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04/02/2010 - 18h25

Mundo corporativo: um jogo de estratégias

Outro dia, meu filho de oito anos fez uma análise objetiva de meu comportamento relacional, usando a linguagem dos jogos eletrônicos que ele - como todos os das novas gerações - domina e adora: "Mãe, você tem quatro fases: 'easy', quando está de bom humor, na boa, fazendo brincadeiras; 'medium', quando está de bom humor, mas já está preocupada com alguma coisa; 'hard', quando está nervosa e dá broncas me chamando por dois nomes; e 'smart' - que não acontece muito -, quando está bem brava e fala meu nome inteiro, em voz alta".

O pai, em contrapartida, só teria duas fases, a "easy" e a "medium". Claro que ele estava, espertamente, dirigindo-me uma crítica velada na comparação com o "funcionamento" do pai. Defendi-me alegando que, ao menos, sou mais complexa e desafiadora, como os jogos difíceis.

Parando um pouco para pensar, talvez fosse útil adotar essa linguagem também nas corporações empresariais, especialmente com os tantos "nerds" da chamada geração Y. Sim, porque no fundo, a vida corporativa moderna assemelha-se cada vez mais com um cassino, no qual a habilidade e a sorte combinam-se para desenhar os enredos individuais e coletivos.

Quanto mais competitivo o mercado e a companhia, mais esta relação será evidente, mais os planos e ações serão parecidos com um "Need for Speed", fase "smart". Nada a ver com os ideais antigos de busca de estabilidade numa repartição pública - sonho das mães de classe média para os filhos -, quando as carreiras tinham praticamente nenhuma competição ou surpresa. Assemelhavam-se, quando muito, a simples disputas de palitinho. Hoje, nem as mães devem mais sonhar com essa vida para seus rebentos.

Há riscos, é verdade. Em certos momentos pilhamo-nos em plena fase "smart" de jogos difíceis, tentando ser rápidos e eficientes, num ritmo vertiginoso. Só que, ao contrário do cenário virtual - no qual, após o "game over", basta dar novo "start" para a brincadeira recomeçar -, na vida real erros têm consequências reais. A energia e a rapidez da juventude podem não combinar com a visão estratégica que um jogo exige. Há momentos em que é inteligente ser agressivo e atacar. Em outros, o bom senso manda recuar - e nem sempre um jogador tem essa paciência.

Por outro lado, jogos, inclusive os corporativos, são desafiadores e emocionantes - justamente em função dos riscos envolvidos. Neste ponto, não há novidades. Como Edgar Allan Poe já mostrou de forma magnífica em seus contos, o jogo mais interessante é sempre aquele que envolve estratégia comportamental - como um blefe, por exemplo. Para tanto, não basta dominar as regras do jogo, mas também ter a sagacidade de antever as reações dos demais jogadores. Dominar o mundo das emoções e ter táticas de curto prazo para se atingir certo resultado no futuro - estas são as habilidades supremas de um bom estrategista - ou jogador.

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