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10/05/2010 - 16h41

Os 7 pecados capitais: subestimar o valor do marketing pessoal de alta visibilidade (parte 4)

"Vós sois a luz do mundo (...) Não se acende uma candeia para colocá-la sob o alqueire. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras".

Para avançar na hierarquia de uma corporação, alguns especialistas afirmam ser necessário a um profissional atirar-se à frente de um spotlight. Pode ser que alguns exagerem, mas de toda forma não se pode subestimar a importância do marketing pessoal de alta visibilidade dentro de uma empresa.

Harvey Coleman, ex-funcionário da IBM e atualmente consultor de empresas como Coca-Cola, Merck, Prudential e AT&T, diz que, baseado nas pesquisas que fez em grandes companhias, chegou a interessantes conclusões. Segundo ele, uma carreira de sucesso tem a seguinte composição, em longo prazo:

>> Desempenho - representa apenas 10%;
>> Imagem pessoal - 30%;
>> Visibilidade - 60%.

Coleman afirma ainda que bom desempenho é algo que se espera naturalmente de qualquer profissional que aspire o sucesso. Em grandes organizações, o bom desempenho poderá até ser reconhecido com aumentos salariais, mas, por si só, não será suficiente para garantir novas promoções.

Em um volume cada vez maior de empresas, as promoções de um profissional estão diretamente atreladas ao número de pessoas do mais alto escalão que com ele interagem e também ao conhecimento que elas têm acerca de seu trabalho. Ou seja, em relação a você, o que conta em primeiro lugar não é o que você conhece, mas o que a alta cúpula conhece a seu respeito. Não se pode ser ingênuo: geralmente, os profissionais mais bem-sucedidos ao longo de sua carreira alcançaram postos de destaque porque souberam gravitar ao redor do centro do poder de decisão. A "exposição" frequente, a que competentemente se submeteram, contribuiu de forma decisiva para seu intento e sucesso.

Essas considerações se aplicam a todos os níveis da pirâmide corporativa. Se o profissional estiver no início da carreira, é fundamental que ele procure ficar próximo do superior imediato de sua divisão. Se ele é da área financeira e pertence ao escalão denominado média gerência, deve procurar fazer parte do staff corporativo (matriz) e não se resignar com qualquer lugar periférico numa subsidiária ou filial.

A mensagem aqui é clara: se um profissional aspirar o sucesso, terá de se manter visível perante o centro de poder; - mantenha-se no radar da alta administração terá de buscar uma posição que possibilite que sua luz brilhe intensamente perante seus superiores imediatos. Profissionais que não são conhecidos, geralmente não são bem avaliados e, muito menos, promovidos.

Essa prática não é uma realidade em todas as empresas, mas funciona como uma regra que não pode ser subestimada ou esquecida. Por outro lado, ela não significa que os indivíduos não precisem ter e demonstrar conteúdo. A habilidade em demonstrá-lo permite ao profissional bem conceituado que conquiste o topo da hierarquia corporativa, mas ele só se manterá se tiver capacidade e competência. Como conselheiro de carreira para inúmeros profissionais, tenho comprovado essa realidade, competentes e dedicados, muitos profissionais têm sido preteridos em processos de promoção simplesmente porque não possuem visibilidade; descuidam-se da sua imagem pessoal, ou a exibem de forma desgastada; por último, não sabem se posicionar quando têm oportunidades de aparecer sob o facho luminoso de um spotlight.

A falta de habilidade confere ao profissional a imagem de um indivíduo de "difícil relacionamento", para o qual não se justificam palavras de apoio e reconhecimento. Em geral, ele parece estar sempre mal com o mundo a seu redor: veste-se mal, apresenta uma silhueta que tende para a obesidade, fuma em demasia e não mantém hábitos sadios de higiene pessoal, perceptíveis pela falta de cuidado com os dentes, os cabelos e as unhas. Cabisbaixo ao andar, denota certo desconforto social e insegurança no olhar, que não consegue dirigir com naturalidade ao encontro dos olhos de seu interlocutor. A voz, sem brilho e controle, soa, às vezes, alta e estridente, outras, baixa e soturna demais. Esse quadro, pintado com cores evidentemente quentes, revela sintomas e problemas que desvalorizam a imagem e o conceito de qualquer profissional.

Pior ainda: é desagradável reconhecer, mas há "profissionais" que incorporaram hábitos deselegantes e que ferem as mais elementares expressões de boas maneiras, como: usar os dedos para limpar os ouvidos e o nariz, em público - um gesto de higiene pessoal que não se compartilha com quem quer que seja -, falar de boca cheia ou emitir ruídos desagradáveis ao fazer as refeições em restaurantes e lanchonetes; alguns, encerrada a refeição, não só palitam os dentes à mesa, como desfilam gloriosamente em direção à porta de saída, ostentando-o na boca como se fosse um troféu; e não faltam aqueles que, sem qualquer constrangimento, coçam em público os órgãos genitais, numa demonstração de total falta de compostura. Haja falta de educação e bons modos!

São poucos os profissionais que se detêm na análise de aspectos comportamentais desagradáveis, que nada de positivo acrescentam; apenas denigrem o próprio perfil, por não saberem agir socialmente. Muitas vezes, eles partem da premissa errada de que o importante é apenas ser competente, honesto e criativo. Recusam-se a ver o fato óbvio de que um bom produto precisa de uma embalagem atraente para atingir seu melhor potencial de venda.

É preciso ter consciência de que:

>> A maneira como você se apresenta é a maneira como você será avaliado;
>> A roupa não faz o caráter de um homem, porém diz muito a seu respeito.

Um empresário de sucesso certa vez comentou: "Três características físicas me impressionam particularmente quando sou apresentado a alguém: em primeiro lugar (e antes de mais nada), um aperto de mão firme: em segundo, olhar bem nos meus olhos quando fala comigo; em terceiro, uma boa postura".

Eu adiciono uma quarta característica: saber dizer "por favor" e "obrigado".

  • Procure compreender como as pessoas veem e percebem as coisas. Apele para suas preferências;

  • Projete uma imagem coerente e também consistente;

  • Trate suas vestimentas e etiqueta com sensibilidade e bom senso;

  • Procure se associar a pessoas ou grupos de pessoas que sejam iguais ou superiores a você;

  • Dê o melhor de si mesmo na execução de seu trabalho;

  • Conserte o que estiver errado sem perguntar de quem é a culpa.


Caro leitor, torne-se visível. Apareça e cresça.


LEIA TAMBÉM:
Os 7 pecados capitais: delegar a terceiros os rumos da própria carreira (parte 1)
Os 7 pecados capitais: optar de forma imprevidente pela empresa errada (parte 2)
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