Não tem cadastro? Clique aqui!

Já tem cadastro? Entre aqui

  • BUSCAR
Busca avançada de vagas

Limpar campos

17/03/2010 - 18h06

Brainstorming - a liberdade para pensar e criar

Nas empresas ou grupos de trabalho, é comum um interessante exercício de criatividade, o brainstorming (literalmente significa "tempestade cerebral", mas quer dizer "tempestade de ideias"). Trata-se de uma técnica desenvolvida pelo publicitário norte-americano Alex Osborn.

Inicialmente, o brainstorming era aplicado em ambientes de propaganda e marketing, mas com o tempo tornou-se popular em outras áreas em que haja necessidade de soluções criativas para alguma dificuldade ou para algum projeto novo, inclusive na vida pessoal, nos momentos de mudança, nas dificuldades familiares etc.

O brainstorming tem vários princípios, mas três são mais importantes:

a) A criatividade é importante e fundamental para obtenção de propostas ao desenvolvimento e para que se encontrem alternativas de solução para problemas e dificuldades;

b) Todas as pessoas são criativas em essência, mas precisam ser libertadas para criar num ambiente amigável, estimulante e livre de censuras;

c) O potencial criativo individual aumenta quando estimulado a ser utilizado em grupo, com a finalidade de produzir uma grande quantidade de ideias no menor intervalo de tempo possível.

A finalidade do brainstorming é a de estimular a liberação das ideias relativas a um tema qualquer, iniciando pelas mais ridículas e aparentemente desconexas e impossíveis. É incrível como isso liberta as pessoas do medo da ridicularização e promove um clima em que ideias vão sendo construídas, aperfeiçoadas e validadas.

Chama-se brainstorming estruturado aquele em que as pessoas são obrigadas a participar seguindo uma ordem pré-estabelecida. Já o brainstorming desestruturado é aquele em que há liberdade de participação. O primeiro tem a vantagem de permitir a participação de todos do grupo, impedindo o domínio daqueles que possuem personalidades mais exuberantes, em detrimento dos mais tímidos. O segundo tem a vantagem de permitir uma completa liberação das amarras, que é o principal pressuposto do brainstorming. É comum o uso do primeiro tipo, e depois a migração para o segundo tipo, como uma sequência natural.

Lembro-me de um brainstorming que tive a oportunidade de conduzir em uma empresa incorporadora de imóveis. O tema central era: "O que vamos fazer para aumentar nossas vendas?". Após incentivar a criatividade, promovendo os desbloqueios necessários, iniciamos a reunião, por meio do exercício que eles mesmos chamavam de "asneiras criativas". Seguiu-se um diálogo interessante, que está resumido abaixo:

- Já sei o que fazer para vender mais: vamos dinamitar todas as construções dos concorrentes - disse um dos participantes.

- Trata-se de uma alternativa que nos deixaria sozinhos no mercado e, portanto venderíamos mais. Ótima solução, só que tem um pequeno defeito: iríamos todos presos - argumentei. Pedi então que alguém sugerisse alguma alternativa a essa solução radical.

- Eu tenho uma! - respondeu um dos corretores, que normalmente era quieto. - Vamos dinamitar os concorrentes, mas não com dinamite, e sim falando mal de suas obras, difamando as empresas, espalhando o boato de que os prédios estão com as fundações abaladas.

- Bem, é uma alternativa menos agressiva que a anterior, e pelo menos não corremos o risco de sermos presos como terroristas - eu coloquei -, mas você não acha que esse comportamento é totalmente antiético, pois não se trata de uma verdade, e que assim estaríamos praticando difamação contra essas empresas?

- Concordo - continuou ele -, então proponho que, ao invés de falar mal dos concorrentes, vamos falar muito bem da nossa própria empresa. Salientar com mais ênfase a qualidade de nossos projetos e de nossas construções, colocar mais energia em nossas relações, mostrar aos clientes que nós todos temos o maior orgulho de trabalhar nesta empresa, pois ela é competente, coerente e ética. Essa atitude não atingirá ninguém, mas criará o mesmo efeito, o de atrair mais pessoas aos nossos estandes de vendas, pois elas sentirão a força que estamos colocando, e entenderão que isso vem da nossa própria certeza da qualidade dos produtos que vendemos.

O corretor foi aplaudido por todos e criou-se um ambiente de grande energia e motivação. Ficou claro que o que estava faltando era um compromisso maior de todos os corretores com a empresa, com os produtos e com a certeza de que pelo seu trabalho todos estariam ajudando pessoas a realizar o sonho da uma casa própria.

Trata-se de um exemplo bastante simples da aplicação da técnica de brainstorming. Começou com uma imensa bobagem, colocada apenas para provocar e criar clima, e chegou a uma proposta bastante lógica, carregada de significado. Mesmo que a solução não tenha sido a mais criativa do mundo, ela surgiu a partir do exercício da criatividade.

ver mais dicas

Destaques

Currículo
Cuidado na sua redação
Carreira
A Escolha da Profissão
Sabe a diferença?
Recolocação, Outplacement , Headhunting e Coaching
Colunas
Daniela do LagoDaniela do Lago
Cezar TegonCezar Tegon
Eugenio MussakEugenio Mussak
Elaine SaadElaine Saad
Gutemberg de MacêdoGutemberg de Macêdo
Judith BritoJudith Brito
Licia Egger MoellwaldLicia Egger Moellwald
Luiz PagnezLuiz Pagnez
Boletim
Receba por e-mail o boletim do Emprego Certo

É necessário informar um e-mail