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13/05/2010 - 19h41

Freud (ou Darwin?) explica

O melhor treinamento do mundo acontece na infância, dentro da dinâmica familiar e da relação com os irmãos. Não há disputa igual aquela que ocorre na busca pela atenção dos pais. O papel assumido nessa dinâmica nos desafia pela vida toda, para o bem ou para o mal. Neste sentido, é uma sorte ter irmãos - embora, muitas vezes, as relações sejam como as de gato e rato.

Equipes de trabalho são grupos que, como outros com certa estabilidade -a família e turmas de amigos são bons exemplos -, desenvolvem suas próprias dinâmicas relacionais, com alianças e conflitos, duradouros ou circunstanciais. Os papéis ensaiados na infância poderão ser desempenhados na vida adulta, incluindo grandes interpretações ou canastrices. Se prestarmos atenção, é possível identificar como a história se repete em cenas do cotidiano profissional... Aliás, como bem disse Mark Twain: "O verdadeiro trabalho de um homem é brincar, e não trabalhar de verdade".

Talvez o segredo do funcionamento equilibrado desses grupos seja exatamente a existência de contrapontos ou desafios para cada indivíduo que os compõem - como é numa família. Se uma pessoa se inserir num conjunto de iguais, o jogo será monótono. Ou, numa dinâmica oposta, um grupo formado apenas por competidores fratricidas talvez se destruísse em pouco tempo. Aliás, a cultura globalizada impõe ao homem comportamentos cada vez mais pautados pela civilidade, o que não extingue a eterna e darwiniana competição, mas faz dela um complexo exercício de estratégias maquiavélicas.

O equilíbrio entre a convivência fraternal e a competitividade é um desafio dos grupos profissionais. Num paralelo, o desafio se assemelha ao enfrentado pelos responsáveis por grandes navios de pesca comercial do Japão, cujas equipes se viram às voltas com um problema: como os grandes cardumes eram encontrados cada vez mais longe da costa, os peixes passaram a ser congelados em alto mar. Os consumidores não aprovaram o sabor do peixe congelado. Então, os peixes eram mantidos vivos, em enormes piscinas dentro dos navios; no entanto, presos em pouco espaço, nadavam pouco, e a qualidade também não era a mesma dos peixes frescos. A solução foi incluir filhotes de tubarão entre os peixes, de forma que estes permanecessem alertas e ativos, por instinto de sobrevivência. Tubarões demais simplesmente acabariam com os peixes; mas, na medida certa, tornam-se estímulo para a atividade.

O grupo ideal parece ser aquele em que a dinâmica traz desafios individuais, mas num conjunto em que o "saldo" da interação seja positivo. Certas corporações levaram ao extremo o estímulo à competição, à guerra fratricida, de forma que todos estão sempre estressados e a perigo - excesso de tubarões na piscina. No outro extremo, porém, está a acomodação que certos modelos, baseados em estabilidade, podem produzir - uma espécie de abdicação da vida, da energia e da superação, como se o mérito fosse o simples passar do tempo. Como em (quase) tudo, também no gradiente da competição, o meio termo é a medida certa.

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