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21/12/2009 - 18h08

Broadcast letter - a mídia pessoal que abre portas para seu novo emprego

A cada dia somos surpreendidos por novidades que revolucionam nossa forma de trabalhar, nos relacionar e comunicar. Embora muitas dessas revolucionárias ferramentas possam intimidar aqueles mais avessos aos avanços tecnológicos, não há como voltar as costas para elas e ignorar a sua importância para o nosso sucesso profissional, quando bem utilizadas. Uma dessas novidades é a "broadcast letter", uma mídia pessoal de grande relevância para profissionais à procura de nova posição no mercado de trabalho. Trata-se de uma carta pessoal cuidadosamente redigida, onde o autor fala de sua carreira, competências e histórico profissional.

Os principais motivos para você fazer da broadcast letter a sua aliada na busca de uma nova oportunidade são várias:

=> Os profissionais temporariamente disponíveis no mercado não necessitam utilizar intermediários em seu projeto de transição de carreira. A broadcast letter encurta a distância entre o empregador em potencial e os candidatos, evita a burocracia interna de alguns departamentos de pessoal "impessoais" quando convidados para as entrevistas, e, além disso, pula a fase da secretária possessiva, que deseja proteger o chefe de supostos "intrusos". Sabemos que os candidatos podem ter todas as qualificações possíveis para o exercício de determinadas posições numa organização, mas a menos que sejam entrevistados pelos donos das vagas, suas qualificações não têm nenhum valor. Nessa situação, suas qualificações podem ser comparadas a um livro que permanece em uma estante, mas que ninguém nunca toma conhecimento sobre o seu conteúdo.

=> Os profissionais têm acesso às oportunidades de trabalho antes mesmo de as posições serem divulgadas interna ou externamente. Eu já vi isso acontecer inúmeras vezes com candidatos assessorados pela Gutemberg Consultores em seu processo de recolocação. Com frequência escuto relatos feitos por profissionais quando convidados para entrevistas: "O presidente ou o diretor me perguntou: 'Como você soube que eu estava procurando um profissional com o seu perfil?', recebi sua correspondência na hora certa. Eu estava pensando em substituir um profissional e você aparentemente preenche as exigências de nossa empresa'. Ou, ainda, 'Eu estava pensando em ampliar o quadro gerencial de nossa organização e a sua carta me despertou grande interesse em conhecê-lo'."

=> Os profissionais comumente recebem respostas rápidas à sua peça de mídia. Em muitos casos, 72 horas após o seu envio eles já recebem os primeiros chamados para entrevista. Recentemente eu assessorei um executivo da área comercial de importante empresa multinacional do setor químico que recebeu uma oferta de trabalho 96 horas após o envio dessa peça publicitária.

=> A broadcast letter reduz significativamente os custos financeiros de uma empresa por ocasião da contratação de um profissional - algo entre 15 e 35%. Este é um valor nada desprezível quando se sabe que 60% das contratações feitas por intermédio de alguns consultores e "headhunters" não geram o sucesso esperado pelas organizações.

Essa estratégia, empregada por muitos profissionais em seu processo de outplacement/recolocação, não é algo novo. Ela tem aproximadamente 40 anos e foi desenvolvida para substituir as cartas de apresentações escritas por terceiros, tão em moda naquele período. Em 1965, Carl R. Boll, "ex-employment advisor e placement Chairman of the Nacional Harvard Business School Alummni Association" e ex-presidente da empresa de seguros Carl R. Boll & Cia., em Nova York, cunhou o termo "Broadcast Letter" ao publicar o livro "Executive Jobs Unlimited", que tinha como objetivo orientar os profissionais na busca de nova posição no mercado de trabalho, quer eles estivessem em transição de carreira (desempregados), estagnados em suas respectivas posições ("dead end jobs"), insatisfeitos com o atual pacote de remuneração anual ou em busca da aquisição de novos saberes. Desde então, milhares de profissionais passaram a utilizá-la com absoluto nível de sucesso.

No Brasil, essa peça de mídia surgiu na década de 70. Eu, pessoalmente, escrevi inúmeras delas a partir de 1979. Há um caso singular: um executivo de importante empresa alemã de equipamentos pesados enviou 100 cartas endereçadas a presidentes de empresas e recebeu 99 respostas. Guardo no meu escritório até hoje todas as respostas como troféu de uma campanha extraordinária.

Sabendo que muitos profissionais não sabem escrever bem, o que é hoje um pecado imperdoável, recomendo os seguintes passos:

1. Ao redigir uma broadcast letter, lembre-se que o seu sucesso depende de como ela foi redigida - com criatividade, personalidade, distinção, precisão e, principalmente, sem erros de português. Além disso, ela tem de despertar o interesse de seu leitor e fazer com que ele queira conhecê-lo pessoalmente. Nesse caso, lembre-se que muitas palavras podem passar uma ideia de inferioridade e pobreza intelectual.

2. Evite a todo custo os jargões, os adjetivos e as frases de efeito. Esse tipo de linguajar apela apenas para profissionais medíocres. Executivos preparados e cultos exigem padrões mais elevados de redação. Como observou Adam Smith, "é natural esperarmos que as pessoas de boa estirpe se expressem com mais propriedade" (Lectures on Rethoric and Belles Lettres, 1983). Portanto, não se engane ou subestime a capacidade crítica de quem recebe a sua correspondência.

3. Foque apenas a necessidade de seu empregador em potencial. Para isso, é necessário que você estude a sua história mais recente - balanço, site ou qualquer outra informação disponível no mercado. Cada empregador em potencial tem uma necessidade particular. Descubra-a e diga como você vai satisfazê-la.

4. Seja honesto ao redigir sua broadcast letter. Não atribua a você qualificações que não possui, resultados que não conquistou em sua trajetória profissional, traços ou características de personalidade que não pode comprovar tê-las. Em outras palavras, nunca minta. Essa peça de mídia deve expressar sua personalidade em sua inteireza e verdade.

5. Antes de enviar sua broadcast letter, peça ao seu melhor amigo ou a alguém de sua inteira confiança para lê-la e criticá-la. Não dê chance ao erro, pois ele pode lhe custar a perda de uma excelente oportunidade de trabalho.

6. Cuide da aparência e do layout de sua correspondência. Use o melhor papel e grafia e escreva corretamente o nome da pessoa e da organização a quem dirige sua carta. É extremamente desagradável ver o seu nome escrito incorretamente. Esse é outro pecado imperdoável.

7. Nunca copie um modelo de carta. Seja original e, se não souber escrever uma carta sobre você mesmo, procure alguém que saiba fazê-lo. Não há nada de errado em tal comportamento. Tudo o que escrevo - artigos, livros, cartas, etc. - peço para alguém que respeito e admiro ler.

8. Visite uma boa livraria e adquira o melhor livro sobre como escrever a sua broadcast letter. Hoje, existem centenas desses livros no mercado.

9. Faça o follow-up três dias após ter enviado sua carta. Como escrevi anteriormente, não delegue a ninguém a responsabilidade da gestão de seu processo de outplacement.


Caro leitor, o mercado de trabalho é extremamente competitivo. Portanto, se esforce para se diferenciar de seus concorrentes em tudo aquilo que faz. Boa sorte!

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