ser potencialmente talentosos, mas faltam-nos determinação, disciplina e tecnologia. Vivemos na administração empresarial um estado parecido com o do "melhor futebol do mundo", colecionador, quando subestima o mercado, de fiascos inesquecíveis. A única diferença é que na área gerencial sequer temos um título mundial.

Caro leitor, é preciso acordar! Mas acordar com uma predisposição - mudar. Sem essa revolução individual, interior, não acredito em modernidade e desenvolvimento. Continuaremos a fazer discursos e campanhas motivacionais nas organizações, para logo em seguida verificar que tudo acabou numa quarta-feira de cinzas.

As mudanças radicais e profundas só ocorrem em níveis coletivos depois de se terem realizado no plano individual. Sem essa consciência, de nada valerá o nosso esforço. Chega de isca artificial e de campanhas hipócritas de modernidade nas empresas. Poucos conseguem observar, mas o nosso declínio é em grande parte fruto dessas mentiras que disfarçadamente são disseminadas nas organizações. Criatividade requer constante transformação, flexibilidade e novas experiências. Quando essas são bloqueadas sob qualquer pretexto, instala-se o começo do declínio. Observe a seu redor e veja quanta indolência, passividade e medo (diante do novo e da necessidade de aceitar as mudanças que ocorrem) ainda existem em nossas empresas.

É preciso extirpar da empresa a cultura conformista, que vem destruindo a ambição, o espírito competitivo das pessoas e até mesmo a crua vontade de ganhar mais dinheiro e de fazer sucesso. Essas ambições pessoais não são constrangedoras ou pecaminosas; ao contrário, são justas e motivadoras; têm valor de virtude. Elas podem compor um quadro de sublimação diária que tem um quê de divino. A realização pessoal e a prosperidade não são as únicas, mas algumas das provas de que o ser humano tem as bênçãos de Deus. E é impossível prosperar quando não se aspira a mudanças.

Max De Pree, um vitorioso empresário norte-americano, registrou em seu livro, "A Arte de Liderar", uma frase que é um símbolo e que se aplica a muitos de nós: "Quando a derrota chega, aceite-a como sinal de que seus planos não servem; reconstrua-os e veleje novamente em direção ao cobiçado objetivo - prosperidade. Um fujão nunca vence e um vencedor nunca foge".

Se em vez de ousar, Colombo preferisse a estabilidade da terra firme, não estaríamos talvez comemorando meio milênio do Novo Mundo. Resumindo esta sequência de reflexões sobre os sete erros ou pecados capitais que um profissional não pode cometer, creio que um bom lembrete é adotar uma espécie de tábua (de inspiração bíblica) com sete mandamentos. Que cada leitor reflita e escolha a estratégia que mais contribua efetivamente para sua realização pessoal, para seu desenvolvimento profissional e para a concretização de seu propósito de vida.



  • Defina seu objetivo de vida - em curto, médio e longo prazos;

  • Explore e esgote todas as oportunidades ao seu redor;

  • Não aceite ficar no mesmo lugar por muito tempo. A vida é dinâmica - ou se cresce, ou se definha. Lembre-se: água estagnada apodrece.

  • Amplie e enriqueça o nível de suas experiências e amizades;

  • Cultive o hábito do estudo permanente e diário. Não aceite a mediocridade dos frustrados e passivos;

  • Procure assimilar uma vida balanceada;

  • Arrisque - só uma pessoa que corre riscos está preparada para a verdadeira liberdade.

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