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19/04/2010 - 18h36

Os 7 pecados capitais: delegar a terceiros os rumos da própria carreira (parte 1)

"Nosso destino não está nas estrelas; está em nós mesmos".
William Shakespeare (1564-1616), dramaturgo, poeta e ator


Todo aquele que aspira a uma carreira profissional de sucesso tem de saber que, ao longo do caminho, encontrará muitas pedras. As mais duras têm um nome: pecado capital.

Todos, indistintamente, cometem alguns tipos de falha. A única maneira de evitá-los é deixar de lutar pelo sucesso e permanecer inerte. Mas, você, pelo simples fato de se interessar pela leitura desta matéria, está certamente entre os que lutam. Espero que você, num momento de reflexão, encontre sentido nas preciosas palavras de Theodore Roosevelt: "É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfo e glória, mesmo expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito. Estes nem sequer sofrem muito, porque vivem naquela penumbra que não conhece a vitória nem a derrota".

Na citação "pobres de espírito", no contexto acima, critica-se os que se contentam com a mediocridade e a mesquinhez, os que fogem à luta e nada fazem pela comunidade que integram, apenas buscam sofregamente os próprios interesses ou a simples sobrevivência, decorrente de uma vida sem propósito e direção.

Todo erro ou pecado capital traz consequências e cada um deles tem duas faces: uma positiva e outra negativa. A primeira ensina, corrige e faz o indivíduo amadurecer. A segunda acovarda, amesquinha e o condena à estagnação, a viver no purgatório da mediocridade, onde nunca aprende, nunca se corrige e jamais chega ao amadurecimento.

Confrontar, avaliar e reconhecer os próprios erros ou pecados capitais é tarefa fundamental para o aperfeiçoamento profissional. Evitar tal exercício significa continuar repetindo os mesmos erros pela vida afora. Cheia de humor, a sabedoria popular é taxativa: "Errar é humano, persistir no erro é burrice".

Como consultor e tendo feito ao longo dos últimos 31 anos o aconselhamento de carreira para mais de 3.500 executivos, tive oportunidade de sistematizar os sete erros ou pecados capitais que um executivo pode cometer ao longo de sua carreira. Essas falhas, se não forem diagnosticadas, reconhecidas e corrigidas a tempo, podem comprometer a carreira para sempre, com reflexos diretos na vida pessoal e familiar. O primeiro e mais grave pecado capital é ignorar a importância de um objetivo de vida e confiar o próprio futuro a uma organização qualquer.

Tenho observado que um grande número de executivos não tem a menor noção sobre o significado abrangente de um objetivo de vida conscientemente definido. Em consequência, a maioria não sabe com clareza o que deseja e procura ao longo de sua carreira. Inúmeros perambulam sem rumo, estímulo ou motivação por corredores e salas de organizações nacionais e multinacionais.

A necessidade de sobrevivência faz com que muitos demonstrem aparente satisfação. No íntimo, porém, lastimam a má sorte e, obviamente, envenenam o tecido organizacional com sua miopia e pessimismo. Vários desses executivos ocupam, hoje, posições que ultrapassam suas competências e qualificações. Outros chegaram ao topo organizacional por contingência, sem o correspondente preparo, capacidade e visão de negócio decurso de prazo.

Essa praga, entretanto, não se restringe a empresas nacionais. Ela atinge caciques de grandes corporações instaladas no país. Resguardados por "exigências" dos denominados cargos de confiança, muitos chegam ao poder e nele se mantêm, privilegiando o favorecimento da incompetência, o gerenciamento retrógrado e protecionista, a submissão servil dos menos dotados, adeptos que são da máxima: "manda quem pode, obedece quem tem juízo".

Um dos graves aspectos dessa tragicomédia de erros começa quando o executivo confia o seu futuro a uma organização. Não desejo, com isso, incentivar a deslealdade empresarial, qualquer que seja sua origem. Quero simplesmente alertar a quem compartilha comigo dessa visão e a quem dela diverge que o sentido de uma vida - de sua vida - é algo muito precioso para ser entregue a outrem. Ninguém, melhor do que o executivo para saber como dirigir a própria vida.

Costumo lembrar sempre a meus clientes que as organizações não têm futuro. Os homens, estes sim, têm futuro. A escolha dos objetivos pessoais e sua compatibilidade com as metas de uma organização não são uma tarefa fácil. Exige muita autocrítica, capacidade de análise e de julgamento, entre outras qualidades. Mas isso não é motivo suficiente para que um profissional entregue uma procuração em branco a uma empresa, por melhor que ela decida por ele o seu futuro.

O curioso é que tanto o profissional quanto a organização, mais cedo ou mais tarde, sofrem as consequências dessa decisão. O castigo aparece de várias formas. A organização torna-se refém da ineficiência. O profissional logo vai sentir na pele a preterição, o adiamento ou cancelamento de uma promoção, a transferência para outro departamento ou posição desprezível. E, por último, a inesperada demissão.

Continuaremos a discussão deste assunto no próximo artigo.
 

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