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19/10/2009 - 14h36

Entrevista de emprego: em busca de um discurso coerente e competente

Todo profissional em busca de uma nova posição no mercado de trabalho deseja se apresentar da melhor maneira possível ao seu empregador em potencial, ainda mais quando o que está em jogo é uma oportunidade escassa e ferozmente disputada por outros candidatos. Ter um bom desempenho em uma entrevista de emprego é um dos passos mais importantes que a pessoa pode dar para conquistar a tão sonhada vaga. Por outro lado, ter um desempenho fraco ou mesmo medíocre diante de um entrevistador pode levar a uma grande decepção. É algo frustrante e que pode ter um efeito demolidor tanto no aspecto psicológico quanto na evolução da carreira.

Eu tenho assessorado inúmeros profissionais em fase de transição de carreira, processo conhecido pelo mercado pelo nome de outplacement. É comum ter diante de mim executivos nervosos ou ansiosos quando têm uma entrevista agendada. Eu me refiro a pessoas altamente qualificadas, competentes e que poderiam conquistar facilmente a vaga em questão. Mas alguns chegam a fazer mais de 30 entrevistas sem ter êxito. Quando isso acontece, sempre surge a dúvida: quais são os erros que eles estão cometendo durante a entrevista?

Estão falhando na apresentação pessoal? Raramente isso acontece, já que estão acostumados com o código de etiqueta das empresas. Não apresentam um nível de agressividade esperado para quem deseja conquistar uma posição de liderança? A resposta também é negativa, pois eles costumam ter um bom nível de segurança e assertividade. Será que durante a conversa demonstraram não conhecer bem a organização que estão sondando? Claro que não. Eles são orientados, de antemão, a pesquisar o empregador em potencial, sua história, valores, filosofia, desafios, o mercado em que atua seus concorrentes etc.

O problema raramente está associado também a aspectos como formação acadêmica ou domínio de outros idiomas, já que a maioria das pessoas que vêm ao meu escritório tem formação sólida, graduação em escolas de primeira linha, especializações como MBA, mestrado ou doutorado e experiência internacional.

O maior e o mais grave erro praticado por profissionais em busca de nova posição está no seu discurso diante do entrevistador. Esse discurso precisa ter profundidade, qualidade, coerência e primar pela ética. Quando isso não é percebido pela pessoa que está comandando o processo de seleção para aquela vaga, as chances de sucesso caem sensivelmente. Podemos dizer que todo profissional em busca de nova recolocação, independente do seu nível hierárquico, deve cuidar com extremo carinho do seu discurso. Cada palavra deve ser meticulosamente estudada, focada e persuasiva para convencer o entrevistador sobre a sua superioridade com relação aos demais concorrentes.

Para ter sucesso numa entrevista de emprego, o seu discurso deve responder e satisfazer a quatro perguntas distintas e importantes de seu empregador em potencial:



 

  • Você é capaz de agregar valor à organização - gerar lucros? Se você não tiver um discurso afiado estará fora do jogo. Nenhuma empresa vai lhe contratar pelo seu passado glorioso. Ela quer conhecer o seu potencial e se você tem condições e talento gerencial para gerar lucros. Portanto, não vá para uma entrevista com um discurso baseado apenas em seu passado. Esse discurso é inócuo e não convence ninguém.
     
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  • Você é capaz de reduzir custos todos os dias? Essa é uma necessidade imperiosa da empresa moderna diante da concorrência acirrada e impiedosa em todos os segmentos mercadológicos. Se você não tem coragem para fazer o que precisa ser feito, até mesmo de cortar na própria carne, procure fazer outra coisa - você não é o profissional mais adequado e nem o mais indicado para gerenciar uma área ou empresa nos dias atuais.
     
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  • O que o torna um profissional "Classe A", portanto, superior a todos os outros encontrados no mercado de trabalho e que, como você, procuram uma nova oportunidade de emprego? Como você sabe, a empresa moderna não pode prescindir de profissionais Classe A. São eles que fazem a grande diferença. Eles são cultos e preparados, têm consciência sobre seu "chamado" e papel funcional, são criativos e empreendedores, vêem oportunidades e soluções onde todos os outros enxergam apenas dificuldades e problemas, trabalham por paixão e não apenas por salário e bônus, formam e desenvolvem equipes valentes e vencedoras, trabalham com fogo e não desperdiçam tempo e recursos, são pragmáticos, odeiam a burocracia burra e incompetente, têm visão oceânica, se renovam todos os dias em tudo - no saber, no comportamento, na liderança - e trabalham para deixar um legado a sociedade.
     
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  • Por que você acha que se identifica integralmente com a nossa empresa? Se você não for capaz de fazer um discurso competente em resposta a essa pergunta, será carta fora do baralho. E para criar aderência, sintonia e a perfeita consonância entre o entrevistador e o entrevistado você necessita ouvir atentamente e deliberadamente. Não ouvir bem talvez seja o erro mais desastroso nos diálogos da entrevista. E tal como o músico, para afinar o instrumento é primordial afinar o ouvido. Não apenas para mostrar-se educado, interessado, mas especialmente para compreender, e assim, avaliar melhor a sua decisão. Ao recrutar um profissional, a empresa deseja ter certeza de que o candidato se adéqua a sua cultura e valores corporativos. Nesse quesito, você não deve se enganar ou mesmo tentar "enrolar" o seu futuro empregador com um discurso viciado e falacioso. Essa é uma questão importante e decisiva - você tem de ser você mesmo. Quando um candidato não observa essa regra, ele geralmente se dá muito mal na nova empresa. Portanto, nunca sacrifique seus valores pessoais ou os de sua organização. Se o fizer, as chances de fracasso serão muito grandes. Mas se esses valores forem compatíveis, você tem tudo para empreender uma carreira bem-sucedida.
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