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20/05/2010 - 10h43

Liderança modelo Dunga: razão X coração

Na semana passada o país parou para ver a tão esperada lista de convocados para a Copa do Mundo. Claro que como acontece em todas as Copas, a lista agradou alguns e desagradou outros. Como tudo o que vemos tem sempre um conteúdo de nós próprios em nossa percepção, eu acabei por assistir a divulgação da lista e a entrevista posterior concedida pelo "nosso" técnico Dunga com os olhos de uma pessoa de Recursos Humanos, cujo olhar para o tema liderança está sempre presente.

Dunga demonstrou bastante segurança e firmeza na leitura dos nomes, como alguém que elege companheiros de jornada. Uma jornada curta, rápida, porém bastante intensa e normalmente inesquecível.

Uma frase sua que me chamou muito a atenção foi particularmente a que ele menciona que, muitas vezes, ao analisar a lista, seu coração o chamava para alguns nomes, porém sua razão o fez optar por outros. Essa, para mim, foi a frase-chave para a reflexão que se segue. Essa dualidade razão-emoção está presente no dia a dia de qualquer pessoa que lidera outras pessoas. E como ela é difícil!

Com o passar dos tempos, nos apegamos àqueles que trabalham conosco, passamos a gostar dessas pessoas, do que elas são em sua essência. Porém, muitas vezes, isso nos cega para enxergar o que elas são verdadeiramente como profissionais. Quantos líderes, ao tomar uma decisão, se deixam levar por seu coração e acabam por decidir erroneamente para a organização. Na maioria das vezes, essa tomada de decisão é completamente inconsciente e prejudica o negócio em prol da relação ou da amizade ali estabelecida.

Mas qual é a conduta correta? Beneficiar a organização e colocar em risco a amizade ou beneficiar a amizade e colocar em risco o próprio emprego ou a própria reputação? Creio que a melhor conduta, no ambiente profissional, seja a primeira opção. Porém, o que a maioria dos líderes não sabe, até porque não tem consciência do seu ato, é que pode falar sobre isso com a pessoa envolvida de maneira transparente. Quando nos vemos diante de uma situação como essa, temos de ter uma conversa clara e honesta com a pessoa, explicar as razões que nos levaram a tomar aquela decisão e dizer o quanto a amizade ou proximidade nada tem a ver com aquele ato. Qualquer um poderá compreender uma atitude assim. O que as pessoas não compreendem é serem pegas de surpresa, é sentirem-se traídas por aquelas em quem mais confiavam, é receberem uma notícia ruim de forma coletiva e não privada.

Ser líder é saber comunicar a mensagem da melhor forma, seja ela qual for. Sempre há uma melhor forma para aquele determinado liderado. Um bom líder conhece seus subordinados diretos a ponto de saber como falar cada assunto que precisa ser dito.

Temos tantas oportunidades de fazer as coisas da forma correta e nos momentos corretos. Pena que muitos líderes simplesmente não aproveitam essas oportunidades e acabam perdendo pessoas, gerando para as empresas altos custos de reposição - considerando treinamentos, investimentos e tempo dedicados a quem se foi.

Geralmente, somos mais sortudos que o Dunga. Não temos o Brasil todo julgando nossas decisões, analisando cada nome de companheiro escolhido e cobrando as nossas decisões. Temos a liberdade de poder agir por nós mesmos.

Além disso, entendo que ele, Dunga, ainda teve a "tristeza" de não poder explicar em primeira mão a muitos deles o porquê não foram chamados, o que talvez ele desejasse fazer. A razão teve de prevalecer sobre o coração, tanto na escolha, como na forma de comunicar. Ainda bem que no dia a dia temos possibilidades diferentes para agir. Com mais liberdade e com menos audiência.

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