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07/04/2009 - 09h18

Brainstorm ou "toró de parpite"

Já disseram que a democracia não é um bom regime político, mas apenas o melhor que existe.

Analogamente, cada vez ficam mais claras as vantagens do modelo participativo de gestão corporativa. Aliás, nas grandes companhias, especialmente as multinacionais de capital aberto em bolsa de valores, procedimentos de tomada de decisões envolvendo transparência e múltiplas instâncias são mais que simples modernidades, exigências legais.

Que fique claro: não se está falando em assembleísmos ou democratismos demagógicos. A responsabilidade de quem toma a decisão, em última instância, numa companhia, não pode ser delegada. Os executivos devem assumir suas posições, assim como o Presidente da República ou o Congresso, por exemplo, são responsáveis por suas decisões na esfera pública nacional. Mas, dando crédito ao chavão de que "duas cabeças pensam melhor que uma", as chances de surgirem soluções diferentes e criativas para um problema a partir de sua discussão ampla aumentam muito.

Para os liderados, o brainstorm - ou o "toró de parpite", numa tradução caipira - produz participação motivadora e possibilidades de exibir talentos. Para os líderes, trata-se de forma de apresentação de desafios aos times, análise de performances com a descoberta de talentos e, principalmente, captação de idéias interessantes, como só a diversidade de neurônios consegue produzir. Mais ainda, muitas vezes é uma forma de socializar o processo de decisão, diminuindo assim a ansiedade sempre presente na solidão do poder.

Assim como não há sociedade sem política - visto que qualquer relacionamento, mesmo os mais simples e os privados, envolve alguma forma de influência ou dominação -, também não há grupo corporativo sem lideranças, por mais participativos que sejam seus processos internos. Sabemos das imperfeições do exercício do poder, mesmo nas democracias mais sofisticadas do mundo. Resta-nos, na vida política pública ou na empresarial, buscar as melhores práticas democráticas que a imperfeição humana puder alcançar.


Judith Brito *Judith Brito é formada em Administração Pública pela FGV e tem mestrado em Ciência Política pela PUC-SP. Foi pesquisadora no CEBRAP e no IDESP, professora da FGV e há 18 anos está no Grupo Folha. Publicou dois livros: "Mãe é Mãe" e "Ah! O amor...: experiências cotidianas da vida a dois" (ambos pela Publifolha). É cronista do site www.metadeideal.com.br
 

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