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29/03/2010 - 18h28

Demissão - o medo de ser discriminado

"Aprendi ao longo dos anos, que uma decisão faz diminuir o medo. Saber o que deve ser feito acaba com o medo".
Rosa Parks (1913-2005),
ativista norte-americana dos direitos civis


Vivemos numa sociedade complexa e cheia de perigos. Ninguém, absolutamente ninguém, vive nos dias atuais sem experimentar os sentimentos de medo e preocupação. É parte do preço que pagamos pela cidadania em um mundo imprevisível e cheio de armadilhas. Bertrand Russell, 1872 a 1970, filósofo, matemático e político liberal, escreveu em "A Free Man's Worship", que "O maior triunfo do homem é alcançar estabilidade e repouso interior em um mundo cheio de ameaças e mudanças aterrorizadoras ("Man's greatest triumph, is to achieve stability and inner repose in a world of shifting threats and terrifying change").

Em certo sentido, o profissional é abençoado pela sua capacidade de conhecer o medo. Com toda certeza, ele não sobreviveria se não tivesse um mecanismo de medo que o alertasse em momento de ameaça, não importa o tipo de sua gravidade. É bom que ele saiba como crescer com medo, porque há situações amedrontadoras e forças hostis que precisará dominar se deseja sobreviver. Os dias pós-demissão podem se transformar em período de grande medo se não forem dominados e gerenciados com sabedoria. Daí o conselho da sabedoria cristã: "Portanto, vede prudentemente como andais, não como os tolos, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus".

O medo de trabalho reflete os valores socioculturais da sociedade. O demitido, em face de sua vulnerabilidade psíquico-emocional, muitas vezes, deixa-se dominar pelo sentimento de que será rejeitado no mercado de trabalho pelas mais diversas razões: "O mercado não contrata profissionais acima de 45 anos de idade"; "Eu trabalhei para uma única empresa ao longo de minha carreira e o mercado não valoriza esse tipo de profissional"; "Eu não estou atualizado" (mas, quantos verdadeiramente estão?); "Eu não tenho MBA" (quantos de seus entrevistadores possuem MBA?); "Eu nunca estudei fora do país"; "Eu não falo um segundo idioma"; "Eu não domino informática" etc.

Não suponha o meu leitor que sou contra essas exigências, muito pelo contrário, sou um intransigente defensor do preparo, da cultura e da competência. Todavia, muitas vezes, as empresas dizem desejar contratar um "leão", porém lhe oferecem trabalho e ração de macaco. O demitido deve precaver-se, em primeiro lugar, de sua autodiscriminação, certamente, a mais destrutiva de todas. Pois mesmo antes de se lançar com autoconfiança no mercado de trabalho, já teria criado barreiras imaginárias, que o prejudicarão tremendamente.


Nessa circunstância, o demitido tem de adotar as seguintes estratégicas, a fim de neutralizar o medo da discriminação:

 

  • Estar consciente e plenamente convicto sobre si mesmo e do que pode realizar para vencer as barreiras criadas por ele próprio ou pelo mercado, procurando, de todas as formas possíveis, fazer com que os recrutadores (headhunters, selecionadores, etc) enxerguem o que ele tem de melhor em si e a contribuição que poderá dar à organização.

  • Devido a vários estereótipos, o demitido tem de clarificar para si próprio seus pontos fortes e limitações, a fim de distinguir o que é e o que não é discriminação. Não raro, a discriminação está encravada em seu próprio peito.
  • O demitido precisa encarar esse processo como uma partida de tênis, durante a qual o atleta precisa ter o domínio absoluto de cada movimento. Qualquer desvio será fatal - a partida estará perdida.

 

Todo desempregado está em desvantagem. Não pense que você seja diferente dos demais que procuram por nova colocação. A única pergunta a ser feita nessa situação é a seguinte: qual a desvantagem e quanto ela revela?


Estude cuidadosamente todos os truques do mercado e seus jogadores oficiais. Concentre-se e jogue com total domínio contra as possíveis resistências. A sabedoria dos navegadores nos ensina que não podemos fazer parar ou mudar a direção dos ventos, mas podemos ajustar nossas velas. Ajuste, pois suas velas para o sucesso de sua recolocação. Afinal, só um fantasma se embrulha em seu passado, explicando-se a si próprio com definições e discriminações baseadas numa vida já vivida.

Você é aquilo que escolhe ser hoje, não o que escolheu antes. Escolha ser um vencedor. É nossa convicção e experiência que uma compreensão mais profunda e verdadeira de como o demitido é - seus objetivos, sonhos, limitações, nível de experiência, etc, o leva a um entendimento honesto daqueles que supostamente o discriminam. Portanto, é crucial que ele seja sempre honesto para consigo mesmo. No momento em que o demitido começar a enganar a si mesmo, será deflagrado o início de sua decadência profissional. Portanto, acautele-se, quanto ao autoengano.

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