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16/11/2009 - 11h49

Você já fez uma carta de agradecimento para o entrevistador? Saiba o que dizer

"Quem recebe um favor nunca deve esquecer; quem faz nunca deve lembrar".
Pierre Charron, teólogo francês (1541-1603).

A gratidão é um dos sentimentos mais nobres e, certamente, um dos mais difíceis de serem praticados por homens e mulheres ao longo do curso de sua existência e carreira profissional. Com frequência, ouvimos sobre pessoas que foram favorecidas em determinados instantes de sua vida por vizinhos, membros da própria família, colegas de trabalho - subordinados, pares e superiores - e, sem nenhum motivo aparente, viraram-lhes as costas e desapareceram assim que tiveram as suas necessidades satisfeitas.

Esse é um comportamento que tem sido observado, não apenas em uma sociedade contaminada pelo materialismo, dominada pelo individualismo exacerbado e movida pelo consumismo desenfreado, onde cada um está preocupado apenas com os seus próprios interesses e causas pessoais. Esse tem sido o comportamento da maioria dos homens e mulheres ao longo do curso de toda a história humana. Com propriedade, Aristóteles, filósofo grego, 384-322 a.C., disse: "Gratidão é o sentimento que mais depressa envelhece".

Há mais de dois mil anos, Cristo se dirigia para Jerusalém e entrando numa certa aldeia, foi abordado por dez leprosos que de longe gritavam: Mestre, tem misericórdia de nós. Cura-nos da lepra que nos deixa isolados do mundo e que nos reduz a cidadãos de quinta categoria. Cristo, ao observar o sofrimento e o desalento daqueles leprosos, disse-lhes: "Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes no templo". E aconteceu que, indo, eles ficaram completamente limpos - curados. E um deles, samaritano de origem, vendo que estava curado e são, voltou para agradecê-lo. Relata-nos, ainda, a história sagrada que o leproso caiu aos pés do Cristo, com o rosto em terra e o agradeceu. Nesse instante, Cristo, ao ver o seu ato de profunda gratidão, indagou: "Não foram dez os leprosos curados? Onde estão os outros nove?"

O intelectual jesuíta, Baltazar Gracian, perspicaz estudante da natureza humana, escreveu que a maioria dos homens quando tem a sua sede saciada, imediatamente, vira as costas e vai embora.

Caro leitor, infelizmente, são muitos os profissionais que se comportam como os leprosos da história acima relatada. Eles são convidados a participar de processos seletivos, são recebidos nas organizações de maneira educada e cortês, o entrevistador lhes fornecem valiosas informações sobre a organização, oferece-lhes uma cafezinho e água gelada durante a entrevista, entretanto, tão logo termina a entrevista, eles se esquecem de enviar uma carta de agradecimento ao entrevistador ou entrevistadores. Esse tipo de comportamento tem duas explicações apenas: a primeira, pura e simples ingratidão; e, a segunda, a mais completa falta de educação. Quero crer que essa seja a verdadeira e predominante causa. Por outro lado, reconheço que muitos profissionais não gostam de escrever uma carta de agradecimento simplesmente porque não sabem escrever.

Isso acontece com enorme frequência no meu próprio escritório de consultoria, apesar de todos os discursos que enfatizam a sua necessidade: "Não se esqueça de enviar uma carta de agradecimento ao entrevistador, tão logo deixem o recinto da empresa visitada. Essa carta de agradecimento opera verdadeiros milagres".

Eu e a minha equipe temos presenciado milhares de milagres ao longo de nossa história - profissionais foram chamados para novas entrevistas nas mesmas empresas onde estiveram antes, simplesmente porque se destacaram pela dignidade de seu gesto - escreveram uma carta de gratidão.

A carta de agradecimento é valiosa por vários motivos:

1- É um gesto diferenciado de gratidão e de respeito ao entrevistador pelo seu tempo e interesse em ouvir a sua história.

2- É uma maneira de você se posicionar perante o entrevistador em, no máximo, 72 horas.

3- É, entre outras coisas, uma maneira de você manifestar seu interesse pela posição e demonstrar porque você é o melhor candidato no mercado.

Ao redigir sua carta de agradecimento, observe as seguintes recomendações:

 

 

  • A carta de agradecimento deve ser objetiva, clara e sucinta. Ela não deve ter mais do que 20 linhas.
     
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  • O nome do entrevistador e da empresa devem ser escritos corretamente. Qualquer descuido pode lhe causar enorme prejuízo - a perda de um bom emprego.
     
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  • Cheque se o e-mail e o endereço do entrevistador estão corretos, entre outros cuidados.
     
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  • Evite a tentação de colar e plagiar o conteúdo de outras cartas. Ato muito comum nos dias atuais. Ela deve ser a expressão mais pura de seus pensamentos, avaliações, sentimentos e conclusões. Ela deve ainda espelhar sua personalidade, seu nível cultural e sua etiqueta sócio-empresarial. Não esconda os seus pensamentos com as suas palavras.
     
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  • Desenvolva uma comunicação construtiva, positiva e estimulante com o entrevistador. Se puder, anexe à sua carta, revista, artigo, livro, sites que possam ser do interesse do seu interlocutor. A Gutemberg Consultores assessorou recentemente um dos mais promissores gestores de recursos humanos do país. Durante seu processo de transição, sempre que ele participava de processos seletivos, não apenas mandava uma carta de agradecimento, mas também um bom livro. As consequências positivas de seu comportamento foram espetaculares, pois em plena crise brasileira, ele recebeu mais de seis ofertas de trabalho com pacote de remuneração e benefícios muito superiores ao que recebia em seu trabalho anterior.

    Afinal, se você não é capaz de expressar seus pensamentos de maneira racional, lógica e objetiva, como poderá tratar e resolver problemas complexos e que exigem profundidade de pensamento? É impossível retirar água de uma fonte seca.
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