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09/04/2009 - 20h18

Em crise: continuar com os planos de férias?

Viviane Macedo
Em São Paulo
Férias planejadas, viagem programada, tudo certo para deixar a correria do escritório e esfriar a cabeça. Mas será que este é um bom momento para se ausentar? Em plena instabilidade por conta da crise econômica e com tantas demissões acontecendo, ficar longe da empresa por um grande período pode não ser a melhor escolha. Segundo o gerente da Robert Half, Roberto Britto, a situação precisa ser pensada de maneira cautelosa e alguns pontos devem ser analisados. "O mercado de uma forma geral está em crise, mas não necessariamente todas as empresas estão sofrendo com ela. O profissional precisa entender o momento que a organização vive e avaliar a importância de sua participação nisso", explica Britto.

Segundo o consultor, o diálogo é essencial numa situação assim. Saber o que o gestor pensa sobre tirar férias neste momento é importante para uma decisão acertada. "O diálogo entre o profissional e seu superior tem de haver sempre. Ouvir a opinião do líder, saber se ele acha coerente ou não, são aspectos muito válidos", afirma o gerente da Robert Half. Ele diz que muitas empresas continuam suas atividades sem sentir os impactos da crise, nesse caso, as férias e outros processos continuam no fluxo normal.


E se precisar?
Se a organização realmente estiver passando por dificuldades e precisar de um esforço extra de seus funcionários, a dica é mostrar-se prestativo e, talvez, o melhor seja mesmo adiar as férias. "Numa situação assim, o melhor é repensar a data de saída. Deixar a empresa num momento tão conturbado pode não ser bom para o profissional, pois mostra que ele não está vestindo a camisa, preocupado com a organização", aconselha Britto.

Esperar um momento mais calmo e estável, sem dúvidas, tem vários aspectos positivos. Um deles é poder sair com a mente tranqüila, sem precisar ficar pensando em trabalho durante as férias. "O profissional tem de sair de férias e conseguir desligar das suas atividades do escritório. É preciso entender que há momento para tudo, e férias é para desligar, realmente descansar, porque senão não surtem efeito algum", afirma. Além disso, sair num período de crise pode render preocupações e alguns telefonemas com assuntos relacionados ao trabalho.


Planeje-se!
Caso você esteja pensando em tirar férias, é aconselhável refletir um pouco mais. E não faça isso antes de responder às seguintes questões:

  • A empresa está sentindo a crise econômica?
  • Eu tenho um papel estratégico para a organização neste momento?
  • A organização vai sentir muito minha ausência se eu sair agora?
  • Estou com o meu trabalho atrasado e deixarei problemas para meu suplente?

    Se a resposta para essas perguntas, ou para a maioria delas, for sim - cuidado! Talvez essa, realmente, não seja a melhor hora para descansar.

    "Tem de estudar a situação com bom senso. Percebendo os aspectos enumerados e, se eles forem positivos, o melhor é adiar as férias. Mas, se não, se o desempenho da empresa em nada foi prejudicado com a crise e não há mudanças em seus processos, o profissional pode sair sem problemas. O diálogo com o superior é o que realmente poderá confirmar isso e fará com que o profissional saiba como agir", finaliza Britto.

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