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10/12/2009 - 18h43

Geração Y: jovens gênios indomáveis

Nunca na história deste planeta as crianças foram tão valorizadas. A psicologia mostrou que há vida inteligente na infância - inclusive no campo da sexualidade -, com uma rica e importante vivência interna. Deixamos de vê-las, como se fazia no passado, como arremedos de gente, seres incompletos, que podiam ser deixados de lado e ignorados em seus desejos, restando-lhes apenas obedecer e assistir às cenas realmente importantes - as dos adultos.

A revolução sexual também teve participação relevante na valorização das crianças. A participação das mulheres no mercado de trabalho, que também lhes conferiu peso maior nas relações sociais e familiares - embora ainda haja bastante a evoluir neste gradiente -, certamente catapultou os filhos para o papel principal na casa. Antes, o homem, provedor e senhor das ideias, reinava absoluto como prioridade do núcleo familiar, e seus desejos e necessidades eram atendidos antes dos demais - a esposa e os muitos filhos.Hoje, como as mães têm mais voz, a prioridade da casa é a prole. A quantidade de filhos também é calculada e reduzida, de forma que se possa dar-lhes o máximo.

Sem dúvida, um filho é um projeto de vida, que deve ser não apenas planejado, mas "executado" da melhor forma possível. A classe média entende que deve "investir" nos filhos - referência às altas despesas necessárias para a carreira escolar, além de complementos que fazem de nossos jovens seres quase perfeitos: fluentes em inglês, além de altos e atléticos em função de boa nutrição, dos cuidados médico-odontológicos e de muito esporte. Junte-se a tudo isso a culpa das mães por "abandoná-los" em razão do trabalho, e temos um quadro perfeito para a criação de seres muito especiais - além de mimados e pouco preparados para as (inevitáveis) frustrações. Esses são os típicos componentes da chamada "Geração Y".

Finalmente, por terem nascido na era digital, praticamente têm no DNA a habilidade para as novas tecnologias. Munidos de equipamentos de ponta desde o berço, deixam aos mais velhos, os analógicos da "Geração X", a pecha de jurássicos. Sem dúvida, nesta fase de transformações, trazem um diferencial precioso para as organizações empresariais. Bem preparados, valorizados por sua habilidade técnica e mimados, ingressam nas corporações com altas expectativas de ascensão rápida.

Afirmam desejar desenvolvimento profissional, mas esta é a síntese de um pacote de vantagens, que significa necessariamente aumento de poder e prestígio e, óbvio, remuneração elevada. Todos querem crescer profissionalmente, mas esses jovens têm ansiedade por ascensões meteóricas - o que nem sempre é factível. Às vezes, os jovens são inteligentes e tecnicamente brilhantes, mas ainda imaturos do ponto de vista emocional e despreparados para assumir responsabilidades gerenciais. Frustrações fazem parte do processo de aprendizado e amadurecimento, mas fica mais difícil e sofrido quando o preparo não veio desde a infância. Por outro lado, também não é fácil para os jurássicos lidar com a situação: os talentos da "Geração Y" são importantes e necessários para os quadros empresariais, mas com o complicador de serem jovens gênios indomáveis.

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