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Profissional em Foco
20/10/2009 - 16h10
Enquanto eu preparava minha tese de doutorado sobre os "Paradoxos da comunicação nas empresas", fui levada a estudar o quanto regras de etiqueta poderiam colaborar para melhorar o ambiente de trabalho e, é claro, o desempenho profissional.Regras básicas de etiqueta ajudam no desenvolvimento profissional
Na ocasião, tive em mãos relatos de executivos que se sentiam massacrados pelos maus tratos dos chefes e colegas, por um ambiente corporativo malcriado e pelo desrespeito em geral, que não eram evidenciados em nenhuma pesquisa de clima organizacional.
Com receio de perder o emprego, muitos dos entrevistados sofriam calados, mas diziam-se injustiçados e de mal com a vida. Queixavam-se de que demoravam para conciliar o sono e trabalhavam muito mais do que a saúde permitia e a família esperava.
Claro que isso não traz nenhuma novidade ao que já se sabe, mas quando concluí a minha pesquisa ficou claro que se as empresas adotassem certas regras de etiqueta e insistissem para que todos fizessem uso delas, boa parte do mal estar relatado, com certeza, desapareceria.
Com a globalização e a velocidade da informação, difundiu-se a crença de que as interações entre as pessoas deveriam passar por cima de uma série de atitudes que, de certa forma, tomam tempo, tais como: falar obrigado, bom dia, por favor e outras deferências que, apesar de simples, exigem pensar no outro.
Pensar que estamos nos relacionando com pessoas passou a exigir tempo e cuidados considerados desnecessários. Não é preciso dizer que o ambiente de trabalho virou, em algumas organizações, uma carnificina.
As ordens, pedidos ou intervenções passaram a acontecer sem nenhum cuidado com o que o outro pensa ou sente. Um desajuste que, embora não apareça claramente nas estatísticas, seguramente não trouxe benefícios. Segundo a minha pesquisa, um ambiente de trabalho realmente competitivo precisa ter pessoas que se sintam bem, prestigiadas e respeitadas. Não se trata de uma questão puramente de bom comportamento, mas de sobrevivência.
Para os neurocientistas, pessoas que trabalham em ambientes estáveis emocionalmente tendem a sentir-se melhor fisicamente, terem mais motivação para o trabalho e a produzir melhor.
Não se trata de gastar tempo com preciosismos que não levam a lugar nenhum, mas de pensar no quanto nossas atitudes e comportamentos têm poder para influenciar o comportamento e as emoções de outras pessoas.
Pensando nisso, tenho algumas sugestões que se adotadas podem trazer excelentes benefícios para a vida profissional. São regras fáceis de serem seguidas, mas que nos tornam mais simpáticos e queridos aos olhos dos outros:
Licia Egger Moellwald é doutora em comunicação e semiótica, consultora de imagem e etiqueta corporativa e autora dos livros "Etiqueta Corporativa: o sucesso com bons modos" e "Competência Social: mais que etiqueta uma questão de atitude". Site da Licia
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